O ZIMBABWE iniciou o racionamento da distribuição de energia eléctrica, implementando cortes de 10 horas por dia em todo o país, para evitar o risco de ficar sem electricidade dentro de quatro meses.

A Autoridade de Fornecimento de Electricidade do Zimbabwe (ZESA) informou que a origem do problema está o baixo nível de água na barragem de Kariba, onde está instalada uma central hidroeléctrica que produz uma média de 542 megawatts de energia.

“Tivemos muito pouco em termos de influência das chuvas na albufeira e chegamos a um ponto em que a geração de energia diminuiu. Se não reduzirmos o consumo, poderemos ter um apagão por volta de Outubro (...)”, disse o porta-voz da ZESA, Fullard Gwasira.

O Zimbabwe registou a sua mais baixa precipitação em 40 anos na última época chuvosa, situação que também pode levar cerca de cinco milhões de pessoas à condição de necessitados de  ajuda alimentar.

A última vez que o Zimbabwe teve escassez aguda de energia foi em 2016 após uma seca devastadora.

Mas se chouver na Zâmbia e na República Democrática do Congo (RDCongo), o nível da água na albufeira de Kariba aumentará e a situação da electricidade deverá melhorar.

“Os padrões (de precipitação) de que dependemos não são do Zimbabwe, mas da Zâmbia e da RDCongo. Uma queda significativa de chuvas (naqueles países) deve ser capaz de melhorar a situação à medida que o ano avança”, disse Gwasira.

A ZESA diz que se o vigente plano de racionamento não atingir o pretendido, passar-se-á ao “Estágio 2”, de poupança, com que podem durar de 12 a 15 horas.

Os cortes de energia aumentarão o alto custo de vida dos zimbabweanos porque serão forçados a procurar fontes de energia alternativas, como gás e petróleo de iluminação.

As necessidades energéticas do Zimbabwe são de 2100 megawatts, mas só pode produzir 1000. O défice é principalmente importado da moçambicana Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB)  e da Sul-africana Eskom. -(TIMESLIVE)

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O CONSELHO militar no poder no Sudão suspendeu quarta-feira as discussões sobre a transição política, até que sejam libertadas todas as estradas ocupadas por manifestantes em Cartum, informaram à AFP líderes do movimento.

Os bloqueios nas ruas da capital sudanesa provocaram na segunda-feira e quarta choques entre as forças de segurança e os manifestantes. Cinco civis e um militar morreram por disparos na segunda-feira e pelo menos oito ficaram feridos na quarta-feira, quando as forças de segurança tentaram retirar as barricadas, segundo testemunhas.

“O Conselho Militar suspendeu as discussões. Pediram-nos para retirar os bloqueios em algumas partes da capital”, declarou Rashid al-Sayed, porta-voz da Aliança pela Liberdade e a Mudança (ALC), organização a frente do movimento de protesto.

Outro líder dos protestos, Ahmed al-Rabi, confirmou a petição de suspensão dos militares.

“O Conselho Militar contactou-nos para dizer que só retomará as discussões após o fim dos bloqueios”, declarou.

Os líderes da oposição criticaram a decisão dos militares.

“A suspensão das negociações é uma decisão infeliz e não respeita o progresso alcançado durante as conversações”, afirmou através de um comunicado a Associações de Profissionais do Sudão, uma das organizações que liderada os protestos que levaram à queda do Presidente Omar al-Bashir, em 11 de Abril.

O Conselho e os líderes dos protestos deviam negociar na quarta-feira os últimos pontos de um acordo sobre as instituições do período de transição de três anos.

Entretanto, o presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, congratulou as várias partes no Sudão pelos progressos até aqui alcançados nas negociações para a transição política no país.

Numa nota partilhada no portal “online” da UA, Moussa Faki Mahamat felicitou também os intervenientes pelo “alto nível de responsabilidade em completar o ciclo de negociações num espaço de tempo razoável” de forma a resolver de forma adequada as preocupações do povo sudanês. -(LUSA/SWISSINFO)

 

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A líder da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, defendeu ontem que os EUA devem evitar uma guerra com o Irão e recordou que a Casa Branca não pode avançar para conflitos no Médio Oriente sem a aprovação do Congresso.

Nancy Pelosi dirigiu-se ontem à maioria democrata na Câmara dos Representantes, preocupada com a escalada de tensão no Médio Oriente, onde o governo decidiu reforçar a presença militar, após o Irão ter decidido retomar o seu programa nuclear.

