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MAIS de 40 anos depois, Angola admite "excessos", "execuções e detenções sumárias" em 1977, por ocasião da alegada tentativa de golpe de Estado, prometendo introduzir o tema dos Direitos Humanos nos programas escolares. Leia mais

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O papa Francisco pediu ontem para que se reze pelas vítimas dos recentes massacres na República Centro-Africana, onde dois padres foram mortos em confrontos entre grupos armados na última semana.

“Recebi com grande tristeza a notícia do massacre, que ocorreu, há dois dias, num campo de deslocados na República Centro-Africana, onde dois padres foram também mortos”, disse o papa durante uma oração por ocasião da II Jornada do Dia Mundial dos Pobres.

“Vamos rezar pelos mortos e feridos e parar com a violência neste amado país, que precisa tanto de paz”, disse Francisco, que visitou a África Central no final de 2015.

O papa referia-se aos confrontos ocorridos na quinta-feira em Alindao, na República Centro-Africana, onde cerca de 40 pessoas, segundo a Organização das Nações Unidas, foram mortas, entre as quais dois padres.

Os confrontos aconteceram entre milicianos antibalaka e do grupo União para a Paz na República Centro-Africana.

“Na quinta-feira de manhã, os antibalaka mataram pessoas de fé muçulmana. Uma hora mais tarde, a UPC ripostou em ataque a um campo de deslocados”, especificou o porta-voz da missão da ONU no país (MINUSCA, na sigla em inglês), Vladimir Monteiro, em declarações à AFP.

A igreja de Alindao, o convento e uma parte do campo de deslocados, que está na localidade foram incendiados, e milhares de civis fugiram para a floresta.

A República Centro-Africana, um dos países mais pobres do mundo, apesar da presença de riqueza mineral abundante como diamantes e urânio, está a tentar encontrar a paz após uma guerra civil marcada pela queda, em 2013, do Presidente François Bozizé, cristão, por uma rebelião de maioria muçulmana, a Seleka.

O conflito neste país, com o tamanho da França e uma população que é menos de metade da portuguesa (4,6 milhões), já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados, e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária.

O Governo do Presidente Faustin-Archange Touadéra, um antigo primeiro-ministro, que venceu as presidenciais de 2016, controla cerca de um quinto do território.

O resto é dividido por 18 milícias, que, na sua maioria, procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

 

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As restrições à entrada de produtos alimentares de Moçambique no Zimbabué estão a pôr em risco a vida de muitas famílias junto à fronteira de Machipanda, segundo populares ouvidos pela Lusa.

Novas regras, introduzidas nas últimas semanas, limitam as quantidades de óleo, arroz e farinha de milho, produtos básicos para a dieta das famílias africanas.

Para quem quer passar a fronteira, “a quantidade de óleo alimentar foi reduzida de 20 para quatro litros. Para o arroz, o máximo  são 10 quilos, assim como de farinha de milho”, disse à Lusa Roselyne, zimbabueana, que recorre ao mercado moçambicano para se abastecer, devido à escassez de produtos no seu país.

“Estas proibições estão a afectar muitas famílias”, acrescenta.

“Muitas vezes fazíamos compras colectivas, no bairro. Uma pessoa era indicada para ir a Moçambique e comprar os produtos de todos”, mas agora a missão é quase impossível, refere.

Enquanto exibe uma sacola quase vazia, tira do interior do sutiã o dinheiro das compras para fazer contas.

Roselyne assegura que se estão a “tornar insustentáveis” as viagens de compras a Moçambique, mas “não resta opção, por causa da escassez” no Zimbabué.

As regras impostas pelas autoridades estão a afectar sectores de actividade informal, sobretudo carregadores de carga, para a travessia de fronteira, que registam uma queda no negócio, comprometendo famílias moçambicanas.

“Já não há cargas para a travessia de fronteira” afirmou à Lusa, Ernestina Njoio, uma “viúva de frete”, nome dado à actividade e que tinha no transporte a fonte essencial para alimentar sete filhos e cinco netos deixados à sua responsabilidade na vila de Machipanda.

“Ganhávamos mais com as bagagens para o Zimbabué, porque, de lá, quase nada saia para Moçambique”, disse Ernestina Njoio, sustentando que a diária “caiu de 10 dólares americanos (cerca de oito euros) para três dólares (2,6 euros)”.

Segundo Florencia Simango, uma outra carregadora, “muitas mulheres, sobretudo viúvas, conseguiam sustentar as famílias com esse trabalho” a redução daquilo que ganham tem complicado a equação da sobrevivência.

