Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva, vai depor amanhã, quarta-feira, 14 de Novembro, em Curitiba, num processo em que é acusado de ter recebido benefícios ilícitos numa quinta no interior de São Paulo, como suborno.

A informação foi prestada ontem à Lusa por fonte judicial, sendo que este processo faz parte das investigações da operação Lava Jato, que descobriu esquemas de corrupção na estatal petrolífera brasileira Petrobras e em órgãos públicos do país. Aquela operação estava sob a responsabilidade do juiz Sérgio Moro, que recentemente se afastou do caso após aceitar a nomeação para o Ministério da Justiça no futuro governo do Presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Na acusação, os procuradores afirmam que algumas reformas feitas pelas construtoras Odebrecht e OAS, numa quinta frequentada por Lula da Silva e sua família, na cidade de Atibaia, no interior do estado de São Paulo, teriam sido pagas como parte de um acordo de suborno para que estas empresas fossem beneficiadas em contratos com a Petrobras.

O Ministério Público Federal (MPF) brasileiro alega que as construtoras gastaram pelo menos 700 mil reais em reformas no imóvel entre os anos de 2010 e 2014.

A quinta está registada em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Leite Suassuna, mas os procuradores disseram acreditar que o imóvel na verdade pertenceria ao ex-presidente brasileiro.

Já os advogados de defesa de Lula da Silva afirmaram nos autos do processo que o ex-Presidente não é dono do imóvel e que apenas frequentava o local.

Os advogados também entendem que não foi comprovado pela acusação que o antigo chefe de Estado brasileiro seja culpado dos crimes de corrupção passiva e branqueamento de capitais de que foi acusado neste caso.

Lula da Silva já foi condenado noutro processo da operação Lava Jato, que investigou a propriedade de um apartamento de luxo na cidade do Guarujá e actualmente cumpre uma pena de 12 anos e um mês de prisão.

O ex-Presidente brasileiro prestará depoimento na 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, na cidade de Curitiba.

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O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, Daniel DiNardo, anunciou ontem, na abertura da reunião nacional do grupo, o adiamento, por vários meses, da votação de propostas para enfrentar a crise dos abusos sexuais no clero.

O cardeal Daniel DiNardo explicou que o adiamento foi solicitado pelo Vaticano, que pediu aos bispos dos EUA que esperem para depois de uma reunião em Fevereiro, com todas as conferências episcopais, convocada pelo Papa Francisco.

DiNardo manifestou-se desapontado com este adiamento, mas disse aos bispos que tem esperança que esta reunião global possa melhorar a resposta à crise que enfrentam.

Os bispos norte-americanos estão reunidos até amanhã, quarta-feira, em Baltimore, e esperavam que fossem discutidas várias medidas para combater os abusos, incluindo um novo código de conduta e a criação de uma comissão especial para examinar as queixas.

Na reunião, que termina amanhã, os bispos podem prosseguir com as discussões sobre essas propostas, que foram elaboradas em Setembro pelo Comité Administrativo dos bispos, mas não haverá votação.

O cardeal Blase J. Cupich, de Chicago, sugeriu a realização de uma assembleia especial em Março, para votar as medidas, depois de considerar os resultados do encontro global em Fevereiro, no Vaticano

A questão dos abusos sexuais por elementos do clero tem sido um dos temas fortes dos últimos meses, afectando a Igreja Católica em diversos países, tendo o Papa decidido convocar os presidentes das Conferências Episcopais da Igreja Católica, de todo o mundo, para uma cimeira, a realizar entre 21 e 24 de Fevereiro, sobre a "proteção de crianças" e a prevenção dos abusos.

Nos Estados Unidos, esta questão levou já a que o Papa Francisco aceitasse a renúncia do bispo americano Michael J. Bransfield, que, no passado, foi acusado de abuso sexual de menores na diocese de Filadélfia, e a retirar do cargo o cardeal Theodore McCarrick, acusado de molestar, sexualmente, e assediar menores e adultos.

Em Agosto, um relatório do grande júri do estado da Pensilvânia detalhou décadas de abusos e encobrimento em seis dioceses, alegando que mais de mil crianças haviam sido abusadas ao longo dos anos por cerca de 300 padres.

Desde então, um promotor federal em Filadélfia começou a trabalhar no caso centrado na exploração infantil e procuradores-gerais em vários outros Estados iniciaram investigações.

Na abertura da reunião, DiNardo disse aos sobreviventes de abusos pelo clero que estava "profundamente arrependido".

