Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O exército dos Estados Unidos anunciou hoje que realizou um ataque aéreo na Somália, que matou 52 extremistas do grupo Al-Shabab, em resposta a um ataque às forças somalis.

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A UNIÃO Africana (UA) pediu à República Democrática do Congo (RDCongo) que atrase a divulgação dos resultados finais das eleições presidenciais de 30 de Dezembro. O anúncio do resultado final estava programado para ontem. Leia mais

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SE o Al-Shabaab, afiliado à rede terrorista Al-Qaeda, que controla principalmente áreas rurais do sul da Somália, sob uma interpretação estrita da lei da Sharia, é responsável pelo ataque de 15 de Janeiro em Nairobi, isso só prova que a guerra contra o terror está longe de terminar. Leia mais

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O Governo chinês advertiu  ontem Otava para que pare de recrutar apoio internacional na sua disputa com Beijing, e ameaçou retaliar caso o Canadá proíba o grupo chinês de telecomunicações Huawei por motivos de segurança nacional.

O embaixador chinês no Canadá, Lu Shaye, classificou como "facada nas costas" a detenção, no mês passado, da directora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, em Vancouver, a pedido das autoridades dos Estados Unidos.

O diplomata ameaçou ainda com retaliações, caso a Huawei seja banida de participar no desenvolvimento da rede de Quinta Geração (5G) do Canadá.

Lu considerou ainda que seria uma "má ideia" a ministra canadiana dos Negócios Estrangeiros, Chrystia Freeland, usar o Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, para recrutar apoio internacional contra a China.

Freeland afirmou que a detenção de dois cidadãos do Canadá pela China, numa alegada retaliação pelo caso de Meng, estará no topo da sua agenda em Davos, e não recuou após os comentários do embaixador.

Meng Wanzhou foi detida a pedido dos Estados Unidos, por suspeita de que a Huawei tenha exportado produtos de origem norte-americana para o Irão e outros países visados pelas sanções de Washington, violando as suas leis.

A executiva aguarda agora que as autoridades norte-americanas apresentem um pedido formal de extradição.

O caso gerou uma disputa diplomática entre o Canadá e a China, que, entretanto, deteve dois canadianos, por "prejudicarem a segurança nacional" do país, numa aparente tentativa de pressionar o Canadá para que liberte Meng.

Esta semana, um tribunal chinês condenou ainda à pena de morte o canadiano Robert Lloyd Schellenberg, por tráfico de droga.

Neste caso, a sentença foi proferida após o tribunal ter ordenado a repetição do julgamento, um mês depois da detenção de Meng. Schellenberg fora inicialmente condenado, em 2016, a quinze anos de prisão.

Numa reação às palavras do embaixador chinês, Freeland afirmou que a "detenção de Meng é uma questão de Estado de Direito e do Canadá agir de acordo com as obrigações estipuladas pelos seus tratados internacionais".

"A detenção de Meng não é de forma alguma um julgamento político pelo governo do Canadá. Não é de forma alguma um pronunciamento sobre a nossa relação com a China", disse.

A ministra defendeu que a detenção dos cidadãos canadianos na China "não é uma questão apenas do Canadá, mas da comunidade internacional" também.

"Há um grande e crescente grupo de aliados que compartilham as preocupações do Canadá sobre o Estado de Direito", afirmou.

A China rejeitou já as acusações de Freeland de que a detenção dos canadianos represente uma ameaça para todos os países.

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A União Africana pediu ontem a “suspensão da proclamação” dos resultados eleitorais definitivos na República Democrática do Congo (RDCongo) e acordou o envio de uma delegação de “alto nível” a Kinshasa.

Reunidos em Addis-Abeba, capital da Etiópia, chefes de Estado e de governo africanos consideraram “existirem sérias dúvidas sobre a conformidade dos resultados provisórios, tais como foram proclamados pela Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI)”.

Os dados divulgados há uma semana e relativos às eleições de 30 de Dezembro apontam para a vitória nas presidenciais do opositor Félix Tshisekedi, com 38,57% dos votos, à frente do candidato do principal partido da oposição, Martin Fayulu, com 34,8%.

Os resultados foram contestados por Fayulu, que, segundo dados recolhidos pelos cerca de 40.000 observadores da Conferência Nacional Episcopal do Congo (CENCO), foi o candidato mais votado, com 61% dos votos.

Fayulu, da União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), apresentou uma queixa por fraude no Tribunal Constitucional, que deve proclamar os resultados definitivos até 22 de Janeiro, data da tomada de posse do novo presidente do país.

 

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