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ACIDENTE? acto terrorísta? Perguntas ainda sem resposta. Cerca de 72 horas depois, o desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines continua um “mistério”.

Uma frota internacional de 40 navios e 34 aviões continuavam ontem os esforços de busca, até então não haviam encontrar alguma pista consistente sobre o destino do aparelho que levava 239 pessoas a bordo. As autoridades malaias admitem tudo.

O chefe da aviação civil da Malásia afirmou ontem que a localização do avião continua um "mistério". O aparelho levava 227 passageiros, 153 dos quais cidadãos chineses, e 12 tripulantes.

Azharuddin Abdul Rahman disse que não está descartada uma tentativa de sequestro, uma entre várias teorias que estão a ser consideradas pelos investigadores para explicar o sumiço do Boeing 777-2090ER da companhia Malaysia Airlines, que fazia o voo MH370, na rota Kuala Lumpur-Beijing.

"Infelizmente, não encontramos nada que pareça ser um objecto da aeronave, e muito menos a aeronave propriamente dita", disse numa conferência de imprensa.

Dezenas de aviões e barcos de dez países vasculham o mar entre a Malásia e o sul do Vietname. Até mesmo Taiwan, que não mantêm relações diplomáticas com os países da região, enviou embarcações para ajudar nas buscas, segundo informou a agência EFE

Há especulações sobre falhas de segurança e sobre a possibilidade de um atentado. No domingo, a Interpol confirmou que pelo menos dois passageiros usaram passaportes furtados para embarcar.

O voo MH370 sumiu dos radares no começo da madrugada de sábado, cerca de uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur, quando viajava numa altitude de cruzeiro em torno de 10,6 mil metros.

Não houve pedido de socorro do avião, o que leva especialistas a cogitarem uma catastrófica falha repentina ou uma explosão. Mas o chefe da Força Aérea da Malásia disse que o monitoramento por radar mostra que o avião pode ter recuado da sua rota antes de desaparecer.

Uma fonte envolvida nas investigações preliminares na Malásia disse que a dificuldade em encontrar destroços pode indicar que o avião se despedaçou em pleno voo, o que espalhou as peças por uma área muito grande do mar.

Ontem, as autoridades malaias estenderam a zona de busca do avião. "A zona de busca foi estendida ao mar da China Meridional", declarou o Azharuddin Abdul Rahma, acrescentando que as buscas decorrem também na costa ocidental do país e em terra.

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