Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O juiz brasileiro Sérgio Moro, responsável pelo processo Lava Jato, que levou à condenação do antigo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção, aceitou ontem ser ministro da Justiça e da Segurança Pública na Administração de Jair Bolsonaro.

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A China avisou o Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, de que se seguir a linha de Trump e romper acordos com Beijing, quem sofrerá será a economia brasileira.

Foi através da publicação de um editorial no principal jornal estatal chinês, o “China Daily”, versão em inglês, que a China se pronunciou acerca da eleição de Jair Bolsoanro, a quem chamou de "Trump tropical", deixando evidente a reacção que o político já criou em Beijing.

De acordo com o editorial, as exportações brasileiras "não ajudaram apenas a alimentar o rápido crescimento da China, mas também apoiaram o forte crescimento do Brasil".

Para os chineses, as críticas a Beijing "podem servir para algum objectivo político específico", mas "o custo económico pode ser duro para a economia brasileira, que acaba de sair da sua pior recessão da história", pode ler-se no texto publicado no jornal que serve de porta-voz do governo chinês para o mundo, e é usado para mandar mensagens a parceiros.

"Afinal, Bolsonaro é retratado por alguns como um ‘Trump tropical’, um político de direita que não apenas endossa a agenda nacionalista do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como pode realmente copiar uma página do seu guia. Ele prometeu evitar instituições internacionais multilaterais em favor de acordos bilaterais e prometeu transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém", afirmaram os chineses.

Bolsonaro, ao longo de toda a sua campanha presidencial, criticou a China. Em Fevereiro, o político da extrema-direita visitou ainda a região de Taiwan, o que não agradou a Beijing.

Sabendo da forte probabilidade de Bolsonaro ser um concorrente de peso para a Presidência, a embaixada chinesa enviou uma carta de protesto na qual expressou a sua "profunda preocupação e indignação" e alertou que a visita era uma "afronta à soberania e integridade territorial da China" e que iria "causar eventuais turbulências na parceria estratégica global China-Brasil, na qual o intercâmbio partidário exerce papel imprescindível".

"Além disso, ele (Bolsonaro) mostrou-se menos amistoso em relação à China durante a campanha. Ele apresentou a China como um predador buscando dominar sectores-chave da economia brasileira", destacou ainda o editorial.

"Não é uma surpresa, portanto, que as pessoas se questionem se Bolsonaro irá, como o Presidente norte-americano fez, dar um golpe substancial à relação mutuamente benéfica Brasil-China", acrescentou.

O editorial do jornal chinês deixou ainda uma chamada de atenção para a importância da China na economia brasileira: "Ainda assim, esperamos que quando ele assumir a liderança da oitava maior economia do mundo, Bolsonaro olhe de forma racional e objectiva para o estado das relações Brasil-China (…). a China é o seu maior mercado exportador e a primeira fonte comercial", escreveu o jornal.

"Mais importante: as duas economias são complementares e dificilmente competidoras", pode ler-se.

O candidato do Partido Social Liberal (PSL, extrema-direita), Jair Messias Bolsonaro, 63 anos, capitão do Exército reformado, foi eleito no domingo, na segunda volta das eleições presidenciais, o 38.º Presidente da República Federativa do Brasil, com 55,1% dos votos, derrotando o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, que teve 44,9% dos votos.

 

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O comandante das forças dos EUA e da coligação internacional no Afeganistão, general Austin Miller, afirmou hoje que a guerra neste país “não se ganha militarmente” e considerou que agora “é momento” para procurar uma solução política.

Durante uma entrevista ao canal televisivo NBC News, Miller declarou sobre este conflito, começado há 17 anos,  que “não se ganha militarmente. É preciso uma solução política”.

O chefe militar adiantou que os insurgentes também “estão conscientes” de que não vão conseguir os seus objectivos no terreno de batalha, o que facilita uma saída negociada do conflito.

“Se se aceita que não se pode ganhar militarmente, a luta é simplesmente… as pessoas começam a questionar-se para quê… pelo que creio que é momento para começar a trabalhar no aspecto político deste conflito”, disse.

Miller assumiu o comando das tropas aliadas em Setembro e em 18 de Outubro saiu ileso de um atentado dos talibãs ao complexo do governador da província meridional de Kandahar, que provocou a morte de vários dirigentes locais.

“Nada disto está isento de riscos”, reconheceu.

