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Categoria: Internacional
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O principal dirigente da oposição no Zimbabwe, Nelson Chamisa, pediu ontem a formação de um governo de transição, com carácter de urgência, para resolver a crise política e económica naquele país africano.

Nelson Chamisa, rival do Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, nas últimas eleições presidenciais, sublinhou a “necessidade de uma autoridade de transição nacional, de maneira a que se possa resolver esta crise”.

“A primeira coisa a fazer por este país é o compromisso sobre o caminho de um diálogo político”, disse Chamisa, líder do Movimento para a Mudança Democrática, em conferência de imprensa, em Harare.

O opositor de Mnangagwa afirma que se encontrou com responsáveis religiosos, que reclamaram a abertura de um diálogo político, porém, frisou a indisponibilidade “de legitimar o ilegítimo”.

“O nosso povo sofre. Esta ruína económica é de todos”, disse, em alusão à maior crise económica desde há 10 anos, que se agravou nas últimas semanas com a falta de combustíveis, alimentos e medicamentos.

Nelson Chamisa, que sublinhou haver "uma ausência de liderança" e que a "nação está órfã", abordou também a situação precária nos hospitais, que "é completamente chocante".

"Os nossos hospitais estão doentes. E, com hospitais doentes, não é possível receber pessoas doentes. O nosso povo morre de doenças evitáveis, como a cólera", acentuou, lembrando que desde Setembro, pelo menos 50 pessoas morreram com esta doença.