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O EX-CHEFE do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses, Zamora Induta, defendeu ser fundamental que o país coloque em cima da mesa a redefinição da fronteira marítima com o Senegal, antes de qualquer discussão sobre a partilha do petróleo.

Os dois países estão a discutir a possibilidade de assinatura de um novo acordo de partilha de hidrocarbonetos (petróleo e gás) que se acredita existirem numa zona marítima comum, estando prevista uma nova reunião no final deste mês, em Bissau, soube a agência Lusa.

O Estado guineense, sob orientação do Presidente do país, José Mário Vaz, pretende uma nova partilha por não concordar com a divisão que dava 15 por cento à Guiné-Bissau e 85 por cento ao Senegal, em caso de descoberta de petróleo na zona.

Várias personalidades guineenses têm vindo a exortar as autoridades do país a protelarem as negociações com o Senegal para que se juntem outros contributos sobre o assunto.

Segundo o ex-dirigente militar guineense, a “questão prévia reside nos azimutes errados” que, disse, têm sido apresentados para evocar a fronteira marítima entre os dois países.

Na opinião de Zamora Induta, a Guiné-Bissau “pode hoje, perfeitamente”, provar que a linha da fronteira marítima com o Senegal “foi mal traçada”, o que motivou que se chegasse aos azimutes 268 a 220, onde se constituiu, erradamente, a zona de exploração conjunta, defendeu.

Voltando-se para aquilo que devia ser o traçado correcto da fronteira marítima entre os dois países, Induta afirmou que quase se atreve a dizer que o actual espaço de exploração conjunta pertence por inteiro à Guiné-Bissau.

“Primeiro, é preciso ver onde é que começa o espaço de cada um, a fronteira, e só depois ver se vale a pena ou não entrar numa sociedade”, declarou o militar com a patente de almirante.

Se começar pela questão de revisão do azimute 240, cai por terra a questão dos azimutes 220 -268, logo não haverá necessidade de se ter uma zona conjunta de exploração com o Senegal, precisou Zamora Induta.

O militar considera que a Guiné-Bissau deve tratar a questão da fronteira e outras com o Senegal de forma descomplexada, mas sem crucificar os responsáveis do Estado que no passado lidaram com o problema.

“Os homens dos anos 60, dos anos 80/90 trataram esta questão com instrumentos de que dispunham na altura, mas estamos em 2018. Os homens deste tempo têm muitos instrumentos válidos para delimitar a fronteira”, observou Zamora Induta.

De ponto de vista estratégico, a Guiné-Bissau tem todas as condições para chamar à razão o Senegal, defendeu Induta, levando em conta a “boa vizinhança” entre os dois países, disse.

“Como diz o meu professor António Vitorino, nestas andanças não pode existir sempre um perdedor e um ganhador. A Guiné, neste caso, tem sido sempre um perdedor”, considerou Zamora Induta.

 

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