Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

UM ano atrás, o impensável aconteceu no Zimbabwe: Robert Mugabe caiu do poder. Tanques rolaram pelas ruas da capital, Harare, no dia 14 de Novembro de 2017, e os militares colocaram Mugabe sob prisão domiciliária, em reacção à demissão pelo então Presidente do então vice-presidente Emmerson Mnangagwa.

Centenas de milhares de zimbabweanos dançaram nas ruas para celebrar o fim do governo de Mugabe, que levara à ruína a economia outrora próspera do país. Mugabe, na altura com 92 anos, renunciaria cerca de uma semana depois, terminando o seu consulado de 37 anos.

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Histórias e Reflexões - Árbitros: os perfeitos e santinhos! - Eliseu Bento

 

HOJE volto ao futebol. Em final de época, terminadas todas as competições, está na hora dos balanços.

Um balanço não propriamente para dissertar sobre os vencedores ou vencidos.

Pois, o meu balanço vai incidir sobre a actividade de um dos segmentos mais importantes no fenómeno desportivo: os árbitros.

O que aconteceu, melhor, o que voltou a acontecer na temporada que terminou é que no rescaldo de quase todas jornadas tínhamos queixas dos treinadores, dos dirigentes, dos jogadores e mesmo dos jornalistas sobre o desempenho dos senhores árbitros.

Estamos todos de acordo que a arbitragem é uma actividade falível, como qualquer outra, ainda por cima para um homem que tem de tomar uma decisão em segundos.

No entanto, “há erros e há erros”. Repetidas vezes vimos erros deliberados para beneficiar este ou aquele em troca de algo.

E aqui nasce a minha indignação: não me lembro, pois, de alguma vez um árbitro ou um fiscal de linha ter sido ao menos ouvido para explicar-se sobre as reclamações de algum treinador, jogador ou jornalista.

Recordo-me, isso sim, de muitos treinadores e dirigentes punidos por se queixarem do trabalho dos senhores árbitros.

E mais: ninguém pode falar dos árbitros. Ninguém pode ousar tocar nesses imaculados senhores sob risco de ser severamente castigado.

Como dizia ou repetia um atleta, é muito triste algum ficar uma semana inteira a treinar e a preparar-se para no sábado ou domingo aparecer um arbitro em 30 segundos a desfazer todo esse investimento!

Não estaremos a dizer que os treinadores e dirigentes que reclamam são todos uns meninos chorões que nunca t|em razão no que dizem?

Por outro lado, não estaremos a dizer que os senhores árbitros são uns meninos perfeitos, santinhos, infalíveis e que estão acima de qualquer possibilidade de errar?

No meu modesto entender, andamo-nos a enganar uns aos outros porque todos sabemos que há inúmeros jogos de bastidores neste “futebolzinho”, citando um conceituado treinador da praça.  

E há quem assuma que tudo isto só pode ter reflexos, ao fim do dia, no desempenho da nossa Selecção Nacional. Não sei.

 

PS: Como não podia deixar de ser, deixo aqui os meus votos de que os “Mambas” alcancem uma vitória amanhã diante da Zâmbia, reavivando as suas ambições de chegarem ao CAN-2019. Certamente que não será fácil, até porque os zambianos estão bastante feridos no seu orgulho não sópela derrota que tiveram contra a Selecção Nacional, mas também pela incomoda posição que ocupam na pauta classificativa.

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 Mais de 40 pessoas morreram em consequência de um acidente de autocarro, ocorrido ontem à noite, no distrito de Gwanda, a 550 quilómetros a sul de Harare, capital do Zimbabwe, anunciaram hoje as autoridades policiais. De acordo com a porta-voz da Polícia local, Charity Charamba, no mesmo acidente pelo menos 20 pessoas contraíram ferimentos, algumas das quais sofreram queimaduras graves

(Lusa)

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A venda ambulante desordenada na capital angolana persiste, uma semana após o início da “Operação Resgate”, com maior incidência na zona do Bairro de São Paulo, onde os vendedores continuam a efectuar o comércio em passeios ou berma das estradas.

Nem mesmo da presença policial inibe as conhecidas "zungueiras" em comercializaram os seus produtos na via pública, desde o ovo à bicicleta, argumentando que, apesar da "pressão diária das autoridades" é dai onde conseguem o "sustento dos filhos".

