Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

SE o Al-Shabaab, afiliado à rede terrorista Al-Qaeda, que controla principalmente áreas rurais do sul da Somália, sob uma interpretação estrita da lei da Sharia, é responsável pelo ataque de 15 de Janeiro em Nairobi, isso só prova que a guerra contra o terror está longe de terminar. Leia mais

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O Governo chinês advertiu  ontem Otava para que pare de recrutar apoio internacional na sua disputa com Beijing, e ameaçou retaliar caso o Canadá proíba o grupo chinês de telecomunicações Huawei por motivos de segurança nacional.

O embaixador chinês no Canadá, Lu Shaye, classificou como "facada nas costas" a detenção, no mês passado, da directora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, em Vancouver, a pedido das autoridades dos Estados Unidos.

O diplomata ameaçou ainda com retaliações, caso a Huawei seja banida de participar no desenvolvimento da rede de Quinta Geração (5G) do Canadá.

Lu considerou ainda que seria uma "má ideia" a ministra canadiana dos Negócios Estrangeiros, Chrystia Freeland, usar o Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, para recrutar apoio internacional contra a China.

Freeland afirmou que a detenção de dois cidadãos do Canadá pela China, numa alegada retaliação pelo caso de Meng, estará no topo da sua agenda em Davos, e não recuou após os comentários do embaixador.

Meng Wanzhou foi detida a pedido dos Estados Unidos, por suspeita de que a Huawei tenha exportado produtos de origem norte-americana para o Irão e outros países visados pelas sanções de Washington, violando as suas leis.

A executiva aguarda agora que as autoridades norte-americanas apresentem um pedido formal de extradição.

O caso gerou uma disputa diplomática entre o Canadá e a China, que, entretanto, deteve dois canadianos, por "prejudicarem a segurança nacional" do país, numa aparente tentativa de pressionar o Canadá para que liberte Meng.

Esta semana, um tribunal chinês condenou ainda à pena de morte o canadiano Robert Lloyd Schellenberg, por tráfico de droga.

Neste caso, a sentença foi proferida após o tribunal ter ordenado a repetição do julgamento, um mês depois da detenção de Meng. Schellenberg fora inicialmente condenado, em 2016, a quinze anos de prisão.

Numa reação às palavras do embaixador chinês, Freeland afirmou que a "detenção de Meng é uma questão de Estado de Direito e do Canadá agir de acordo com as obrigações estipuladas pelos seus tratados internacionais".

"A detenção de Meng não é de forma alguma um julgamento político pelo governo do Canadá. Não é de forma alguma um pronunciamento sobre a nossa relação com a China", disse.

A ministra defendeu que a detenção dos cidadãos canadianos na China "não é uma questão apenas do Canadá, mas da comunidade internacional" também.

"Há um grande e crescente grupo de aliados que compartilham as preocupações do Canadá sobre o Estado de Direito", afirmou.

A China rejeitou já as acusações de Freeland de que a detenção dos canadianos represente uma ameaça para todos os países.

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A União Africana pediu ontem a “suspensão da proclamação” dos resultados eleitorais definitivos na República Democrática do Congo (RDCongo) e acordou o envio de uma delegação de “alto nível” a Kinshasa.

Reunidos em Addis-Abeba, capital da Etiópia, chefes de Estado e de governo africanos consideraram “existirem sérias dúvidas sobre a conformidade dos resultados provisórios, tais como foram proclamados pela Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI)”.

Os dados divulgados há uma semana e relativos às eleições de 30 de Dezembro apontam para a vitória nas presidenciais do opositor Félix Tshisekedi, com 38,57% dos votos, à frente do candidato do principal partido da oposição, Martin Fayulu, com 34,8%.

Os resultados foram contestados por Fayulu, que, segundo dados recolhidos pelos cerca de 40.000 observadores da Conferência Nacional Episcopal do Congo (CENCO), foi o candidato mais votado, com 61% dos votos.

Fayulu, da União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), apresentou uma queixa por fraude no Tribunal Constitucional, que deve proclamar os resultados definitivos até 22 de Janeiro, data da tomada de posse do novo presidente do país.

 

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O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) estimou ontem que a economia de África cresça 4% este ano e 4,1% em 2020, considerando que "o estado do continente é bom e o desempenho económico geral continua a melhorar".

"O estado do continente africano é bom e o desempenho económico geral de África continua a melhorar, com o crescimento do PIB a atingir 2,5% em 2018, mais ou menos o mesmo que em 2017 e mais 1,4 pontos percentuais que os 2,1% de 2016", escreve o presidente do BAD, Akinwumi Adesina, na introdução ao relatório 'African Economic Outlook 2019 [Perspetivas Económicas Africanas 2019], que está a ser apresentado na sede do Banco, em Abidjan, a capital económica da Costa do Marfim.

Para Adesina, "apesar de o crescimento ser maior que noutros países emergentes e em desenvolvimento, continua a ser insuficiente para lidar com os desafios estruturais, os persistentes défices orçamentais e a vulnerabilidade da dívida".

O desafio, assim, tem uma dupla vertente, diz o antigo ministro da Agricultura da Nigéria: "aumentar o caminho actual de crescimento e aumentar a eficiência do crescimento na geração de emprego".

O relatório deste ano salienta que a estabilização macroeconómica e a geração de emprego são melhores quando as indústrias lideram o crescimento, "sugerindo que a industrialização é um caminho robusto para a rápida criação de emprego", acrescenta o presidente do BAD na nota introdutória.

No entanto, lamenta que "as economias africanas têm-se 'desindustrializado'", apostando antes no sector dos serviços, "que é dominado pela informalidade, baixa produtividade e por uma incapacidade para criar empregos qualificados".

A solução, conclui, está na "industrialização e na adição de valor aos abundantes recursos agrícolas, minerais e outros".

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O ex-director-geral dos Serviços de Inteligência e Segurança (DIS) do Estado do Botswana, Isaac Kgosi, foi detido ontem, no Aeroporto Internacional “Sir Seretse Khama”, em Gaberone, quando desembarcava de um voo proveniente do Dubai, Emirados Árabes Unidos.

Antes de ser algemado em público, os oficiais de inteligência que o foram prender apresentaram-lhe o mandado de prisão e  não entraram em mais detalhes sobre as razões da detenção de Kgosi, que exigia explicações sobre a humilhação a que estava a ser submetido. 

Fontes da inteligência citadas pela imprensa local avançaram que Isaac Kgosi é suspeito de estar implicado numa rede de evasão fiscal investigada pela “Botswana Revenue Services (BURS)”, um departamento dos Serviços Secretos.
A BURS submeteu Kgosi a uma auditoria e verificou que os rendimentos do antigo patrão dos serviços secretos não eram compatíveis com o estilo de vida de luxo que este ostentava.
Kgosi foi detido por agentes de inteligência e oficiais da BURS, liderados pelo actual director-geral do DIS, brigadeiro Peter Magosi.
Antes de ser levado para uma cela no quartel militar, Kgosi ameaçou: “eu vou derrubar este Governo, acreditem . Vocês vão forçar-me a fazer coisas que nunca pretendi fazer”.

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