O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres condenou, ontem à noite, a escalada da violência em torno da capital líbia, Tripoli, e pediu a suspensão imediata dos combates militares liderados pelo militar, Khalifa Hafter.

“António Guterres lembra que não há solução militar para o conflito na Líbia e pede a todas as partes que se envolvam, imediatamente, em diálogo para encontrar uma solução política” disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.

Cerca de 2.800 pessoas foram forçadas a sair de Tripoli e arredores, devido ao recrudescer do conflito, uma ofensiva militar do marechal Khalifa Hafter sobre a capital líbia, anunciou a coordenadora humanitária das Nações Unidas naquele país.

Mais de 30 pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas desde o início da ofensiva do marechal Haftar contra a capital líbia, na quinta-feira, revela um novo balanço do Ministério da Saúde do Governo de União Nacional.

Violentos combates nas proximidades de Trípoli opuseram, no domingo, as forças paramilitares do marechal Haftar, que quer conquistar a capital, e as tropas do Governo de União Nacional (GNA, sigla em inglês), administração líbia reconhecida pela comunidade internacional.

Os Estados Unidos pediram, entretanto, “um cessar imediato” da ofensiva do marechal Haftar e a União Europeia pediu o fim da ofensiva militar de Haftar para evitar guerra civil.

As grandes potências não conseguiram ainda encontrar no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) uma posição comum sobre a crise na Líbia.

Comments

Um avião não identificado realizou, ontem segunda-feira (8), um ataque aéreo contra o aeroporto de Mitiga, o único operacional de Tripoli, num ataque que atesta a intensificação dos combates na capital da Líbia.

O país sofre conflitos desde a queda do regime de Muamar Khadafi em 2011, mas a situação piorou nos últimos quatro dias.

A violência aumentou nos arredores de Tripoli, desde que o marechal Khalifa Haftar, homem forte da região leste do país, decidiu conquistar a capital, para aumentar sua influência na região.

No domingo (7), a Missão das Nações Unidas na Líbia (MANUL) fez um apelo, sem sucesso, por uma trégua de duas horas nos subúrbios de Tripoli para retirar os feridos e os civis. O Conselho de Segurança da ONU discutiu a situação no país, mas não conseguiu chegar a um consenso.

Rússia bloqueia acção da ONU

Segundo fontes diplomáticas, a Rússia bloqueou no domingo (7) uma declaração conjunta do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que pedia às forças do comandante Haftar para deter seu avanço.

Após uma reunião a portas fechadas na sexta (5), o Conselho pediu ao autoproclamado Exército Nacional da Líbia (LNA, na sigla em inglês), sob o comando de Haftar, para suspender sua "actividade militar".

Logo em seguida, a Grã-Bretanha propôs um texto mais formal. O documento reforçava o apoio das Nações Unidas para a realização de uma conferência internacional, que resultaria na convocação de eleições no país. Mas a Rússia, que faz parte do Conselho e que, junto com Egipto e os Emirados Árabes Unidos, é uma das principais aliadas de Haftar no exterior, se opôs ao texto.

O enviado da ONU para a Líbia, Ghassan Salamé, disse no sábado (6), que a conferência está mantida "na data prevista", de 14 a 16 de Abril, "excepto se circunstâncias de força maior o impeçam".

O exército americano anunciou no domingo a retirada provisória de seus militares da Líbia.

 

(Notícias/RFI/AFP)

Comments

O EMPRESÁRIO e filantropo Mo Ibrahim defendeu, neste fim-de-semana, em Abidjan, que África tem de "falar seriamente" sobre planeamento familiar porque os recursos são insuficientes para gerir "o tsunami de juventude" que representa o crescimento demográfico do continente. Leia mais

Comments

PELO menos 35 pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas desde o início da ofensiva do marechal Haftar contra a capital líbia, na quinta-feira, revela um balanço do Ministério da Saúde do Governo de União Nacional. Leia mais

Comments

 

A Casa Branca disse neste domingo (7) que o Presidente Donald Trump "jamais" entregará suas declarações de impostos de renda para seus oponentes democratas, apesar do pedido apresentado ao Congresso.

 

 

Trump é o primeiro presidente norte-americano, desde Richard Nixon (1969-1974), que se recusa a divulgar a sua situação fiscal.

 

 

Os democratas aproveitaram a sua maioria na Câmara de Representantes para exigir do Tesouro americano as seis últimas declarações de impostos do presidente americano.

 

 

Os democratas obterão esses documentos? “Nunca, e eles não precisam acede-los”, declarou Mick Mulvaney, chefe da equipa interna de Trump, falando ao canal Fox.

 

 

“É uma questão que já foi debatida durante a eleição presidencial de 2016”, disse Mulvaney.

 

 

“Os eleitores sabiam que o presidente poderia ter apresentado suas declarações de impostos, sabiam que ele não havia feito isso e eles o elegeram igualmente e, é claro, é isso que deixa os democratas loucos”, acrescentou.

 

 

Para justificar seu pedido, os democratas dizem que querem ver como o Tesouro dos EUA (IRS) faz a inspecção das declarações do presidente.

 

 

(Notícias/G1)

 

Comments
Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction