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Categoria: Economia
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O Governo espera concluir no início de 2019 estudos sobre a instalação de três centrais eléctricas a carvão, que acautelem o impacto ambiental, disse o vice-ministro de Energia e Recursos Minerais, em entrevista à Lusa.

Tete, Cuamba e Nacala são três dos locais onde se coloca a possibilidade de optar pelo carvão, referiu.

Em Tete, a opção surge associada às minas ali existentes, e Cuamba poderá beneficiar do facto de ser um entroncamento da linha ferroviária que escoa o carvão para o porto de Nacala, que, por sua vez, é uma região sem outras fontes de produção de electricidade por perto.

"Neste momento temos três ou quatro estudos de viabilidade [em elaboração] para centrais a carvão" e a poluição que provocam será abordada, refere Augusto de Sousa.

"Sendo estudos recentes, vão tomar em conta a questão ambiental", acrescenta.

O governante entende que é necessário encontrar "um ponto de equilíbrio" entre a produção de energia e o impacto no ambiente.

A zona de Tete, pela   actividade mineira, é das que apresenta maior potencial para produzir electricidade a partir de carvão, mas "por questões ambientais também é difícil ter bancos a financiar" tal investimento.

"Temos que evoluir para tecnologias menos poluentes", realçou, apontando o exemplo do Japão, que já tem centrais a carvão que causam menor impacto, acrescentando que Moçambique já encetou contactos para saber se pode importar essa técnica.

Num relatório publicado este mês, peritos do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU pediram medidas rápidas e sem precedentes para limitar a subida da temperatura global em 1,5ºC.