Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O Papa Francisco decidiu, ontem, convocar os presidentes das Conferências Episcopais da Igreja Católica para uma cimeira, a realizar-se de 21 a 24 de Fevereiro próximo, sendo a protecção de crianças o tema principal.

O anúncio foi feito em comunicado divulgado pela Santa Sé, no seguimento do encontro do “C9”, o grupo de cardeais que aconselham o Papa sobre a reforma das estruturas da Igreja.

Durante a XXVI reunião, que decorreu entre segunda-feira e ontem, o Conselho debateu amplamente com o Papa sobre as questões do abuso de menores.

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A Presidência sul-africana considerou hoje como um contributo para a “reconciliação” angolana o apoio à trasladação para Angola dos restos mortais do general da UNITA Arlindo “Ben Ben”, que morreu na África do Sul em 1998.

A cerimónia de repatriamento será realizada esta manhã, na Base Aérea de Waterkloof, em Pretória, “como parte da assistência da África do Sul à República de Angola” e “contribuirá para a reconciliação entre a nação angolana”, lê-se no comunicado emitido hoje pela Presidência de Cyril Ramaphosa, Chefe do Estado sul-africano.

Uma delegação do governo de Angola viajou hoje para África do Sul para tratar do processo de trasladação dos restos mortais do general da UNITA, Arlindo Chenda Pena "Ben Ben".

A Casa Civil do Presidente da República de Angola explicou anteriormente que tomou a iniciativa de solicitar às autoridades da África do Sul a trasladação para o país dos restos mortais do antigo vice-chefe do Estado-Maior das FALA (Forças Armadas de Libertação de Angola), então braço militar da União Nacional para a Independência de Angola (UNITA), "pedido prontamente correspondido".

No comunicado de hoje, a Presidência sul-africana justifica que face “ao empenho do Presidente [de Angola], João Lourenço, em reconhecer os angolanos que lutaram na luta anticolonial pela libertação, o Presidente Ramaphosa concordou em ajudar e apoiar os esforços do Governo angolano para uma maior paz, reconciliação e união”.

O corpo do general, formalmente equiparado a chefe-adjunto do Estado-Maior General das FAA, estava sepultado no cemitério de Zandfontein, em Pretória, África do Sul.

Na cerimónia de hoje, prevendo a partida dos restos mortais do general “Ben Ben”, em Pretória, participa uma delegação governamental angolana liderada pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queirós, integrando também oficiais generais das Forças Armadas Angolanas (FAA), mas também membros do governo sul-africano.

A decisão de repatriar os restos mortais surgiu na sequência de um pedido do líder da UNITA, Isaías Samakuva, ao Presidente angolano, João Lourenço (MPLA) que, por sua vez, contactou o homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa, que deu "luz verde" à exumação.

Por ter sido morto em combate, a 19 de Outubro de 1998, no conflito que opôs o  governo angolano e as forças militares da UNITA, as autoridades sul-africanas de então decidiram embalsamar o corpo de Arlindo Chenda Pena "Ben Ben" e lacrá-lo numa urna própria para que, a qualquer momento, a família pudesse reclamar o seu repatriamento para Angola.

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O Presidente russo, Vladimir Putin, disse hoje, durante as manobras militares de grande escala da Rússia, que Moscovo “ama a paz” e não tem planos agressivos.

Putin falava depois de ter assistido às manobras militares “Vostok-2018”, o maior exercício que se realiza na Rússia desde o final da Guerra Fria.

“A Rússia é um Estado que ama a paz. Não temos e nem podemos ter planos agressivos. A nossa política externa é dirigida à cooperação construtiva com todos os países interessados (na paz) ”, disse o presidente russo, depois de um encontro com os 87 observadores estrangeiros, de 57 países, convidados a assistir às manobras.

Na visita realizada em Tsugol, junto da fronteira com a China e Mongólia, um dos locais onde se realizam os exercícios, Putin disse que as Forças Armadas russas devem estar preparadas para defender a soberania e os interesses nacionais e, “se necessário, defender os aliados da Rússia.

“Hoje, em Tsugol, concluiu-se a etapa mais activa das manobras. Vocês conseguiram realizá-las com alto nível. Todas as unidades e grupos cumpriram as missões que lhes foram destinadas”, acrescentou Vladimir Putin.

O presidente russo sublinhou que, pela primeira vez, as Forças Armadas da Rússia pós-soviética foram “submetidas a um difícil exame”, referindo-se à escala das manobras em que participam 300 mil militares, mais de um milhar de aviões, dezenas de navios e 360 mil veículos blindados.