“As pessoas já não precisam de ajuda para carregar os poucos produtos e atravessar a fronteira”, descreve.

“Do trabalho saía pão, comida, sabão, custos de escola e hospital” precisou Simango, acrescentando que já pouco deste cabaz consegue suportar.

Agora, “se conseguir dar duas refeições às crianças, tornas-te herói”, diz, enquanto se prepara para acompanhar a chegada a Machipanda de um “chapa cem”, furgão de transporte colectivo com escassa carga, mas que espera poder carregar para assegurar o sustento da sua família.

O Zimbabué voltou a viver momentos conturbados desde há um ano, com uma queda de armazenamento de produtos básicos, a inflação a bater recordes e a economia a derrapar, situação acentuada com uma grave escassez do dólar americano, que circula em paralelo com o ‘bond’ zimbabueano.

A escassez é evidente devido às longas filas nos supermercados - até para a compra de pão -, falta de combustível em postos de abastecimento e ausência de medicamentos em hospitais de Harare, capital, e outras cidades importantes, como Mutare.

O anúncio feito em Outubro, pelo ministro das finanças, Mthuli Ncube, de um programa de estabilização financeira, foi recebido com manifestações populares em grandes centros urbanos do Zimbabué, largamente reprimidas pela polícia.

(LUSA)

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UM ano atrás, o impensável aconteceu no Zimbabwe: Robert Mugabe caiu do poder. Tanques rolaram pelas ruas da capital, Harare, no dia 14 de Novembro de 2017, e os militares colocaram Mugabe sob prisão domiciliária, em reacção à demissão pelo então Presidente do então vice-presidente Emmerson Mnangagwa.

Centenas de milhares de zimbabweanos dançaram nas ruas para celebrar o fim do governo de Mugabe, que levara à ruína a economia outrora próspera do país. Mugabe, na altura com 92 anos, renunciaria cerca de uma semana depois, terminando o seu consulado de 37 anos.

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Histórias e Reflexões - Árbitros: os perfeitos e santinhos! - Eliseu Bento

 

HOJE volto ao futebol. Em final de época, terminadas todas as competições, está na hora dos balanços.

Um balanço não propriamente para dissertar sobre os vencedores ou vencidos.

Pois, o meu balanço vai incidir sobre a actividade de um dos segmentos mais importantes no fenómeno desportivo: os árbitros.

O que aconteceu, melhor, o que voltou a acontecer na temporada que terminou é que no rescaldo de quase todas jornadas tínhamos queixas dos treinadores, dos dirigentes, dos jogadores e mesmo dos jornalistas sobre o desempenho dos senhores árbitros.

Estamos todos de acordo que a arbitragem é uma actividade falível, como qualquer outra, ainda por cima para um homem que tem de tomar uma decisão em segundos.

No entanto, “há erros e há erros”. Repetidas vezes vimos erros deliberados para beneficiar este ou aquele em troca de algo.

E aqui nasce a minha indignação: não me lembro, pois, de alguma vez um árbitro ou um fiscal de linha ter sido ao menos ouvido para explicar-se sobre as reclamações de algum treinador, jogador ou jornalista.

Recordo-me, isso sim, de muitos treinadores e dirigentes punidos por se queixarem do trabalho dos senhores árbitros.

E mais: ninguém pode falar dos árbitros. Ninguém pode ousar tocar nesses imaculados senhores sob risco de ser severamente castigado.

Como dizia ou repetia um atleta, é muito triste algum ficar uma semana inteira a treinar e a preparar-se para no sábado ou domingo aparecer um arbitro em 30 segundos a desfazer todo esse investimento!

Não estaremos a dizer que os treinadores e dirigentes que reclamam são todos uns meninos chorões que nunca t|em razão no que dizem?

Por outro lado, não estaremos a dizer que os senhores árbitros são uns meninos perfeitos, santinhos, infalíveis e que estão acima de qualquer possibilidade de errar?

No meu modesto entender, andamo-nos a enganar uns aos outros porque todos sabemos que há inúmeros jogos de bastidores neste “futebolzinho”, citando um conceituado treinador da praça.  

E há quem assuma que tudo isto só pode ter reflexos, ao fim do dia, no desempenho da nossa Selecção Nacional. Não sei.

 

PS: Como não podia deixar de ser, deixo aqui os meus votos de que os “Mambas” alcancem uma vitória amanhã diante da Zâmbia, reavivando as suas ambições de chegarem ao CAN-2019. Certamente que não será fácil, até porque os zambianos estão bastante feridos no seu orgulho não sópela derrota que tiveram contra a Selecção Nacional, mas também pela incomoda posição que ocupam na pauta classificativa.

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