Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

OS movimentos palestinos Fatah e Hamas assinaram ontem um acordo de reconciliação, numa cerimónia no Cairo, que acaba com a divisão entre ambas as duas facções desde 2007.

O representante da Fatah, Azzam al-Ahmed, e o líder do Hamas, Saleh al-Arouri, disseram numa conferência de imprensa que o primeiro passo para a reconciliação será reforçar o Governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), que voltou à Faixa de Gaza no dia 2 de Outubro corrente.

“As negociações focaram-se em impulsionar o governo de consenso nacional para que trabalhe com todas as suas competências, tanto na Cisjordânia (governada pela Fatah) como em Gaza (controlada pelo Hamas)”, assegurou Saleh al-Arouri.

Azzam al-Ahmed disse aos jornalistas, depois da cerimónia, que tinha sido alcançado um “acordo completo” para capacitar um governo de unidade nacional para assumir as suas autoridades em Gaza.

O Hamas, vencedor das eleições legislativas em 2006, foi privado da sua vitória devido à pressão internacional, expulsou a ANP liderada por Mahmoud Abbas e as forças de segurança da Faixa de Gaza, à custa de quase uma guerra civil em 2007.

A ANP, uma entidade reconhecida internacionalmente como um pré-Estado palestino independente, é dominada pela Fatah, secular e moderada.

A Autoridade Palestina só exerce o seu poder na Cisjordânia, ocupada por Israel e distante da Faixa de Gaza por algumas dezenas de quilómetros.

Todas as tentativas de reconciliação entre a Fatah e o Hamas, que domina a Faixa de Gaza, falharam desde 2007.

Mas diante do risco de uma explosão social, de um menor apoio do Qatar e da pressão do vizinho Egipto, o Hamas aceitou, em Setembro, o retorno da ANP e o seu Governo a Gaza, onde na semana passada aconteceu o primeiro Conselho de Ministros palestino desde 2014.

O resultado da aproximação entre Hamas e Fatah é primordial para o futuro dos palestinos, em primeiro lugar para os dois milhões de habitantes de Gaza, esgotados por três guerras com Israel desde 2008 e vítimas do bloqueio israelita e egípcio, da pobreza, desemprego e de cortes de água e electricidade.

As divisões palestinas também são vistas como um dos principais obstáculos para encontrar uma saída para o conflito com Israel. – SWISSINFO

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