O anúncio do atraso na votação gerou várias reações.

"Tínhamos essa agenda, estávamos a avançar nesses documentos, essa era a nossa meta", disse o bispo Christopher Coyne, da diocese de Vermont.

"O Vaticano cometeu um grande erro ao pedir que os bispos dos EUA adiassem os seus votos nos protocolos de abusos dos clérigos", escreveu na rede social Twitter, John Gehring, director de programas católicos da Faith in Public Life, uma rede clerical de Washington.

Segundo John Gehring, esta alteração envia uma mensagem de que Roma não reconhece a urgência do momento.

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Um ataque aéreo israelita atingiu ontem a Al-Aqsa, a estação televisiva do Hamas na Faixa de Gaza, que deixou de emitir após o bombardeamento, referiram testemunhas locais.

Minutos antes, a estação tinha interrompido a sua programação e exibia uma imagem fixa do seu logótipo após o edifício ter sido atingido por um míssil de aviso.

Pouco depois, três grandes explosões foram escutadas e o ecrã ficou negro.

Testemunhas citadas pela agência noticiosa Associated Press (AP) referiram que as detonações destruíram totalmente o edifício, enquanto as explosões iluminavam o céu nocturno.

Os trabalhadores tinham evacuado o edifício após os disparos de aviso. Ainda não estava confirmado se existiam baixas entre os trabalhadores da estação.

O movimento radical palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza, reivindicou ontem os disparos de “dezenas de ‘rockets’” contra Israel, afirmando num comunicado, que respondia à morte de sete dos seus combatentes no domingo num confronto com o exército israelita.

Além dos sete palestinianos, um oficial do exército israelita morreu durante o que terá sido uma operação das forças especiais de Israel no enclave.

Na Faixa de Gaza morreram ontem pelo menos três palestinianos, segundo o Ministério da Saúde no território, nos bombardeamentos israelitas de represália após os disparos de ‘rockets’ a partir do enclave. Há ainda o relato de diversos feridos.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião de emergência dos responsáveis pela segurança para discutir a escalada de violência em Gaza.

A tensão entre Israel e o Hamas subiu nos últimos meses devido aos protestos organizados desde o final de Março no enclave no âmbito da ‘marcha do retorno’, contra o bloqueio israelita e para exigir o regresso dos refugiados palestinianos que fugiram ou foram expulsos aquando da criação do Estado hebreu em 1948.

Pelo menos 230 palestinianos foram mortos a tiro pelos soldados israelitas desde essa data.

Nas últimas semanas a tensão parecia ter diminuído, enquanto o Egipto e a ONU mediavam um acordo de cessar-fogo entre Israel e as milícias palestinianas.

Milícias palestinianas de Gaza lançam dezenas de rockets contra Israel

Milícias palestinianas lançaram ontem a partir da Faixa de Gaza dezenas de ‘rockets’ contra Israel, que atingiram um autocarro e feriram um jovem, tendo os israelitas respondido com o envio de caças para atacar “alvos terroristas” no enclave.

O movimento radical palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza, reivindicou ontem os disparos de “dezenas de “rockets” contra Israel, afirmando num comunicado que respondia à morte de sete dos seus combatentes no domingo num confronto com o exército israelita.

Além dos sete palestinianos, um oficial do exército israelita morreu durante o que terá sido uma operação das forças especiais de Israel no enclave.

O exército israelita disse ontem que um autocarro tinha sido atingido por disparos de Gaza e o equivalente da Cruz Vermelha no país, a Estrela Vermelha, indicou que tinha sido atendido “um ferido de 19 anos (…) em estado crítico”.

Outras 10 pessoas foram atendidas em Israel com ferimentos de estilhaços devido a ‘rockets’ que atingiram a cidade de Sderot e a região de Shaar Hanaguev, segundo o serviço médico de emergência United Hatzalah.

Na Faixa de Gaza morreram ontem dois palestinianos e três ficaram feridos, segundo o Ministério da Saúde no território, nos bombardeamentos israelitas de represália após os disparos de ‘rockets’ a partir do enclave.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião de emergência dos responsáveis pela segurança para discutir a escalada de violência em Gaza.

A tensão entre Israel e o Hamas subiu nos últimos meses devido aos protestos organizados desde o final de Março no enclave no âmbito da ‘marcha do retorno’, contra o bloqueio israelita e para exigir o regresso dos refugiados palestinianos que fugiram ou foram expulsos aquando da criação do Estado hebreu em 1948.

