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A empresa mineira Vale, maior exportadora de carvão de Moçambique, apresenta hoje, em Maputo, os resultados do terceiro trimestre, em que é revista em baixa a produção para este ano.
"Como resultado da implementação contínua" de "mudanças estruturais", o objectivo de produção de carvão foi revisto "para aproximadamente 12 milhões de toneladas em 2018", lê-se no relatório de produção e vendas da Vale do terceiro trimestre, disponível na Internet.
A revisão acontece depois de, em Maio, a Vale ter anunciado que previa produzir este ano 15 milhões de toneladas de carvão, contra a meta de 16 milhões que havia planificado, devido a intempéries que afectaram a zona de produção em Moatize, na província de Tete.
A exportação de carvão tem sido um dos motores da economia moçambicana.
Aquando da primeira revisão das projecções de produção da Vale, o Ministro da Economia e Finanças admitiu que tal levaria a uma redução das perspectivas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) - que nos três primeiros trimestres deste ano se cifrou em 3,4%.
A empresa teve que lidar também, no último mês, com a paralisação de "um terço das suas operações", correspondente a "uma de quatro secções da mina de Moatize", depois de a população se queixar de detonações prejudiciais à saúde e com níveis de poluição acima do tolerável.
No entanto, em declarações à Lusa, a Vale esclareceu que a situação tinha "impacto reduzido" na sua produção.
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O Standard Bank e a multinacional italiana Eni vão apoiar pequenas e médias empresas moçambicanas no desenvolvimento de programas para o acesso ao mercado de negócios, segundo um memorando assinado ontem entre as instituições.
"As partes vão colaborar no apoio e desenvolvimento do ecossistema de empreendedorismo, incluindo actividades de estímulo à criação da cadeia de fornecimento local, programas de desenvolvimento de competências e de transferência de conhecimentos e técnicas que facilitem o acesso aos mercados", lê-se num comunicado ontem distribuído à imprensa.
O programa vai promover, através da capacitação, o acesso a metodologias de ideias de negócio e influenciar uma cultura mais favorável ao empreendedorismo, bem como ajudar as pequenas e médias empresas na criação de novos negócios em sectores de interesse nacional, não se limitando à indústria extrativa, acrescenta o documento.
Numa primeira fase, o programa vai incidir na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, que tem estado entre as principais referências para investir em Moçambique, com a chegada de multinacionais na exploração de gás natural na região.
"Através desta parceria, o Standard Bank, como um banco implantado no país há mais de 124 anos, vai usar a sua experiência e capacidade para ajudar empresas moçambicanas a crescer e a ter acesso aos mercados", disse o administrador delegado, Chuma Nwokocha, momentos após a assinatura do documento em Maputo, citado no comunicado.
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