Pelo menos 70 crianças continuam desaparecidas na Indonésia, na sequência do sismo e tsunami que abalaram a ilha Celebes em finais de Setembro, provocando mais de 2000 mortos, afirmou hoje o ministério dos Assuntos Sociais.
O número oficial de desaparecidos é de 680, mas organizações internacionais estimam que cerca de 5.000 pessoas possam estar sob os escombros nas áreas mais afectadas, onde já foram dadas como concluídas as operações de resgate.
Uma organização não-governamental no terreno e a comissão para a protecção das crianças da Indonésia (KPRAI) alertaram para a vulnerabilidade de menores ao tráfico de pessoas, ao abuso sexual e à perda de bens na ausência de documentos de identidade.
A organização Save the Children tem realizado trabalho de assistência alimentar e psicológica na província de Celebes, bem como formação para voluntários e professores na protecção de crianças.
Para evitar a propagação de doenças, o território já procedeu, na quinta-feira, à desinfecção nas cidades onde foram encontrados mais mortos, através da pulverização por helicópteros.
Segundo os últimos dados oficiais, o desastre em Celebes causou a morte de 2.103 pessoas e deixou 4.612 gravemente feridas, o que faz desta a pior catástrofe natural na Indonésia desde o tsunami que abalou drasticamente a província de Aceh, em 2004.
No domingo, o Banco Mundial ofereceu até mil milhões de dólares às autoridades indonésias para ajudar na reconstrução do país, afectado por vários sismos em 2018.
A Indonésia situa-se no chamado “anel de fogo” do Pacífico, uma área de grande actividade sísmica e vulcânica.