A “Operação Resgate”, que teve início a 6 de Novembro, tem como propósito, segundo as autoridades angolanas, combater as transgressões administrativas, venda ambulante desordenada, a imigração ilegal e ordenar a circulação rodoviária entre outros.

Para as "zungueiras", a "luta pela sobrevivência" obriga-as a enfrentar as correrias diárias dos "agentes da fiscalização e da polícia nacional", porque a persistência em comercializar produtos na via pública acontece devido à "falta de mercados e ou de feiras".

"É muita corrida, estamos desapontadas. Aos que roubaram o dinheiro do país [as autoridades] deram-lhes nove meses para devolver o dinheiro. Nós, que estamos aqui a trabalhar para sustentar os filhos, somos obrigadas a sair em menos de uma semana", disse à Lusa a vendedora Luísa Luciano António, de 51 anos.

A vendedeira lamenta a "pressão diária" dos agentes da Polícia e da fiscalização, afirmando não existirem espaços nos mercados adjacentes para efectuar o comércio com normalidade.

"A Polícia diz que a ‘Operação Resgate’ é para as pessoas não venderem na rua, mas não há mercados, não há emprego, tenho filhos, e receio que eles se desvirtuem para o roubo e prostituição", lamentou, afirmando desconhecer a versão das autoridades, que afirmaram haver disponíveis 31.000 lugares em mercados e feiras no país.

Outra vendedeira disse que as autoridades garantiram no princípio do ano espaços para o comércio, mas que, até ao momento, nada se concretizou, sendo essa a razão da persistência do comércio em espaços públicos.

Recordando que a venda ambulante é a fonte de subsistência para família, a "zungueira" Juliana Zulmira Eduardo manifestou disposição em sair da rua, "desde que exista um espaço para continuar a actividade".

A Polícia Nacional angolana apresentou na terça-feira um balanço dos primeiros sete dias da “Operação Resgate”, afirmando que a iniciativa está a decorrer dentro da normalidade e os resultados “são satisfatórios" -LUSA

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CERCA de quatro meses depois de o Presidente Emmerson Mnangagwa ter vencido as eleições, alguns militantes da ZANU-PF estariam à procura de um sucessor do seu líder.

Fontes do partido governamental no Zimbabwe citadas terça-feira pelo jornal “Daily News” disseram que alguns responsáveis estavam preocupados com a possibilidade de Mnangagwa não conseguir fazer mais de um mandato de cinco anos por causa de um envenenamento que sofreu numa reunião partidária em 2017.

“Este grupo está preocupado que Mnangagwa possa não terminar o seu actual mandato devido ao envenenamento (...) e procura, portanto, ter um sucessor caso isso aconteça”, disse uma fonte partidária sob o anonimato ao “Daily News”.

No ano passado, no auge das lutas pelo poder na União Nacional Africana do Zimbabwe - Frente Patriótica (ZANU-PF), Mnangagwa ficou doente depois de ingerir alimentos contaminados num comício no sul do país. Seus aliados acusaram membros de uma facção do partido ligada à ex-primeira-dama Grace Mugabe de tentar envenená-lo.

Entretanto, ainda segundo o jornal, o empenho na busca do sucessor de Mnangagwa pode ser uma manifestação da persistência de divisões na ZANU-PF

“Há algumas pessoas que se movem por conta própria, que não apoiam o nosso Presidente (...)”, disse Ziyambi Ziyambi, militante da ZANU-PF e ministro da Justiça, ao diário privado zimbabweano. “Dizemos a esses: deixem o Presidente cumprir os seus dois mandatos.”

Victor Matemadanda, secretário-geral da influente associação de veteranos de guerra, disse não haver “necessidade de se falar da sucessão agora, porque o Presidente ainda está a cumprir o seu primeiro mandato”.

Em Setembro, Mnangagwa disse que não se apegaria ao poder. Sob a Constituição, ele pode concorrer a mais um mandato de cinco anos nas eleições de 2023.

“Mesmo que as pessoas me amem até ao fim, ainda posso sair porque acredito que o constitucionalismo é importante”, teria afirmado de acordo com o sítio de notícias locais “New Zimbabwe”. - NEWS24

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