Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A China negou hoje qualquer tentativa de interferir nas eleições nos Estados Unidos, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter acusado Pequim de punir sobretudo os seus eleitores nas disputas comerciais com Washington.

“Qualquer pessoa que perceba alguma coisa da diplomacia chinesa sabe que nunca interferiremos nos assuntos internos de outros países”, afirmou Geng Shuang, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

Na terça-feira, Trump acusou a China de “tentar influenciar e distorcer” as eleições norte-americanas, ao impor taxas alfandegárias retaliatórias que visam os “agricultores, empreendedores e operários” que lhe são leais.

Na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos anunciou taxas alfandegárias sobre um total de 200 mil milhões de dólares de importações oriundas da China.

No dia seguinte, Pequim prometeu retaliar com "contra medidas sincronizadas", mas sem avançar com mais detalhes.

Em Julho passado, quando Trump impôs taxas de 25% sobre 50 mil milhões de dólares  de bens chineses, Pequim reagiu com impostos sobre produtos agrícolas norte-americanos, visando atingir a América rural, onde estão concentrados muitos dos eleitores de Trump.

A nova ronda de taxas alfandegárias anunciadas por Trump entra em vigor a 24 de Setembro e será de 10%, até ao final do ano. A 01 de Janeiro aumenta para 25%.

Em causa está o plano “Made in China 2025”, impulsionado pelo Estado chinês, e que visa transformar o país numa potência tecnológica, com capacidades em sectores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA condenam a transferência forçada de tecnologia por empresas estrangeiras, em troca de acesso ao mercado, a atribuição de subsídios a empresas domésticas e obstáculos regulatórios que protegem os grupos chineses da competição externa.

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu ontem aos governos de todo o mundo medidas decisivas para acabar com a tuberculose, aproveitando a cimeira sobre a doença que a Organização das Nações Unidas (ONU) acolherá na próxima semana.

A reunião, em que participam cerca de 50 chefes de Estado e de Governo, realizar-se-á à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

De acordo com a OMS, nunca se deu tanta atenção e a um nível tão alto ao problema da tuberculose, nem se teve tão claro o que é preciso ter e fazer para acabar com a doença.

“Devemos aproveitar este novo impulso e actuar em conjunto para pôr fim a esta terrível doença”, disse o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado.

“Na cimeira, que se realizará a 26 de Setembro, está prevista a adopção de uma declaração política para reforçar a luta contra a tuberculose e aumentar os investimentos nessa área”, afirmou ainda o mesmo responsável.

De acordo com dados divulgados pela OMS, embora no ano passado tenham se registado menos doentes e mortes por tuberculose, os países não estão a fazer o suficiente para combater a doença.

O número de pessoas a morrer de tuberculose tem diminuído desde o ano 2000, divulgou na terça-feira a OMS, num relatório anual, alertando, no entanto, que o número precisa de diminuir mais depressa.

Segundo a OMS, o número de casos fatais baixou de 23% registados em 2000, para 16% em 2017.

Ainda assim, a OMS estima que cerca de 1,3 milhão de pessoas tenham morrido de tuberculose no ano passado, referindo que as mortes em pessoas sem diagnóstico de HIV se situaram entre 1,2 e 1,4 milhão. Quanto aos que têm HIV, um grupo especialmente vulnerável, estima-se que 300.000 pessoas tenham morrido por causa da infecção com tuberculose.

Classificada como a décima causa de morte a nível mundial, a tuberculose está presente, de forma latente, em 1,7 mil milhões de pessoas, quase um quarto da população. Desde 2011 que é a principal causa de morte com um único agente infeccioso.

De acordo com “a melhor expectativa”, cerca de dez milhões de pessoas passaram a sofrer de tuberculose em 2017, entre as quais um milhão de crianças, 5,8 milhões de homens e 3,2 milhões de mulheres.

Dois terços das novas infecções aconteceram em oito países: Índia, China, Indonésia, Filipinas, Paquistão, Nigéria, Bangladesh e África do Sul, que juntamente com outros 22 países são responsáveis por 87% dos casos no mundo.

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O líder da Coreia do Norte concordou hoje em desmantelar, de forma permanente, o principal complexo nuclear em Nyonbyon, se os EUA tomarem “medidas proporcionais”, e encerrar as instalações de testes em Punggye-ri e lançamento de mísseis em Sohae.

O desmantelamento do complexo de Yongbyon, epicentro do programa nuclear da Coreia do Norte, fica dependente de “medidas proporcionais” a serem tomadas pelos Estados Unidos, tal como o acordado na cimeira de Singapura, que decorreu em Junho e juntou o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, noticiou hoje a agência de notícias estatal Yonhap.

