Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A ONU anunciou ontem que elaborou um plano para uma eventual fuga de até 900.000 civis da província de Idleb, no noroeste da Síria, alvo de bombardeamentos do regime e do seu aliado russo.

“Elaboramos um plano de resposta para o caso de até 900.000 pessoas poderem fugir. Esperamos que isso não aconteça e que não seja necessário”, disse o coordenador humanitário regional da ONU para a crise síria, Panos Moumtzis.

A violência no noroeste da Síria causou em Setembro mais de 38.500 deslocados, segundo a ONU, que precisa de 311 milhões de dólares (cerca de 266 milhões de euros) para as necessidades básicas dos potenciais 900.000 deslocados.

Situada na fronteira com a Turquia, a província de Idleb é o último grande bastião rebelde da Síria e conta com cerca de três milhões de habitantes (incluindo um milhão de crianças), metade dos quais fugiram de outras zonas do país.

O regime sírio e a Rússia justificam os seus planos de ataque com a existência na província de cerca de 10 000 ‘jihadistas’.

A ONU tem pedido ao regime e aos seus aliados, assim como a outros países que têm influência sobre os grupos rebeldes, para que nos combates se respeite o princípio de não atacar áreas densamente povoadas, instalações humanitárias e infra-estruturas vitais.

“Neste momento, enquanto organização humanitária, embora esperemos o melhor, preparamo-nos para o pior”, disse Moumtzis.

A guerra na Síria, desencadeada em 2011, já matou mais de 360.000 pessoas, segundo o último balanço do Observatório Sírio dos Direitos Humanos divulgado ontem.

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OS dois principais rivais políticos do Sudão do Sul assinaram quarta-feira um novo acordo de paz. Trata-se, no fundo, da ratificação do chamado Acordo de Revitalização do tratado de paz de 2015, cuja implementação, em 2017, durou apenas alguns meses.

O Presidente Salva Kiir e o chefe da principal facção opositora Riek Machar sancionaram este Acordo de Revitalização, numa cimeira extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento no Leste de África (IGAD), organismo que supervisiona o processo de paz sul-sudanês.

Este novo tratado de paz foi também subscrito pelas demais partes implicadas no conflito político-militar que desde finais de 2013 lavra no Sudão do Sul.

O presidente da IGAD e primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, felicitou os signatários e manifestou satisfação por “estes acontecimentos estarem a ocorrer no mesmo ano de paz entre a Eritreia e a Etiópia”.

“Isto demonstra a capacidade de África de superar os seus próprios conflitos (…) ”.

Este sentimento foi partilhado pelo antigo Chefe de Estado do Botswana Festus Mogae, que liderou o mecanismo de mecanismo de monitoramento do cessar-fogo assinado em Dezembro passado. "Estou orgulhoso de todos esses desafios que temos identificado colectivamente nos últimos dois anos e oito meses", disse Mogae.

O pacto firmado por Kiir e Machar inclui dois documentos principais: o protocolo sobre os assuntos de segurança, que foi fechado no início de Julho, e a partilha do poder, parte principal do acordo e que foi assinada numa cerimónia em Cartum (capital do Sudão), em 5 de Agosto.

Estes documentos preveem um cessar-fogo num período transitório de oito meses e a posterior constituição de um governo de unidade nacional, que deverá manter o poder durante três anos, a que se seguirá a realização de eleições.

Além disso, ficou acordada a formação de um Parlamento de 550 membros, dos quais 332 serão pró-governo, 128 deputados afectos a Machar (antigo vice-presidente) e 80 de outros grupos opositores, além de dez representantes do grupo opositor conhecido como os antigos presos políticos.

Também estipula a entrega das armas por parte do exército e dos rebeldes, e a criação de um Conselho de Defesa conjunto integrado por líderes militares dos dois lados e supervisionado por um comité composto pelo Sudão e o Uganda, países que participaram na mediação.

As negociações entre as partes em conflito prolongaram-se desde finais de Junho na capital do Sudão, país que liderou a mediação desta vez, após o fracasso da aplicação do acordo de paz alcançado em Agosto de 2015 na Etiópia.

O conflito no Sudão do Sul começou em Dezembro de 2013, dois anos depois da independência em relação ao Sudão, entre as forças de Kiir e as do então vice-Presidente, Machar. O conflito foi ao longo do tempo ganhado um cariz étnico. - LUSA/RFI

 

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O Primeiro-Ministro espanhol, Pedro Sánchez, negou hoje que tenha plagiado a sua tese de doutoramento, afirmando serem “rotundamente falsas” as notícias nesse sentido, publicadas em vários órgãos de comunicação social.

“É rotundamente falso”, afirmou Pedro Sánchez, esta manhã, através da sua conta na rede social Twitter, acrescentando que, “a menos que haja rectificação da informação publicada”, avançará com acções legais em defesa da sua honra e dignidade.

O chefe do governo espanhol tomou esta posição depois de terem aparecido “nalguns meios de comunicação” social notícias que o acusam de plágio na redacção da sua tese de doutoramento.

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Um homem matou cinco pessoas, com recurso a uma arma de fogo, e de seguida se suicidou, ontem,  em Bakersfield, nos Estados Unidos, informaram as autoridades norte-americanas.

As forças policiais desconhecem para já o que desencadeou os tiroteios havidos numa habitação e numa empresa, em Bakersfield, localidade que fica a cerca de 145 quilómetros a norte de Los Angeles (Califórnia, costa oeste).

“Obviamente, estes não são tiroteios aleatórios”, disse o xerife do condado de Kern, Donny Youngblood, à Kero-TV.

O homem apareceu, pela primeira vez, numa empresa de transportes, acompanhado da mulher, tendo matado a ela e dois homens.

O atirador dirigiu-se depois para uma habitação, onde disparou mortalmente sobre outras duas pessoas, disse o xerife.

O homem ainda roubou uma viatura a uma mulher que dirigia o carro com o filho, que escaparam ilesos, mas acabou por ser confrontado por um polícia. Foi então que o indivíduo, cuja identidade não foi divulgada, se suicidou.

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O Papa Francisco decidiu, ontem, convocar os presidentes das Conferências Episcopais da Igreja Católica para uma cimeira, a realizar-se de 21 a 24 de Fevereiro próximo, sendo a protecção de crianças o tema principal.

O anúncio foi feito em comunicado divulgado pela Santa Sé, no seguimento do encontro do “C9”, o grupo de cardeais que aconselham o Papa sobre a reforma das estruturas da Igreja.

Durante a XXVI reunião, que decorreu entre segunda-feira e ontem, o Conselho debateu amplamente com o Papa sobre as questões do abuso de menores.

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