“Vamos continuar a fortalecer as nossas Forças Armadas, fornecendo-lhes armas e equipamentos de última geração”, afirmou Putin, que agradeceu, em particular, aos militares da República Popular da China e da Mongólia, que participam nas manobras, recordando que durante a II Guerra Mundial (1939-1945) russos e chineses foram aliados.

“Hoje (Rússia, China e Mongólia) cumprem uma importante tarefa comum: juntos são a garantia de estabilidade no espaço eurasiático”, frisou.

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O Ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Taro Kono, afirmou hoje que o Japão vai ser obrigado a aceitar mais trabalhadores estrangeiros, uma vez que a população está à beira de um declínio abrupto.

Taro Kono sublinhou, durante uma reunião do Fórum Económico Mundial, a decorrer em Hanói, no Vietname, que o Japão ganhará “valor acrescentado” ao aceitar estrangeiros que estejam dispostos a integrar-se na sociedade nipónica, sobretudo porque a população idosa e a baixa taxa de natalidade têm levado o país a perder cerca de meio milhão de pessoas por ano.

O responsável citou o caso da estrela do ténis Naomi Osaka, filha de mãe japonesa e de pai haitiano, como exemplo dos benefícios da diversidade.

Osaka é a primeira tenista japonesa a ganhar um título do Grand Slam, um feito que desencadeou um debate no país asiático sobre o que significa ser japonês.

Kono acrescentou que Tóquio está a definir um novo sistema para os vistos de trabalho e a preparar-se para abrir o mercado laboral. “Não podemos sustentar a nossa sociedade assim”, afirmou, em resposta a uma questão durante um painel de debate.

Vamos abrir o nosso mercado laboral a estrangeiros. Estamos a tentar definir uma nova política para os vistos de trabalho, por isso penso que todos serão bem-vindos ao Japão, se estiverem dispostos a integrar-se na sociedade nipónica, sublinhou.

Tradicionalmente, o Japão tem resistido a aceitar trabalhadores migrantes. Em alguns períodos diminui as restrições para aceitar trabalhadores estrangeiros e volta a reforçar essas medidas em alturas de crise económica.

Milhões de estrangeiros vivem no Japão, sobretudo trabalhadores em programas de formação técnica e na restauração, construção e cuidados aos idosos.

O país tem diminuído as restrições para permitir às famílias contratarem ajuda doméstica e desenvolver programas de curto prazo para trazer enfermeiras da Indonésia e de outros países. Mas a exigência da língua dificulta o emprego a longo prazo.

“É bom ter diversidade. É bom ter uma política de abertura”, declarou Kono.

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AS concentrações e reuniões públicas passaram a ser proibidas em Harare, capital do Zimbabwe, num esforço para conter um surto de cólera que já provocou a morte de 21 pessoas, anunciou ontem a Polícia do país.

Em comunicado, a porta-voz da Polícia, Charity Charamba, referiu que a proibição visa aliviar “a disseminação contínua” da cólera na capital, após o Governo ter declarado terça-feira o estado de emergência sanitária.

A lei zimbabweana define amplamente uma reunião pública como “uma concentração pública ou uma manifestação pública”.

O ministro da Saúde, Obadiah Moyo, afirmou ontem que o número de infecções subiu para 3.067, face aos 2000 que foram reportados na terça-feira.

As recentes mortes incluem um director de escola e duas crianças em idade escolar, num subúrbio que foi identificado como um dos epicentros do surto.

Obadiah Moyo mencionou que uma escola no subúrbio foi fechada.

O surto começou nos subúrbios de Glen View e Budiriro, onde, segundo funcionários do Conselho Municipal de Harare, uma fuga num cano de esgoto contaminou a água dos poços que abastecem as comunidades locais.

Harare, como muitas outras aldeias e cidades do país, não dispõe de água potável suficiente, obrigando os habitantes a usar água de poços não protegida.

O Governo do Zimbabwe pediu ajuda às Nações Unidas e a empresas privadas para que abasteçam as zonas contaminadas com água potável.

Esta é a quarta vez, nos últimos 15 anos, que a cólera - doença tratável que causa vómitos e diarreia intensos e pode ser mortal se não for tratada a tempo -, atinge o Zimbabwe.

Em 2008 e 2009, a maior epidemia de cólera registada na história do país matou mais de 4.000 pessoas em nove meses e mais de 90.000 foram infectadas. – LUSA

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