Por outro lado, falou das outras ameaças à coligação militar neste país asiático, o designado Estado Islâmico (EI) e a Al-Qaeda.

“O EI é perigoso. Tem apoios no estrangeiro, conta com recursos variados e tem redes fora do Afeganistão”, detalhou Miller.

Sobre a Al-Qaeda, o general admitiu que os aliados a vigiam “muito estreitamente”, uma vez que “apesar de estar em baixo, ainda não está acabada”.

Questionado se se sente optimista quanto ao fim do conflito no Afeganistão, que começou em 2001, na sequência dos atentados de 11 de Setembro, Miller mostrou-se cauteloso: “Vejo caminhos abertos. Alguns cheios de riscos. Mais do que optimista, diria que sou pragmático”, respondeu.

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O número de nascimentos registados na China vai continuar a cair em 2018, pelo terceiro ano consecutivo desde que Beijing aboliu a política de filho único, avisou um demógrafo chinês citado hoje pela imprensa estatal.

Zhai Zhenwu, presidente da organização de estudos demográficos da Associação para a População da China, afirmou que "sem qualquer dúvida, o número de bebés nascidos vai continuar a cair este ano e nos seguintes".

Segundo dados oficiais, o número total de nascimentos no país fixou-se em 17,23 milhões, em 2017, menos 630.000 do que no ano anterior.

Zhai explica que a queda se deve, sobretudo, à redução no número de mulheres em idade fértil, um grupo que perde entre cinco e seis milhões de pessoas por ano.

"Mesmo que a taxa de natalidade se mantenha, o número total de bebés nascidos vai continuar a cair", afirmou o também professor na Universidade Renmin, citado pelo jornal oficial “China Daily”.

Zhai refere ainda que as mulheres que queriam ter um segundo filho engravidaram logo após a abolição da política "um casal, um filho", em 2016, pelo que o aumento dos nascimentos nesse ano terminou logo a seguir, levando a uma queda homóloga significativa em 2017.

O especialista reconhece, porém, que a medida teve um efeito positivo: "sem a política do segundo filho, o número de nascimentos registaria uma queda ainda mais drástica".

O professor considera que o Governo chinês deve criar um "ambiente mais propício" para os casais terem um segundo filho, inclusive a abertura de mais jardins de infância.

"No entanto, devemos ter em conta que as diversas medidas adoptadas para fomentar o número de nascimentos não travarão a queda, como já mostraram as experiências em outros países, como o Japão e a Coreia do Sul", afirmou.

A China, nação mais populosa do mundo, com cerca de 1400 milhões de habitantes, aboliu a 1 de Janeiro de 2016 a política de "um casal, um filho", pondo fim a um rígido controlo da natalidade que durava desde 1980.

Pelas contas do Governo, sem aquela política a China teria hoje quase 1700 milhões de habitantes.

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As autoridades indonésias encontraram hoje a caixa negra do avião da Lion Air que caiu na segunda-feira no Mar de Java, com 189 pessoas a bordo, avançou a imprensa local.

Canais de televisão no país exibiram imagens das equipas de busca e resgate a retirar o aparelho, um dia depois de terem sido detectados sinais sonoros no mar que as autoridades acreditavam ser da caixa do avião.

O Boeing 737 MAX 8 caiu no Mar de Java apenas 13 minutos depois da sua descolagem de Jacarta, na Indonésia, matando todas as 189 pessoas que seguiam a bordo.

O chefe do Comité Nacional de Segurança nos Transportes indonésios, Soerjanto Tjahjono, afirmou ontem que um relatório preliminar da investigação do acidente deve ser divulgado dentro de um mês e o documento final entre quatro e seis meses.

No mesmo dia, o Governo indonésio pediu o afastamento de funções do director técnico da Lion Air e de vários funcionários da companhia aérea de baixo custo.

“Hoje [quarta-feira] vamos pedir que o director técnico da Lion Air seja afastado de funções e substituído por outras pessoas assim como alguns técnicos” que aprovaram a descolagem do Boeing 737, disse a jornalistas o ministro dos Transportes, Budi Karya Sumadi.

O avião estava ao serviço da companhia aérea indonésia há poucos meses e tinha registado um problema técnico no voo anterior, que, segundo o director da empresa, tinha sido resolvido.

O aparelho fazia a ligação entre Jacarta e Sumatra e despenhou-se no Mar de Java minutos depois de ter levantado voo, tendo emitido uma autorização para regressar ao aeroporto da capital da Indonésia.

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