Na declaração conjunta assinada hoje por Kim Jong-un e o Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, na cimeira que decorre em Pyongyang, reafirma-se o compromisso de eliminar as armas nucleares da península coreana e enfatiza-se a importância de fazer progressos reais.

A decisão de Kim Jong-un em desmantelar permanentemente as principais instalações de testes e de lançamento de mísseis, perto da fronteira com a China, é o passo mais concreto nos dois dias da cimeira entre os dois líderes em Pyongyang, embora deixe medidas adicionais relacionadas com a desnuclearização dependentes de Washington.

Os  dois líderes, Kim e Moon, concordaram em promoverem esforços conjuntos para garantir uma península coreana livre de armas nucleares.

A Coreia do Norte tem exigido ao longo dos anos uma declaração formal do fim da Guerra da Coreia, que foi interrompida em 1953 por um cessar-fogo, mas nenhum dos líderes mencionou hoje esse facto.

“Nós concordamos em fazer da península coreana uma terra de paz, livre de armas nucleares e ameaça nuclear”, disse Kim ao lado de Moon.

“O caminho para o nosso futuro nem sempre será tranquilo e podemos enfrentar desafios e provações que não podemos antecipar. Mas não temos medo de ventos contrários, porque a nossa força crescerá à medida que superarmos cada tentativa, com base na força da nossa nação”, acrescentou, segundo a Lusa.

Na declaração conjunta, Kim Jong-un prometeu visitar Seul “num futuro próximo”, o que a acontecer tornará Kim no primeiro líder norte-coreano a visitar a capital da Coreia do Sul desde que a península foi dividida em Norte e Sul, no final da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

O falecido pai de Kim, Kim Jong-il, prometeu fazê-lo quando líderes sul-coreanos o visitaram em Pyongyang, em 2000 e 2007, mas a viagem a Seul nunca aconteceu.

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A oposição do Zimbabwe abandonou o parlamento durante o discurso do Presidente da República, Emmerson Mnangagwa, sobre o estado da nação, revelando que a tensão política se mantém, mesmo após as eleições.

Os parlamentares do Movimento pela Mudança Democrática (MDC) alegam que o Presidente não foi legitimamente eleito, a 30 de Julho.

O discurso de ontem foi o primeiro através do qual Mnangagwa se dirigiu ao Parlamento desde as eleições que muitos esperavam que pudessem ajudar o país a tomar um novo rumo, após a queda do líder de longa data, Robert Mugabe.

Mnangagwa prometeu combater o surto da doença “medieval”, a cólera, que já matou 31 pessoas, havendo mais de 5.000 casos reportados. O Presidente afirmou que o seu governo vai modernizar e melhorar as infra-estruturas de saúde, água e saneamento.

Anunciou também estar empenhado em resolver o agravamento dos problemas económicos e combater a corrupção, enquanto continuar a usar um sistema multi-moeda dominado pelo dólar americano.

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AS autoridades nigerianas afirmaram que pelo menos 100 pessoas morreram devido às inundações provocadas pelas chuvas fortes que se fazem sentir no país.

A Agência de Serviços Hidrológicos da Nigéria e a Agência Meteorológica acreditam que os níveis de água serão superiores aos registados em 2012, quando as inundações mataram 363 pessoas e deslocaram mais de 2,1 milhões.

As agências alertaram que 12 dos 36 Estados da Nigéria serão "seriamente afectados" pelas cheias severas.

Algumas das áreas mais atingidas situam-se ao longo do rio Níger.

Espera-se que o nível de água do rio suba substancialmente caso sejam abertas as comportas da barragem de Lagbo, nos Camarões.

Sani Datti, porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Emergências (NEMA) disse à Agência Associated Press (AP) que as mortes ocorreram em 10 Estados e que o número poderia aumentar.

As autoridades declararam o “desastre nacional” em quatro Estados — Kogi, Delta, Anambra e Níger. “Oito outros estão sob vigilância”, disse Datti.

Kogi e Níger estão na Nigéria central, enquanto Delta e Anambra estão no sul. A capital do Estado de Kogi, Lokoja, encontra-se na confluência dos rios Níger e Benue e tem sido regularmente afectada pela subida das águas dos dois cursos.

O Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, anunciou na segunda-feira a disponibilização de um fundo de 3000 milhões de nairas (505 mil milhões de meticais) para medicamentos e reabilitação das infra-estruturas destruídas pelas cheias.

Militares foram mobilizados para as áreas afectadas com a missão de apoiarem as operações de socorro. - LUSA/VANGUARD

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