Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, concordaram, ontem, na instauração de uma “zona desmilitarizada” na província síria de Idleb, que será patrulhada pelas polícias militares dos dois países.

A zona desmilitarizada, que deve ser criada antes de 15 de Outubro, vai separar as posições das forças governamentais e das milícias da oposição e terá uma extensão entre 15 e 20 quilómetros.

O acordo foi anunciado por Putin, em declarações no final do encontro, e quando os dois presidentes surgiram após uma reunião de mais de quatro horas na estância balnear russa de Sochi, no Mar Negro.

Idleb é o último bastião dos rebeldes sírios e estavam a aumentar as preocupações sobre os efeitos catastróficos para a população civil de um eventual ataque pelas forças governamentais. A Turquia opôs-se a este assalto.

Em declarações às agências noticiosas russas, o ministro da Defesa, Serguei Choigou, considerou que o acordo assinado permitirá evitar um assalto ao último bastião rebelde.

Ao ser interrogado se este acordo significava que não vai ocorrer uma ofensiva militar em Idleb, o ministro Choigou respondeu afirmativamente “Sim”,  de acordo com as agências.

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O SURTO de cólera, que afecta várias zonas do Zimbabwe, já causou 30 mortes, depois de este fim-de-semana o vírus ter chegado à cidade de Bulawayo, a segunda maior do país, e os contagiados com a doença já superam os 5400.

"O número total de mortos por cólera aumentou em dois, chegando a 30. As medidas de controlo permanecem activas", disse o ministro da Saúde zimbabweano, Obadiah Moyo, segundo os meios locais.

Uma dezena de pessoas permanece em quarentena no hospital de doenças infecciosas de Bulawayo, algumas delas despois de viajarem até à capital, Harare, em cujos subúrbios - com escassez de água potável e altamente povoados - começou este surto.

"Estamos a aumentar os fornecimentos de água e medicamentos nas áreas afectadas com a colaboração de vários parceiros. Também temos recebido medicamentos e roupa", especificou Moyo.

O surto foi detectado a 6 de Setembro nos subúrbios de Glen View e Budiriro, de onde, segundo funcionários do Conselho Municipal de Harare, uma fuga nas canalizações teria contaminado a água dos poços que abastecem as comunidades.

No passado dia 11 as autoridades declararam o estado de emergência sanitária, proibindo concentrações nas ruas de Harare assim como a venda ambulante de carne e peixe nas áreas afectadas, uma medida que alguns locais ignoram por se tratar da sua única forma de subsistência.

A Polícia teve de intervir no final de semana para tirar vendedores que se instalaram em locais impróprios.

Entretanto, organizações dos direitos humanos, como a Amnistia Internacional (AI), apontam como único responsável por esta crise o Governo do Zimbabwe por não melhorar as precárias condições de higiene e saneamento dos seus habitantes.

"É espantoso que em 2018 as pessoas continuem a morrer de uma doença evitável", lamentou na semana passada a directora executiva da AI no país, Jessica Pwiti.

Este surto de cólera é o mais mortal desde o de 2008/09, quando a doença matou mais de 4000 pessoas e infectou cerca de 100.000 no Zimbabwe. – HERALD/LUSA

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O surto de cólera que afecta várias zonas do Zimbabwe, já causou 30 mortes, depois de este fim-de-semana o vírus ter chegado à cidade de Bulawayo, a segunda maior do país, e os contagiados com a doença já superam os 5.400. 

“O número total de mortos por cólera aumentou, chegando a 30. As medidas de controlo permanecem activas”, disse o ministro da Saúde zimbabweano, Obadiah Moyo, segundo os meios de comunicação locais.

Uma dezena de pessoas permanece em quarentena no hospital de doenças infecciosas em Bulawayo, algumas delas, depois de viajarem até à capital, Harare, vindo dos subúrbios – onde há escassez de água potável e altamente povoados - começou este surto.

“Estamos a aumentar os fornecimentos de água e medicamentos nas áreas afectadas com a colaboração de vários parceiros. Também temos recebido medicamentos e roupa”, especificou Moyo.

O surto foi detectado a 06 de Setembro nos subúrbios de Glen View e Budiriro, de onde, segundo funcionários do Concelho Municipal de Harare, uma fuga nas canalizações teria contaminado a água dos poços comunitários que abastecem os vizinhos.

Harare, tal como outras cidades, não dispõe em muitas áreas de um sistema de água potável, o que obriga os residentes a usar água de poços não protegidos.

No passado dia 11, as autoridades declararam o estado de emergência, proibindo concentrações nas ruas de Harare, assim como, a venda ambulante de carne e de peixe nas áreas afectadas, uma medida que alguns locais ignoram por tratar-se da sua única forma de subsistência.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) enviou para o Zimbabwe, especialistas epidemiológicos para organizar uma campanha de vacinação, além de mandar ‘kits’ com material de reidratação e antibióticos para tratar os doentes.

Organizações dos direitos humanos, como a Amnistia Internacional (AI), apontam como único responsável por esta crise o Governo do Zimbabwe por não melhorar as precárias condições de higiene e saneamento dos seus habitantes.

