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Categoria: Internacional
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O Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, destacou que o Continente Africano tem um futuro repleto de esperança e reafirmou a determinação do seu país em trabalhar como maior parceiro económico na consumação dos vários objectivos da cooperação sino-africana.

O estadista chinês, que discursava ontem, na sessão de abertura do Diálogo de Alto Nível entre os Líderes Africanos e Chineses com os homens de negócios de ambas as partes, sublinhou os avanços registados no continente, mercê do entendimento entre o seu país e a África.

“Há três anos, na cimeira da FOCAC, na cidade sul-africana de Joanesburgo, anunciámos os 10 planos destinados a promover o desenvolvimento sustentável de África”, disse Xi Jinping, apontando que os resultados esperados estão evidentes, traduzidos na industrialização do continente, construção de infra-estruturas, formação, entre outras.

No diálogo de alto nível, que antecedeu a abertura da 3ª Cimeira do Fórum de Cooperação China-Africa (FOCAC), o presidente da segunda maior economia mundial destacou, por outro lado, o facto de, até 2017, o investimento chinês ter atingido a cifra de 100 biliões de dólares americanos em África, enquanto o continente, por seu turno, alcançou os 20 biliões.

Segundo o estadista chinês, desde que o Continente Africano passou a integrar, há cinco anos, a Iniciativa Rota de Seda (Belt and Road Initiative-BRI) melhorou a sua conectividade na área de infra-estruturas que, por sua vez, se traduziu em sinergias que estão, progressivamente, a concretizar a almejada integração a nível regional.

“A construção conjunta do BRI constitui um caminho que permitirá integrar as necessidades do Continente Africano ao crescimento da China”, disse Xi, apontando que além de criar uma plataforma económica de ganhos mútuos, vai promover também a facilitação do comércio e investimento.

Segundo a AIM, o Chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa, co-presidente do Fórum, que entretanto entregou a co-liderança ao Senegal, anfitrião da próxima cimeira em 2021, disse, durante a sua intervenção, que com a criação da FOCAC, em 2000, a África registou um desenvolvimento que está em linha com a Agenda 2063 da União Africana (UA).

Ramaphosa apontou, a título de exemplo, que o investimento directo da China em África suplantou, até ao ano transacto, a fasquia dos 100 milhões de dólares americanos, para além do estímulo às economias do continente.

O estímulo consistiu, segundo o estadista sul-africano, na abertura de 30 mil quilómetros de estradas, construção de 70 centrais eléctricas, 20 aeroportos (nestas infra-estruturas está o Aeroporto Internacional de Maputo), 20 portos, entre eles (Abuja e Dar-es-Salaam, na Nigéria e Tanzânia, respectivamente), 200 escolas, entre outras realizações.

O Fórum de Cooperação China-África, na óptica de Ramaphosa, catapultou as relações entre as partes ao nível de parceria estratégica.

No diálogo de alto nível discursaram também os presidentes em exercício a nível de cada bloco regional no Continente Africano, onde Hage Geingob, da Namíbia, em representação da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), sublinhou a necessidade de haver mais oportunidades para os jovens.

O Continente Africano acolhe 20 por cento da população do planeta e, por sinal, a mais jovem, daí, segundo Geingob, a necessidade de os planos do futuro para África terem em conta as aspirações das jovens gerações no amanhã.

Idriss Deby, do Chade, em representação da África Central, encorajou a entrada do investimento chinês em África, devido ao seu papel no crescimento, porém, chamou atenção à necessidade de haver muita cautela em relação à capacidade dos países de pagar os valores concedidos na forma de empréstimos.

“A cooperação Sul-Sul, traduzida na forma de crescimento do volume de investimentos em África, é benvinda mas nunca deve perder de vista a capacidade dos países beneficiários de saldar os valores resultantes desses entendimentos”, disse Deby.

Mohamed Buhari, da Nigéria, em representação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), levantou a voz em relação à necessidade de uma maior abertura do mercado chinês aos produtos africanos, bem como ao equilíbrio nas trocas comerciais.

Buhari renovou o compromisso da região no combate à corrupção, crime organizado, bem como ao terrorismo, que constitui uma forte ameaça aos países da África Ocidental.