Os líderes dos dois partidos no Congresso devem receber quinta-feira um relatório confidencial do governo sobre a crise com o Irão, mas Pelosi disse que a Casa Branca está a colocar muitas resistências a entregar um relatório mais completo sobre a situação.

“Temos que evitar uma guerra com o Irão”, disse Pelosi aos deputados democratas, segundo uma fonte presente na sala.

Pelosi terá dito que o governo não pode invocar o mais recente uso de autorização de conflito militar, aprovado pelo Congresso, há quase 20 anos, para as guerras no Iraque e no Afeganistão para avançar para um conflito no Médio Oriente.

“Eles não podem declarar uma guerra sem o consentimento do Congresso”, disse Pelosi.

O democrata, que lidera a Comissão de Relações Exteriores no Senado, Bob Menendez, também alertou a administração contra qualquer acção sem a aprovação dos legisladores.

“O Congresso não autorizou a guerra com o Irão e a administração, se estiver a planear uma acção militar com o Irão, deve comparecer no Congresso para pedir aprovação”, disse Bob Menendez.

O senador democrata disse ainda que Donald Trump ainda "não forneceu nenhuma informação a esta comissão sobre os factos por detrás das suas decisões, nem sobre o que pretende fazer no Iraque ou no Irão".

A escalada de tensão começou quando, na passada semana, o Irão anunciou que iria retomar o seu programa nuclear, retomando a produção de urânio enriquecido.

Logo de seguida, os EUA anunciaram que iriam enviar um porta-aviões e bombardeiros para o Golfo, alegando “ameaças credíveis”.

Alguns países com presença militar no Médio Oriente, como a Alemanha e a Holanda, já disseram hoje que vão suspender os programas de treino de soldados locais no Iraque, acompanhando as preocupações dos EUA na região.

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O ex-Presidente do Brasil, Michel Temer, foi libertado, ontem, da prisão, cumprindo uma decisão tomada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou que ele irá responder em liberdade num processo em que é acusado da prática de corrupção.

O antigo chefe de Estado brasileiro foi libertado às 13:28 locais (18:28 em Maputo).

Temer estava preso no edifício do Comando da Polícia Militar de São Paulo desde a última segunda-feira, após ter sido transferido da sede da Superintendência da Polícia Federal, também em São Paulo.

Na terça-feira, quatro juízes da Sexta Turma do STJ votaram por unanimidade a favor da libertação do Michel Temer e do coronel João Baptista Lima Filho, ex-assessor e amigo pessoal do antigo chefe de Estado brasileiro.

A votação teve carácter provisório e referiu-se a um pedido de ‘habeas corpus' apresentado pelos advogados de Temer.

Ao chegar à sua residência, no bairro de Pinheiros, que fica na zona Oeste da cidade de São Paulo, Temer disse que cumpriu a sua palavra e todas as determinações da Justiça.

"Em primeiro lugar, vocês se lembram que aqui neste mesmo local eu disse que em obediência à decisão do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro me apresentaria à Polícia Federal e foi o que eu fiz", disse Temer. 

"Em segundo lugar, eu disse que aguardaria com toda a tranquilidade e serenidade a decisão do Superior Tribunal de Justiça que se deu ontem (terça-feira)", acrescentou.

Já o advogado de Temer, Eduardo Carnelós, afirmou que os juízes do STJ “foram contundentes” ao decidirem por unanimidade libertar o seu cliente.

“Fica estabelecido de forma muito clara que não há nenhum fundamento para manter o ex-Presidente Michel Temer preso”, afirmou.

Neste processo que motivou duas vezes uma prisão preventiva, Temer é acusado de receber subornos de empresas que ganharam contratos no consórcio vencedor da licitação da unidade Angra 3, que faz parte da central nuclear Almirante Álvaro Alberto, no estado do Rio de Janeiro.

Segundo o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ), a empresa Argeplan, ligada ao coronel Lima, teria participado no consórcio vencedor das obras apenas para viabilizar o pagamento de suborno destinado a Temer.

Os investigadores indicaram que o coronel Lima, além de amigo de longa data de Temer, actuava como um operador financeiro do ex-chefe de Estado brasileiro.

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QUANDO faltam poucos dias para as eleições gerais de 21 de Maio no Malawi, o Centro para Desenvolvimento da Comunicação (CDC) intensificou a campanha de educação cívica dos eleitores. Com recurso a meios áudio-visuais, a organização procura ajudar os eleitores a saber votar, e assim se reduzirem casos de votos nulos ou brancos. Leia mais

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