Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

Subiu para 94 o número de mortos confirmados do naufrágio de um navio de passageiros no Lago Vitória, na Tanzânia, que segundo a imprensa transportava cerca de 400 pessoas.

De acordo com as equipas de socorro, pelo menos 94 pessoas morreram afogadas no naufrágio da embarcação “MV Nyerere” ocorrido ontem, na zona sul do Lago Vitória, Tanzânia.

De acordo com fontes citadas pela imprensa da Tanzânia, o navio com capacidade total para 100 passageiros e 25 toneladas de mercadorias, algumas publicações referem que se encontravam embarcadas 400 pessoas.

O Governador da região de Mwanza, John Mongella, indicou que por enquanto ainda não se pode determinar o número total de passageiros que se encontravam a bordo do “MV Nyerere” na altura do naufrágio.

O Governador acrescentou que 40 pessoas foram resgatadas com vida na quinta-feira à noite mas não adiantou se foram localizados sobreviventes hoje de manhã, depois de terem sido retomadas as buscas que foram interrompidas durante a noite.

O Presidente da Tanzânia, John Magufuli, enviou condolências às famílias das vítimas mortais e desejou uma rápida recuperação aos passageiros que foram, entretanto, hospitalizados.

O navio pertence à Agência de Serviços Eletrónicos e Eletromecânicos da Tanzânia e naufragou enquanto fazia a ligação entre a península de Ukerewe e a ilha de Ukora, na zona sul do Lago Vitória, o maior do continente africano.

O lago um importante ponto de atracção turística é rodeado pelos territórios da Tanzânia e Quénia é igualmente uma zona onde se registam vários naufrágios todos os anos sobretudo devido a fortes tempestades.

Segundo a Cruz Vermelha, em 1996, mais de 800 pessoas morreram no naufrágio do ferryboat “Bukoba” no Lago Vitória, ao largo de Mwanza.

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O Presidente de Angola aprovou ontem, por decreto, a transformação da companhia aérea angolana TAAG, em sociedade anónima, primeiro passo para a provável privatização da empresa, cujo Conselho de Administração foi exonerado.

No decreto, a que a agência Lusa teve acesso, João Lourenço decreta a criação da TAAG, SA, “sem quebra de identidade e personalidade jurídica”, em vez de TAAG - Linhas Aéreas de Angola, EP.

No mesmo diploma, o presidente angolano exonerou o Conselho de Administração da companhia aérea, nomeando, noutro decreto, uma nova direcção, delegando poderes ao Ministério dos Transportes para conferir a respectiva posse.

Com o decreto, caiu a administração liderada desde 19 de Dezembro de 2017 pelo antigo secretário de Estado dos Transportes Terrestres, o angolano José João Kuvíngua.

O novo presidente do Conselho de Administração (não executivo) da TAAG, SA, é Hélder da Silva Gonçalves de Moura e Preza, que terá Rui Paulino de Andrade Teles Carreira como presidente da Comissão Executiva.

Eulália Maria Cardoso Policarpo Bravo da Rosa, Luís Ferreira de Almeida, Hugo Alberto Pinto dos Santos Amaral, Fernando Alberto da Cruz, Adelaide Godinho e Américo Borges foram nomeados como administradores executivos.

Luís Eduardo dos Santos, Arlindo de Sousa e Silva, Mário Jorge da Silva Neto e Lourenço Manuel Gomes Neto foram também nomeados, mas como administradores não executivos.

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Um tribunal do Egipto ordenou, ontem, a libertação dos dois filhos do antigo presidente Hosni Mubarak, que estão a ser julgados por “manipulação do mercado bolsista”.

Segundo a agência noticiosa Associated Press, na semana passada, um tribunal ordenou a detenção de Alaa e Gamal Mubarak, antes de adiar as audiências até 20 de Outubro.

A decisão de os libertar ocorreu poucas horas depois de um tribunal de recurso aceitar uma moção movida pelos seus advogados de defesa para retirar o juiz que ordenou a sua detenção, em 15 de Setembro de 2018.

