Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A CONFEDERAÇÃO das Associações Económicas de Moçambique (CTA) manifestou o apoio à decisão do governo de reduzir a dependência económica do país, através de adição de valor aos produtos primários.

Esta posição foi defendida ontem, em Maputo, pelo presidente da CTA, Agostinho Vuma, argumentando que estes tipos de produtos são bastantes exigentes em termos de políticas concertadas, tanto a nível de infra-estruturas bem como no acesso a serviços financeiros e na educação e treinamento da força laboral.

“Uma forma de implementar uma política destas é apostar nos clusters. Um cluster é um conjunto de empresas que actuam na mesma área, concentradas num mesmo ponto geográfico, pelo que podem desenvolver sinergias visando o aumento da sua produtividade”, disse.

Vuma que falava sobre os desafios da competitividade económica, no âmbito do 2º Congresso da Ordem de Contabilistas e Auditores de Moçambique, afirmou que “os nossos clusters podem estar próximos aos corredores de desenvolvimento, porque nestas zonas temos um pouco de tudo em termos de vantagens comparativas: água, terra fértil,  acesso fácil ao mar e infra-estruturas básicas”.

“Para adicionar, precisamos ter um programa claro de certificação e embalagens dos produtos. Este é um dos factores que limitam o acesso a mercados dos produtores nacionais, como evidência o baixo nível de aproveitamento estimado em apenas 2% da iniciativa AGOA que é uma janela de acesso privilegiado ao mercado americano”, disse.

Do lado conjuntural, o presidente da CTA apontou a questão da estabilidade macro-económica, defendendo que a mesma joga um grande papel para a competitividade das empresas.

“Por exemplo, é difícil competir com uma taxa de câmbio com altos níveis de instabilidade. Outrossim, para as condições actuais do mercado, ainda é impossível viabilizar um negócio com taxas de juro acima dos 20%, embora deva reconhecer o esforço do Banco de Moçambique neste aspecto”, frisou.

A fonte lamentou, igualmente, o facto de o crédito concedido às empresas continuar a cair, embora no segundo trimestre de 2018 tenha se registado um declínio menor que o do primeiro trimestre.

“No entanto, o crédito ao sector público regista incremento, denotando o efeito crowding out na medida em que há uma apetência da banca conceder crédito ao sector público em detrimento do sector produtivo. Esta situação demanda medidas de consolidação fiscal que irão reduzir as pressões do endividamento público e a competição com o sector privado”, afirmou.

 

 

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