Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

Vinte e uma pessoas morreram no ataque de terça-feira a um complexo hoteleiro de Nairobi, realizado por islamitas radicais, disse ontem à imprensa o chefe da Polícia do Quénia, Joseph Boinnet, num novo balanço do massacre.

Boinnet indicou que “seis outros corpos foram descobertos no local do ataque e um polícia sucumbiu” aos ferimentos. Estas sete vítimas mortais juntam-se às 14 anunciadas ontem de manhã pelo Presidente Uhuru Kenyatta.

Segundo o inspector-geral, 28 feridos deram entrada em diversos hospitais de Nairobi.

Entre as vítimas mortais encontram-se 16 quenianos, um norte-americano, um britânico e “três pessoas de origem africana ainda não identificadas”, precisou Boinnet.

O chefe do Estado queniano tinha confirmado ontem de manhã que “a operação de segurança no (complexo) Dusit foi concluída” e que “todos os terroristas foram eliminados".

O ataque, que terá sido realizado por cinco homens e que durou mais de 20 horas, foi reivindicado ainda na terça-feira pelo grupo extremista somali al-Shabab, que disse ter matado 47 pessoas, sem dar pormenores, numa nota divulgada pela sua agência noticiosa Shahada.

O centro norte-americano de vigilância dos ‘sites’ ‘jihadistas’ SITE anunciou ontem que os islamitas radicais somalis indicaram ter agido em represália à transferência da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém, que ocorreu em Maio de 2018.

Num comunicado divulgado pelo SITE, o al-Shabab afirma que os seus combatentes receberam instruções do chefe da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, para atacar o complexo DusitD2,  “em reacção aos comentários estúpidos do presidente norte-americano, Donald Trump, e ao seu reconhecimento de Al-Qods (Jerusalém) como capital de Israel”.

Além de um hotel de luxo, o complexo inclui bares, restaurantes, escritórios e bancos, localizando-se num bairro onde vivem muitos norte-americanos, europeus e indianos.

O assalto coordenado começou com uma explosão, que atingiu três veículos junto a um banco e um bombista suicida que se fez explodir no átrio do hotel, ferindo gravemente várias pessoas, disse na terça-feira Boinnet.

O ataque tem semelhanças com o que foi realizado em 2013 pelo al-Shabab ao centro comercial Westgate, localizado na mesma zona, que deu origem a um cerco de três dias e que provocou a morte de 67 pessoas.

Desde 2011 que o grupo ligado à Al-Qaeda ameaça retaliar depois de o Quénia enviar tropas para a Somália.

 

 

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Os juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) rejeitaram ontem um recurso para manter na cadeia o antigo Presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, absolvido na terça-feira de crimes contra a humanidade.

"Por maioria, a câmara (...) rejeita o recurso apresentado pelos procuradores para manter detidos Laurent Gbagbo e Charles Blé Goudé (ex-ministro da Juventude da Costa do Marfim e líder do movimento Jovens Patriotas)", disse ontem o juiz presidente, Cuno Tarfusser.

"Laurent Gbagbo e Charles Blé Goudé reconheceram a jurisdição e comprometeram-se a retornar ao tribunal se a sua presença for requerida", acrescentou.

Adiantou que a tramitação dos requisitos para a libertação deverá dar tempo aos procuradores para um eventual recurso desta segunda decisão.

Os juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) absolveram, na terça-feira, Laurent Gbagbo e Charles Blé Goudé de crimes cometidos na sequência das eleições de 2010, mas hoje a acusação apresentou um recurso da decisão de absolvição.

Na sequência da absolvição, o TPI determinou a libertação imediata dos dois homens, mas a medida foi suspensa até hoje para dar tempo à acusação de responder à sentença.

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A UNIÃO Africana (UA) deve se reunir hoje, em Addis Abeba, num encontro “de alto nível” sobre a situação na RDCongo, onde desponta uma crise pós-eleitoral na sequência da contestação dos resultados provisórios por um dos candidatos à presidência. Leia mais

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O parlamento britânico debate, hoje, uma monção de censura ao governo, após ter chumbado ontem o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) negociado por de Theresa May com Bruxelas, por 432 votos contra e apenas 202 a favor.

Ainda ontem, o líder do Partido Trabalhista britânico apresentou uma moção de censura ao governo, na sequência da derrota no parlamento do acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, por uma diferença de 230 votos.

A moção será debatida e votada hoje, propôs a primeira-ministra Theresa May.

“Estou satisfeito que a moção seja debatida quarta-feira, para que esta Câmara dos Comuns possa dar o seu veredicto sobre a incompetência deste governo”, disse Corbyn.

Uma maioria de 442 deputados reprovou ontem o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia no parlamento britânico, contra 202 a favor, uma desvantagem de 130 votos, um número sem precedentes.

O voto culminou cinco dias de debates e aconteceu um mês após a data inicialmente prevista, a 11 de Dezembro, quando foi adiado pelo governo devido ao risco de derrota.

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O grupo extremista al-Shabab, sediado na Somália, reivindicou o atentado desta terça-feira na capital do Quénia, realizado com explosivos e armas de fogo e que fez pelo menos 15 mortos.

Um polícia do Quénia disse na terça-feira que 15 corpos foram levados para morgue após   o ataque a um complexo de um hotel de luxo em Nairobi, reivindicado pelo grupo extremista somali al-Shabab.

Os ‘jihadistas’ afirmaram que foram mortas 47 pessoas, sem dar pormenores, numa nota divulgada pela sua agência noticiosa Shahada.

Os hospitais da região estão a pedir dadores de sangue, uma vez que se suspeita que o número de vítimas continue a aumentar.

Segundo a agência norte-americana Associated Press, o polícia que deu a informação sobre o número de mortos não quis ser identificado e, quase 12 horas depois do início do ataque, as autoridades quenianas ainda não tinham anunciado se os atacantes estavam mortos, detidos ou tinham se escapulido.

(Observador.pt)

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