Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

 

 

O Governo está empenhado em prosseguir com os esforços visando tornar o sector do turismo num verdadeiro impulsionador da economia nacional.

 

 

O facto foi reiterado ontem, pelo Presidente da República (PR),  na cerimónia de inauguração do Jat Center, um complexo turístico localizado na baixa da cidade de Maputo  e que congrega um hotel, centro comercial, apartamentos, escritórios e complexo de manutenção física.

 

 

Filipe Nyusi disse que a decisão alicerça-se nos resultados económicos alcançados no ano passado. Em 2017, a contribuição do sector para o Produto Interno Bruto (PIB) foi de 4.1 por cento, o correspondente a 150.5 milhões de dólares provenientes de receitas do turismo internacional, contra os 107.9 milhões obtidos em 2016. Os valores representam um incremento de 39.5 por cento.

 

 

De acordo com o Chefe do Estado, as distinções que Moçambique tem ganho pelo mundo fora demonstram a eficácia das políticas e estratégias do Governo na promoção do país como destino turístico preferencial e de classe mundial. Ilustram ainda a qualidade dos serviços oferecidos pelo sector. 

 

 

É neste sentido que o PR exortou os operadores a tomarem as distinções como inspiração para elevação contínua da qualidade dos serviços disponibilizados.

 

 

Falando concretamente do Jat Center, Nyusi disse que a sua entrada em funcionamento vai contribuir no incremento da oferta e diversificação de alojamento de curta duração em Maputo, cidade considerada um destino turístico de negócios e eventos de nível nacional e internacional.

 

 

Num outro desenvolvimento, apontou que o novo complexo de cinco prédios, com 84 apartamentos, hotel de 172 quartos, 156 lojas e silo para 1800 carros, vai impulsionar a melhoria de qualidade de oferta de serviços dos estabelecimentos hoteleiros instalados na capital e não só. Abre ainda possibilidade de os turistas explorarem outras potencialidades como o património histórico e cultural, a gastronomia e as praias, para além de visitar parques e reservas.

 

 

O Grupo Jat é uma parceria entre João Brito, um cidadão estrangeiro, e o moçambicano António Ataran. Nasceu há cerca de 20 anos e fora o complexo inaugurado ontem já contava com os prédios JAT 1 a 5 no aterro da Maxaquene.

 

 

A construção do Jat Center arrancou em 2013 e exigiu o investimento de 130 milhões de dólares norte-americanos, de acordo com Brito. 

 

 

 

 

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O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, reiterou esta segunda-feira, o esforços do governo no sentido de promover a inclusão financeira no país, priorizando o alastramento da banca para as zonas rurais.

Nyusi falava nas cerimónias de inauguração de duas novas agências bancárias, na Ilha de Moçambique e Mossuril, em Nampula, instaladas pelo BCI e BIM, respectivamente, no âmbito do programa “Um Distrito, Um Banco”, que visa fundamentalmente a bancarização rural.

Discursando nos dois distritos, o Chefe do Estado apelou aos operadores do sector bancário no país a se aproximarem, cada vez mais, às zonas rurais, promovendo assim, o seu desenvolvimento.

Salientou que, para o caso especifico do distrito de Mossuril, que é a primeira vez que dispõe de uma instituição bancária, a entrada em actividade daquela agência deve abrir novos horizontes na perspectiva de a população local aumentar a produção agrícola.

Nyusi destacou ainda, o facto de os problemas de aceso aos serviços financeiros serem mais acentuados nas zonas rurais, sendo por isso que o governo vai continuar a desenvolver esforços no sentido de expandir tais serviços.

Paulo Sousa, presidente da comissão executiva do BCI, deu a conhecer que com a inauguração do seu balcão da Ilha de Moçambique, este banco passa a dispor de 200 agências no território nacional, o que traduz o esforço que a instituição está a fazer para expandir a sua rede, no âmbito do programa “Um Distrito, Um Banco”.

Sousa destacou o importante trabalho feito na preservação do património da ilha, para a instalação da agência, pois, o mesmo requereu a reconstrução do edifício que estava em ruínas.

Já o presidente do conselho de administração do BIM, Rui Fonseca, disse que a instalação da agência de Mossuril responde ao desafio do projecto “Um Distrito, Um Banco”, que visa a extensão da rede bancária para as zonas remotas do país, promovendo assim a inclusão financeira.

Segundo Fonseca, actualmente o banco que dirige dispõe de um total de 192 balcões em todo o país, dos quais 25 foram construídos depois do lançamento, há dois anos, do programa “Um Distrito, Um Banco”.

O BIM já cobre 60 distritos do país e conforme garantiu o seu PCA, este  banco vai continuar com o  desafio, expandindo os seus serviços aos distritos que ainda não foram contemplados.

Com a abertura da agência em Mossuril, os residentes daquele distrito costeiro deixam de depender da Ilha de Moçambique, Monapo, Namialo e Nacala-Porto para efectuar as operações bancárias, sobretudo depósitos e levantamento de dinheiro. 

 

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O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) pretende apoiar Moçambique com mais de 1.4 bilião de USD em projectos estruturantes e na mobilização de investimentos para uma economia diversificada e inclusiva.