Nas últimas semanas a tensão parecia ter diminuído, enquanto o Egipto e a ONU mediavam um acordo de cessar-fogo entre Israel e as milícias palestinianas.

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Pelo menos 42 pessoas morreram na sequência dos incêndios em Paradise, estado da Califórnia, já considerado o incêndio florestal mais mortífero da história dos Estados Unidos.

Em conferência de imprensa ontem à noite, o xerife do condado de Butte, Korey Honea, afirmou que, "até agora, os restos mortais de 13 novas pessoas foram descobertos, elevando o número total de mortes para 42".

“Pelo que entendi, este é o incêndio florestal mais mortífero da história dos Estados Unidos ", sublinhou Korey Honea.

O anterior balanço, no sábado, apontava para 31 mortos.

No total, já morreram 44 pessoas devido aos incêndios que atingem o sul e o norte daquele estado dos Estados Unidos: 41 mortos em Paradise (onde arderam mais de seis mil habitações), os outros dois na cidade de Malibu.

Os incêndios deflagraram na semana passada no sul e no norte do Estado da Califórnia e rapidamente avançaram em várias frentes, alimentados por ventos fortes, destruindo dezenas de milhares de edifícios e obrigando ao encerramento de escolas, ao corte de estradas e à evacuação de localidades inteiras.

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O presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos anunciou ontem, na abertura da reunião nacional do grupo, o adiamento, por vários meses, da votação de propostas para enfrentar a crise dos abusos sexuais no clero.

O cardeal Daniel DiNardo explicou que o adiamento foi solicitado pelo Vaticano, que pediu aos bispos dos EUA, que esperem para depois de uma reunião em Fevereiro, com todas as conferências episcopais, convocada pelo papa Francisco.

DiNardo manifestou-se desapontado com este adiamento, mas disse aos bispos, que tem esperança que esta reunião global possa melhorar a resposta à crise que enfrentam.

Os bispos norte-americanos estão reunidos até amanhã, quarta-feira, em Baltimore, e esperavam que fossem discutidas várias medidas para combater os abusos, incluindo um novo código de conduta e a criação de uma comissão especial para examinar as queixas.

Na reunião, que termina amanhã, os bispos podem prosseguir com as discussões sobre essas propostas, que foram elaboradas em Setembro pelo Comité Administrativo dos bispos, mas não haverá votação.

O cardeal Blase J. Cupich, de Chicago, sugeriu a realização de uma assembleia especial em Março, para votar as medidas, depois de considerar os resultados do encontro global em Fevereiro, no Vaticano

A questão dos abusos sexuais por elementos do clero tem sido um dos temas fortes dos últimos meses, afectando a Igreja Católica em diversos países, tendo o papa decidido convocar os presidentes das Conferências Episcopais da Igreja Católica, de todo o mundo, para uma cimeira, a realizar entre 21 e 24 de Fevereiro, sobre a "proteção de crianças" e a prevenção dos abusos.

Nos Estados Unidos, esta questão levou já a que o papa Francisco tivesse aceitado a renúncia do bispo americano Michael J. Bransfield, que, no passado, foi acusado de abuso sexual de menores na diocese de Filadélfia, e a retirar do cargo o cardeal Theodore McCarrick, acusado de molestar, sexualmente, e assediar menores e adultos.

Em Agosto, um relatório do grande júri do estado da Pensilvânia detalhou décadas de abuso e encobrimento em seis dioceses, alegando que mais de mil crianças haviam sido abusadas ao longo dos anos por cerca de 300 padres.

Desde então, um promotor federal em Filadélfia começou a trabalhar no caso centrado na exploração infantil, e procuradores-gerais em vários outros Estados iniciaram investigações.

Na abertura da reunião, DiNardo disse aos sobreviventes de abusos pelo clero, que estava "profundamente arrependido".

O anúncio de um atraso na votação gerou várias reações.

"Tínhamos essa agenda, estávamos a avançar nesses documentos, essa era a nossa meta", disse o bispo Christopher Coyne, da diocese de Vermont.

"O Vaticano cometeu um grande erro ao pedir que os bispos dos EUA adiassem os seus votos nos protocolos de abuso dos clérigos", escreveu na rede social Twitter John Gehring, director de programas católicos da Faith in Public Life, uma rede clerical de Washington.

Segundo John Gehring, esta alteração envia uma mensagem de que Roma não reconhece a urgência do momento.

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