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Categoria: Economia
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O Vice-Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Augusto Fernando, diz que a aposta de Moçambique na produção de energia solar e com base no gás natural traz vantagens comparativas.
Falando recentemente, a jornalistas, após uma visita de trabalho às províncias de Nampula e Niassa, Augusto Fernando disse, por exemplo, que por causa da questão hidrológica a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) baixou de 500 para cerca de 200 megawatts a energia que fornece ao país. 
“Estamos nessa situação desde o ano passado e se não tivéssemos as centrais a gás estaríamos neste momento a sofrer restrições. Seria muito complexo”, afirmou.
Segundo o governante, a energia produzida pelas centrais a gás representam 30 por cento do consumo nacional, representando cerca de mil megawatts. 
Em relação à energia solar, o vice-ministro destacou iniciativas em curso em Mocuba, na província da Zambézia; Cuamba, em Niassa; e Metoro, em Cabo Delgado, no norte.
“São iniciativas que poderão gerar, à vontade, 80 megawatts de energia. Só para se ter uma ideia, toda a região norte do país consome 140 megawatts”, disse. 
Entretanto, o vice-ministro garantiu que Moçambique propõe-se a continuar a produzir energia com base em centrais hídricas, por ser muito procurada na região.
“A região está muito interessada nessa energia, uma vez que as centrais hídricas estão em melhores condições de fazer face as oscilações e a sua operação é mais fácil”, afirmou.