Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A Polícia britânica acredita ter identificado cidadãos russos suspeitos do ataque contra o ex-agente dos serviços secretos Serguei Skripal e a filha com Novitchok, disseram à agência Press Association fontes ligadas à investigação.

“Os investigadores acreditam ter identificado os suspeitos através de câmaras de vigilância”, disseram as mesmas fontes à agência de notícias britânica Press Association.

As imagens captadas em Salisbury pelas câmaras de vigilância na zona do ataque contra os Skripal foram comparadas com “os documentos de pessoas” que entraram no Reino Unido na mesma altura.

“Os investigadores têm a certeza de que os suspeitos são russos”, acrescentou a fonte da Press Association, citada pela Lusa.

Questionada hoje pela France Press, a Scotland Yard recusou comentar a notícia.

Em Março, o governo de Londres acusou Moscovo de implicação no envenenamento do ex-agente duplo russo e da filha, ocorrido em Salisbury, através de Novitchok - agente nervoso inventado por cientistas da ex-União Soviética durante a “guerra fria”.

A Rússia tem negado qualquer envolvimento nos acontecimentos contra os Skripal.

O caso provocou uma grave crise diplomática entre Moscovo e vários países ocidentais que reagiram expulsando diplomatas russos.

Serguei e Julia Skripal estiveram internados no hospital em estado grave durante várias semanas, acabando por recuperar do envenenamento.

No passado dia 30 de Junho um casal britânico de Amesbury, uma zona perto de Salisbury, foi intoxicado com Novitchok que, segundo os investigadores, se encontrava numa “pequena garrafa”.

A mulher, Dawn Sturgess morreu, vítima do envenenamento e Charlie Rowley continua internado em “estado grave”.

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Trinta e quatro militares das Forças Armadas Angolanas (FAA) que integravam a Missão de Prevenção da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) para o Reino               do Lesotho (SAPMIL) regressaram ao seupaís, tendo sido substituídos por igual número de efectivos do mesmo exército, segundo noticiou a Angop.

O grupo substituto chegou ontem à capital do Lesotho (Maseru), onde dará seguimento à missão, soube a Angop na capital daquele reino.

De acordo com o comandante das Forças da SAPMIL, Sabino Dunguionga, a substituição é parte de um processo normal de rotatividade da tropa e permite aos que partem se juntar aos familiares, bem como solucionar questões pessoais no país.

Dirigindo-se à tropa antes de partida, o comandante Sabino Dunguionga elogiou os militares pela disciplina e dedicação demonstradas durante a missão, exortando-os a manter esses valores.

Angola tem destacado no Reino do Lesotho, desde Novembro de 2017, um contingente de 162 militares, no quadro da Missão de Prevenção da SADC.

Trata-se de uma missão que decorre a pedido das autoridades locais, com vista a ajudar o país a debelar a situação de crise política reinante, agravada com o assassinato, por subordinados, do Chefe das Forças Armadas, Khoantle Motsomotso, em Setembro de 2017.

Angola detém a presidência rotativa do Órgão de Política, Defesa e Segurança da SADC, mandato que passará para a Zâmbia em Agosto próximo.

A SAPMIL recebeu um mandato inicial de seis meses que terminou em Maio do corrente ano, tendo a SADC, em cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da organização regional, realizada em Abril, em Luanda, prorrogado a missão por mais seis meses, terminando em Novembro de 2018.
O Reino do Lesotho, país membro da SADC, situado no interior da África do Sul, com uma superfície de 30 mil quilómetros quadrados e uma população estimada em dois milhões de habitantes, vive uma crise política crónica, caracterizada por sucessivos golpes e tentativas de golpes de Estado, tendo já registado o assassinato de dois chefes das Forças Armadas, em Junho de 2015 e Setembro de 2017.

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O parlamento israelita aprovou hoje uma controversa lei que consagra Israel como nação judaica, “lar nacional” do povo judaico e o hebraico como única sua língua oficial.

O objectivo é garantir o carácter de Israel como Estado nacional dos judeus, para definir na lei básica os valores de Israel como um Estado democrático judaico, no espírito dos princípios da Declaração de Independência, de acordo com um comunicado publicado na página da Internet do Knesset, parlamento de Israel.

Após um intenso debate que se prolongou até esta madrugada, a lei foi aprovada com 62 votos a favor e 55 contra, envolta de uma grande controvérsia, já que para alguns sectores políticos é considerada discriminatória. Muitos dos deputados árabes israelitas não participaram na votação.