Os advogados argumentaram que a decisão “era irracional”, dado que os acusados participavam regularmente nas audiências.

Os irmãos Mubarak, juntamente com o seu pai, foram detidos dois meses depois de uma revolta popular que forçou o antigo presidente Hosni Mubarak a renunciar, após 29 anos no poder.

Hosni, Alaa e Gamal Mubarak foram posteriormente condenados a três anos cada por desviar fundos destinados à manutenção dos palácios presidenciais.

Os dois filhos foram libertados, em 2015, pelo seu tempo de serviço, enquanto Hosni Mubarak foi libertado no ano passado.

Em 15 de Setembro, os dois filhos do ex-Presidente egípcio Hosni Mubarak foram detidos por suspeita de “manipulação do mercado bolsista”.

Gamal e Alaa Mubarak e outras três pessoas são acusadas de concertar a aquisição da maioria das acções de vários bancos através de empresas-fachada, sem o declarar na bolsa, como a lei obriga.

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Mais de 40 pessoas morreram, ontem, quando um “ferry-boat”' naufragou no sul do Lago Vitória, na Tanzania, informou um porta-voz do governo à televisão estatal do país.

“De acordo com as informações que o Presidente John Magufuli acaba de receber das autoridades locais, em Mwanza, o balanço é actualmente superior a 40 mortos”, declarou Gerson Msigwa.

O “ferry-boat” Nyerere naufragou ontem, com um número desconhecido de pessoas a bordo, perto da Ilha Ukara, no sul do maior lago de África, segundo um comunicado do operador público do navio.

“Estavam a bordo mais de uma centena de pessoas, quando o “ferry-boat” se afundou, temendo-se que muitos passageiros tenham perdido a vida”, disse George Nyamaha, que lidera o Conselho Distrital de Ukerewe, que se situa na região de Mwanza.

O “ferry-boat” transportava também mercadorias, quando naufragou junto ao cais, sendo que a causa do acidente ainda é desconhecida. Contudo, naufrágios como este acontecem frequentemente devido ao excesso de carga.

O balanço tem sido trágico, maioritariamente, pois além da falta de coletes salva-vidas a bordo, muitos dos passageiros não sabem nadar.

Em 1996, quase 700 pessoas morreram quando uma embarcação se afundou no mesmo lago.

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A Polícia de eSwatini, em Manzini, está a sofrer duras críticas depois de usar bastões e granadas atordoantes para dispersar uma manifestação de funcionários na quarta-feira.

A Polícia entrou em confrontos com trabalhadores que se manifestavam pacificamente para exigir melhores salários e reformas no sistema de gestão das pensões.

Segundo a agência noticiosa Reuters, vários trabalhadores foram feridos nos confrontos.

Contudo, os organizadores disseram que as manifestações, que também se realizam em Mbabane, a capital do país, e nas cidades de Steki e Nhlangano iriam continuar na quinta-feira.
Entretanto, não há notícias de violência ou feridos noutras cidades, para além de Manzini.

O Centro de Litigação da África Austral (SALC) apelou à Polícia swázi para agir com prudência ao lidar com os manifestantes.

“A Lei da Ordem Pública de 2017 encoraja um novo princípio segundo o qual manifestações devem ser permitidas, com o mínimo de interferência da Polícia. A lei especifica que a Polícia pode apenas intervir sobre a multidão quando houver um perigo imediato e qualquer acção da Polícia deve ser necessária e apropriada”, disse a SALC.

A SALC também exigiu imediata investigação sobre a acção da Polícia, no caso de Manzini, depois de vídeos circularem nas redes sociais mostrando-a a atacar com bastões manifestantes desarmados.

Em Junho, pelo menos quatro manifestantes foram feridos quando a Polícia usou balas de borracha para dispersar uma manifestação de trabalhadores contra uma alegada corrupção no Governo.

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