“A actual epidemia de cólera é uma terrível consequência da incapacidade do Zimbabwe para investir e gerir tanto as infra-estruturas básicas de água e saneamento, como o sistema de assistência médica”, denunciou na semana passada a directora executiva de Amnistia Internacional no país, Jessica Pwiti.

Este surto de cólera é o mais mortal desde o de 2008/09, quando a doença matou mais de 4.000 pessoas e infectou cerca de 100.000 no Zimbabwe.

Esta é a quarta vez nos últimos 15 anos que esta nação da África Austral sofre um surto de cólera, uma doença tratável que causa vómitos e diarreia intensos, e que pode chegar a ser mortal se não for tratada a tempo.

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Os líderes das duas Coreias voltam a reunir-se, entre amanhã e quinta-feira, no Norte, numa tentativa de desbloquear o diálogo entre o regime de Kim Jong-un e os Estados Unidos para a desnuclearização da península.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, tem pedido progressos na assinatura de um tratado de paz que ponha fim ao estado de guerra que tecnicamente se mantém na península para, em troca, executar passos concretos para desmantelar o seu arsenal nuclear e de mísseis tal como exigem os Estados Unidos.

A Guerra da Coreia (1950-53) terminou com a assinatura de um armistício, que Kim pretende ver agora substituído por um tratado de paz.

Washington, por seu lado, deu já a entender que precisa de mais garantias, como a autorização de Pyongyang para a entrada de inspectores ou a divulgação dos inventários de armas, antes de começar a elaborar um acordo de paz e de fim das sanções que pesam sobre o regime.

Para o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, a Coreia do Norte “tem vontade de efectuar a desnuclearização” e os Estados Unidos estão prontos a voltar a página das relações hostis.

Previsto para entre terça e quinta-feira, o encontro de Kim e Moon, que viajará de avião para o Norte, será o terceiro desde o final de Abril, o que confirma um excepcional clima de distensão na península.

O objectivo é dar um novo impulso às negociações entre Washington e Pyongyang sobre o processo de desnuclearização, há várias semanas num impasse.

Moon admitiu, na quinta-feira passada, a existência de bloqueios e afirmou que os dois lados precisam de definir compromissos para avançar na questão chave dos programas nuclear e de mísseis do Norte.

“A Coreia do Norte tem vontade de efectuar a desnuclearização e portanto desfazer-se das suas armas nucleares (...) e os Estados Unidos têm vontade de pôr fim às relações hostis com o Norte e de dar garantias de segurança”, declarou o Presidente sul-coreano, no final de uma reunião com os seus conselheiros.

“Mas há bloqueios pois cada lado exige ao outro que actue primeiro. Penso que vão estar em condições de encontrar um ponto de compromisso”, declarou.

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Um palestiniano de 16 anos morreu na última noite em Gaza por ferimentos causados por disparos de soldados israelitas durante os protestos da Grande Marcha do Retorno, em Agosto, na fronteira com Israel, informaram fontes médicas palestinianas.

O porta-voz do Ministério da Saúde palestiniano, Ashraf al Qedra, identificou o morto como sendo Suhaib Abu Kashef, ferido na manifestação de há mês e meio no sul da Faixa de Gaza, nas imediações de Jan Yunis. 

Este falecimento junta-se à morte de outros três palestinianos nos protestos da última sexta-feira, incluindo um menor.

Entretanto, ontem  um homem israelita foi ferido com gravidade por arma branca quando foi atacado por um palestiniano num centro comercial em Gush Etzion, na Cisjordânia ocupada, informou um porta-voz do Exército israelita.

Além de pretender chamar a atenção mundial para os quase 12 anos de bloqueio israelita, que começou quando o movimento islamita Hamas tomou o poder em 2007 e expulsou as forças nacionalistas da Fatah, as manifestações palestinianas reivindicam também o direito do retorno dos palestinianos.

Até agora, os esforços de mediação egípcios e do enviado especial das Nações Unidas, Nicolay Mladenov, não conseguiram chegar a um pacto de cessar-fogo duradoiro entre o Hamas e Israel.

Desde 30 de Março passado, quando se iniciaram as manifestações, 168 palestinianos morreram por disparos de soldados israelitas durante os protestos ou incidentes violentos na fronteira e uma dúzia de bombardeamentos sobre posições islamitas.

No sábado, centenas de pessoas reuniram-se no funeral do menino Shadi Abdel-al, um dos três mortos nos protestos de sexta-feira em circunstâncias que estão a ser investigadas.

Inicialmente, o Ministério da Saúde palestiniano informou que tinha 14 anos, mas depois corrigiu para 11 e, se bem que afirmou que morreu por disparos de soldados israelitas, o Exército israelita assegurou que os testes indicam que o menor terá sido atingido por uma pedra atirada por outros manifestantes e grupos de direitos humanos em Gaza, segundo jornal Times de Israel.

O Exército israelita acusa o Hamas de usar os protestos para danificar a fronteira, infiltrar-se e cometer ataques, e assegura que as imediações da fronteira “não são um lugar seguro”.

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