O financiamento inclui áreas como desenvolvimento de portos secos e de águas profundas, parques de energia fotovoltaica, parques de zonas francas industriais, processamento de castanha, unidades industriais (siderúrgicas e químicas), turismo cinegético, logística integrada e ensino superior.

A informação foi tornada pública ontem, em Maputo, pelo Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, durante o lançamento, no país, do “Africa Investment Forum”, cuja primeira edição terá lugar na África do Sul, de 7 a 9 de Novembro do ano em curso.

Vuma disse que o lançamento acontece num contexto caracterizado pela queda do crédito ao sector privado em Moçambique.

“Aqui temos a registar que em média anual o crédito à economia reduziu oito por cento, de 2016 a 2018, tornando as fontes de financiamento para o sector privado mais escassas”, afirmou.
Deste modo, a CTA espera que o “Africa Investment Forum” seja uma oportunidade para alargar as fontes de financiamento do sector privado, bem como atrair mais investimento.

A fonte da AIM realçou que com a iniciativa o sector privado vai aumentar o volume de projectos financiados pelo BAD em Moçambique e expor projectos estruturantes a diversos sectores da praça financeira internacional.

“Até o lançamento da iniciativa, a CTA, através do Gabinete de Apoio Empresarial, vem trabalhando na identificação e captação de projectos estruturantes promovidos por empresas privadas em Moçambique, bem como apoiá-las para que sejam financiáveis”, vincou.

Garantiu que, actualmente, foram submetidos ao BAD 25 projectos para escrutinação, assistência técnica e selecção para financiamento, sendo as infra-estruturas e agronegócios as áreas prioritárias, devido ao seu papel na estruturação da economia.

Por seu turno, o representante do BAD em Moçambique, Pietro Toigo, disse que a iniciativa surge num momento em que, nos últimos três anos, a economia nacional, especificamente o sector privado, tem atravessado uma fase difícil.

“Por isso disponibilizaremos mais investimento ao sector privado, orientado para projectos com forte impacto social e económico. Isso será essencial para atingirmos os objectivos sustentáveis do desenvolvimento, tendo em conta as cinco prioridades do BAD, assim com os objectivos do Plano Quinquenal do Governo”, disse.

A fonte reconheceu que os recursos domésticos dos países africanos e dos parceiros de cooperação não são suficientes para acelerar o desenvolvimento do continente e assegurar oportunidades económicas para uma população jovem em crescimento.

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O metical registou perdas ligeiras face ao euro e ao dólar americano na última semana, de acordo com a média das taxas de câmbio diárias divulgadas pelo banco central.

Durante a última semana, o euro foi comprado a uma média de 69,31 meticais, ou seja, 32 centavos de metical mais caro que na semana anterior, enquanto a venda foi feita em média a 70,69 meticais, 33 centavos de metical a mais.

Desde a semana de 20 de Agosto, depois de o metical se valorizar para máximos de 12 meses face à moeda europeia, a tendência inverteu-se e o euro encareceu em cerca de 3,50 meticais, tanto do lado da compra como da venda.

Em relação ao dólar americano, cada unidade da moeda norte-americana foi comprada em média, na última semana, a 59,67 meticais, ou seja, 15 centavos mais cara que na semana anterior, enquanto a venda foi feita em média a 60,86 meticais, ou seja, 16 centavos a mais.

A divisa dos EUA é a moeda que serve de base de cálculo às taxas de câmbio de referência em Moçambique.

Taxas de câmbio médias de referência do euro em meticais

Euro...Compra...Venda

14/Set.....69,86.....71,24

13/Set.....69,47.....70,86

12/Set.....69,1.....70,48

11/Set.....69,12.....70,5

10/Set.....68,99.....70,37

média.....69,31.....70,69

Taxas de câmbio médias de referência do dólar americano em meticais

USD...compra...venda

14/set.....59,77.....60,95

13/set.....59,69.....60,88

12/set.....59,65.....60,84

11/set.....59,62.....60,81

10/set.....59,63.....60,82

Média.....59,67.....60,86

Fonte: Banco de Moçambique

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A unidade de estudos económicos do Standard Bank considera que Moçambique deverá chegar ao final deste ano com um crescimento económico de 3,5%, depois de ter acelerado para 3,4% no segundo trimestre.

“Para o total do ano, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deverá ficar nos 3,5% face ao ano anterior”, dizem os analistas, em nota enviada aos investidores à qual a Lusa teve acesso.

Na mesma nota, os analistas deste banco britânico, um dos maiores a operar em África, afirmam que o limitado volume de importações sugere poucas pressões em termos de moeda estrangeira.

“As reservas em moeda estrangeira têm estado estáveis nos 3,2 mil milhões de dólares desde o princípio do ano, cobrindo mais ou menos 7 meses de importações, excluindo o que inclui os grandes projectos”, acrescentam.

O metical, estimam, não deverá sofrer grandes alterações no seu valor, devendo manter-se abaixo dos 60 meticais por dólar nos próximos meses: “A pressão que empurrou o metical para acima de 60 face ao dólar, comparando com os 58, registados em Agosto, não deverá ser persistente”, escrevem os analistas.

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