Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A Base Logística de Pemba (BLP) poderá estar em condições de receber navios até Janeiro do próximo ano, na província de Cabo Delgado, região nortenha do país.

Com efeito, estão na fase conclusiva os trabalhos de construção da calçada de 375 metros, partindo do continente para o mar, um armazém, vedação de cerca de 13 hectares, que comportam a primeira fase do projecto, além da mobilização de algumas unidades, que vão assegurar as operações.

A primeira fase do projecto está orçada em 150 milhões de dólares norte-americanos.

“O armazém está em 95 porcento da sua realização e seguirá a colocação de painéis solares. O cais flutuante está em mobilização a caminho de Pemba, prevendo-se que para finais deste mês, princípios de Dezembro, esteja em Pemba. Também está sendo embarcado o link bridge, que vai fazer a conexão entre o jet e o gás flutuante”, disse José Daúde, director operacional na empresa Portos de Cabo Delgado, citado ontem pela Rádio Moçambique.

A infra-estrutura será importante para as operações, a serem desenvolvidas pelas empresas envolvidas nos projectos de gás na bacia do Rovuma. O seu projecto foi formalmente lançado em Outubro de 2014, tendo sido mobilizado material para a sua construção, interrompida, no meio de dúvidas, sobre a sua utilização pelas companhias envolvidas nos projectos de gás natural. A obra deveria estar pronta até ao segundo semestre de 2016.

Os consórcios liderados pela italiana Eni e pela norte-americana Anadarko já manifestaram a intenção de usar infra-estruturas, que vão construir no distrito de Palma, cerca de 400 quilómetros de Pemba, para as suas operações de exploração de gás natural, ensombrando a viabilidade da BLP.

Falando durante a Conferência de Conteúdo Local no sector de Petróleo e Gás em Moçambique, que decorreu, em finais de Outubro, em Cabo Delegado, o presidente da ENH, Omar Mithá, sublinhou que a BLP vai manter os direitos especiais que tem na bacia do Rovuma, incluindo a exclusividade sobre uma extensa área, onde se irá situar a infra-estrutura.

A empresa Portos de Cabo Delgado (PCD), constituída pelas estatais Empresa Nacional de Hidrocarbonteos e Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), é a entidade que detém o direito de gestão do porto, terminais de logística e beira-mar de Palma e Pemba.

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