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Categoria: Internacional
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A Alta-Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, instou ontem o governo birmanês a libertar os dois jornalistas da agência Reuters condenados a sete anos de prisão, acusados de divulgarem segredos oficiais enquanto investigavam um massacre de rohingyas.

No seu primeiro dia, no cargo de representante da ONU, Bachelet classificou como uma “paródia” o julgamento a que foram submetidos os dois repórteres, considerando “de interesse público” a informação que divulgaram sobre o massacre.

“Penso que esta é uma notícia terrível e chocante e insto o governo de Myanmar, antiga Birmânia, a libertá-los de imediato”, insistiu, segundo a Lusa.

Wa Lone e Kyaw Soe Oo foram detidos quando investigavam um massacre de membros da minoria muçulmana rohingya na aldeia de Inn Dinn.

As autoridades acusaram-nos de violar uma lei da era colonial, por terem obtido documentos secretos, neste caso sobre operações militares no estado de Rakhine, que desencadearam, há um ano, sobre o início do êxodo de 700.000 rohingyas para o Bangladesh.

Em sua defesa, os jornalistas argumentaram não terem pedido acesso a documentos secretos, pelo que não sabiam se eram secretos, e que lhes foram fornecidos e que tinham em sua posse.

Michelle Bachelet indicou que, na próxima semana, o Alto-Comissariado da ONU para os Direitos Humanos divulgará um relatório sobre a liberdade de expressão em Myanmar.