Até aqui, a menção directa à identidade judaica tinha sido sempre evitada devido à existência de outras culturas e religiões no país que vivem em Israel desde a sua criação, em 1948, e que representam cerca de 20% da população.

A proposta de lei inicial incluía um artigo relativo à “criação de comunidades no país compostas por motivos de fé ou origem”, que foi muito criticado pelo Presidente de Israel, Reuven Rivlin, como sendo discriminatório. O artigo acabou por ser alterado, segundo a Lusa.

De acordo com a nova legislação, os árabes terão uma categoria especial, todos os judeus terão o direito de migrar para Israel e obter a cidadania de acordo com as disposições da lei, o Estado agirá para reunir os judeus no exílio.

Durante as alegações e diante de uma câmara praticamente vazia, o parlamentar palestiniano de nacionalidade israelita Ayman Odeh, da United List (Lista Unida), denunciou a falta de carácter democrático da proposta da iniciativa e ergueu uma bandeira negra para representar “o funeral da democracia”.

O primeiro-ministro israelita foi alvo de duras críticas durante o debate. Outro deputado palestiniano, Jamal Zahalka, afirmou que Benjamin Netanyahu está a forçar os cidadãos a escolherem entre serem judeus ou democratas.

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Uma patrulha da guarda costeira líbia resgatou ontem à noite 156 pessoas, após o barco onde seguiam ter naufragado a 47 milhas da costa de Al Khoms (noroeste), quando tentavam cruzar o mediterrâneo para chegar à Europa.

Segundo disse à agência EFE o porta-voz das forças navais, Ayub Qasem, entre os resgatados – que são originários do Sudão, Mali, Nigéria, Gana, Guiné, Costa do Marfim, Níger e Camarões – estavam 24 mulheres e 10 crianças.

“Após a operação de resgate, os migrantes receberam assistência médica na base naval de Tripoli e posteriormente foram transferidos para o centro de luta contra a imigração ilegal na cidade de Al Khoms”, acrescentou.

As praias que se estendem entre Tripoli e a fronteira com a Tunísia converteram-se nos últimos anos no principal bastião das máfias que traficam seres humanos, apesar da presença das patrulhas europeias.

Segundo dados da Organização Internacional das Migrações, órgão ligado à ONU, mais de 171.635 imigrantes irregulares conseguiram atravessar para a Europa em 2017, enquanto pelo menos 3.166 desapareceram no mar.

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O presidente em exercício da comunidade lusófona e Chefe do Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, destacou ontem como grande vitória da cimeira do Sal a entrada clara da mobilidade na agenda da organização.

“A grande vitória nesta cimeira foi a entrada na agenda de forma clara, objectiva e intensa da questão da mobilidade e da livre circulação e o compromisso é de todos”, disse Jorge Carlos Fonseca, reconhecendo que não se trata de um tema novo.

O Chefe do Estado cabo-verdiano falava na conferência de imprensa final da cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que ontem à noite terminou na ilha do Sal, em Cabo Verde.

De acordo com a Lusa, Jorge Carlos Fonseca considerou que este foi um tema em que foram dados claramente passos em frente, adiantando que a declaração final tem, nesta matéria, “uma formatação que abre todas as possibilidades e cenários”.

A declaração abre espaço para a possibilidade de construção de um esquema de autorizações de residência em outros estados. Dá para quem defenda a circulação genérica e sem condicionamentos e dá também para uma adopção e assunção de mobilidade gradativa e progressiva”, disse.

Para Jorge Carlos Fonseca, foi evidente que todos os estados-membros assumiram um compromisso sério e objectivo de avançar para mais mobilidade e mais circulação.

O chefe do Estado cabo-verdiano adiantou que a Presidência de Cabo Verde tem agora a tarefa de, com base na declaração, estimular a adopção de medidas concretas por parte dos países.

“Estou muito optimista que vamos conseguir avanços claros e significativos no domínio da mobilidade durante a presidência de Cabo Verde”, disse.

Durante a sessão de encerramento, Jorge Carlos Fonseca reconheceu “as dificuldades do caminho da mobilidade, mas assegurou ser um caminho que os países querem "percorrer com firme vontade.

Os chefes de Estado de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe estiveram reunidos durante dois dias, na Ilha do Sal, em cimeira da CPLP, que marca o início da presidência cabo-verdiana da organização.

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