Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A Polícia de eSwatini, em Manzini, está a sofrer duras críticas depois de usar bastões e granadas atordoantes para dispersar uma manifestação de funcionários na quarta-feira.

A Polícia entrou em confrontos com trabalhadores que se manifestavam pacificamente para exigir melhores salários e reformas no sistema de gestão das pensões.

Segundo a agência noticiosa Reuters, vários trabalhadores foram feridos nos confrontos.

Contudo, os organizadores disseram que as manifestações, que também se realizam em Mbabane, a capital do país, e nas cidades de Steki e Nhlangano iriam continuar na quinta-feira.
Entretanto, não há notícias de violência ou feridos noutras cidades, para além de Manzini.

O Centro de Litigação da África Austral (SALC) apelou à Polícia swázi para agir com prudência ao lidar com os manifestantes.

“A Lei da Ordem Pública de 2017 encoraja um novo princípio segundo o qual manifestações devem ser permitidas, com o mínimo de interferência da Polícia. A lei especifica que a Polícia pode apenas intervir sobre a multidão quando houver um perigo imediato e qualquer acção da Polícia deve ser necessária e apropriada”, disse a SALC.

A SALC também exigiu imediata investigação sobre a acção da Polícia, no caso de Manzini, depois de vídeos circularem nas redes sociais mostrando-a a atacar com bastões manifestantes desarmados.

Em Junho, pelo menos quatro manifestantes foram feridos quando a Polícia usou balas de borracha para dispersar uma manifestação de trabalhadores contra uma alegada corrupção no Governo.

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OS swazis elegem hoje os seus representantes para o Parlamento, num exercício democrático que não conta com candidatos de partidos, condição proibida pela Constituição.

Estas eleições registam vários factores que as tornam únicas: os partidos políticos da oposição não estão autorizados a participar, os comícios foram parcos e cartazes de candidatos quase nulos.

Para os apoiantes da oposição no reino, as eleições resumem-se a um exercício democrático falacioso.

“É totalmente inapropriado falar sobre eleições”, afirmou Alvit Dlamini, do Congresso Nacional para a Libertação de Ngwane (NNLG), o partido mais antigo de eSwatini (antiga Swazilândia).

"As eleições são uma competição entre partidos políticos. Mas aqui estamos a assistir a uma 'não-eleição', um sistema de nomeação para os monarquistas. Se participar, não vai poder defender as suas ideias políticas”, explicou à Agência France Presse (AFP).

Cerca de 540 mil dos 1,3 milhões de habitantes do país encravado entre Moçambique e África do Sul são chamados a deixar os seus votos em candidatos independentes, com a maioria a prestar total fidelidade ao rei Mswati III.

Em jogo estão 59 dos 69 lugares do Parlamento, sobre o qual a monarquia exerce um controlo total.

O rei, responsável pela nomeação dos restantes dez membros, defende ferverosamente este processo eleitoral, que diz ser resultado de uma reflexão da sociedade tradicional.

Também o Movimento Democrático Unido do Povo (PUDEMO) critica os moldes das eleições.

"A eleição é decidida com antecedência e o Parlamento não tem poder”, insistiu o seu novo dirigente, Mlungisi Makhanya.

PROTESTOS

“Nós não temos ninguém dentro do partido que se apresente a estas eleições. Se um candidato fizer saber, discretamente, que é um defensor do PUDEMO, diremos: não obrigado, não poderá fazer nada se for eleito”, acrescentou à AFP.

Até à entrada em vigor da Constituição, em 2005, a existência de partidos políticos não era permitida.

Desde então, a “liberdade de associação e de expressão” passou a ser garantida pela lei básica, ainda que condicionada.

A votação de hoje acontece numa semana que o pequeno reino, nomeadamente em Manzini principal centro comercial e industrial do país foi palco de manifestações, violentamente reprimidas pela Polícia.

Os protestos foram convocados pelos sindicatos para exigir melhores salários e reformas no Fundo de Pensões Público.

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O novo responsável pelo regulador da Internet na China, Zhuang Rongwen,  prometeu consolidar o controlo do Partido Comunista sobre a população de internautas no país, a maior do mundo, e promover “online” as teorias do Presidente Xi Jinping.

Num artigo publicado na revista bimensal Qiushi”, sobre teoria política do PCCh, Zhuang Rongwen reafirma a liderança do partido na governação do ciberespaço e compromete-se a promover “online” o pensamento de Xi, o mais poderoso líder chinês das últimas décadas.

Zhuang dirige, desde o mês passado, a Administração do Ciberespaço da China, organismo que controla o conteúdo disponível para os mais de 800 milhões de internautas chineses e exerce vigilância sobre as empresas do sector.

O artigo foi difundido após um encontro entre a liderança chinesa para discutir trabalho ideológico e propaganda, e que se realiza a cada cinco anos.

Sob a direcção de Xi Jinping, as autoridades chinesas reforçaram já o controlo sobre a rede, silenciando até vozes moderadamente críticas, num espaço outrora considerado como o mais livre do país.

No referido artigo, Zhuang promete promover "energia positiva" e reprimir "tendências ideológicas negativas", que incluem "distorcer" as versões históricas do partido, Estado ou exército, ou "negar" a liderança do PCCh e o sistema socialista.

Zhuang afirma que as empresas do sector serão "estritamente" responsáveis pela gestão de conteúdos e prometeu acelerar o estabelecimento de uma plataforma nacional que abarque todas as firmas do sector e uma plataforma de gestão de emergência da opinião pública no ciberespaço.

"A Internet tornou-se no principal campo de batalha e linha da frente para os trabalhos de propaganda e da opinião pública", afirma Zhuang.

"Para assumir o controlo do trabalho ideológico não precisamos apenas da força-motriz dos membros do partido e dos editores e jornalistas, mas também devemos utilizar as massas e os internautas", acrescenta.

Zhang apela aos internautas que "mobilizem energia positiva" e se "eduquem" uns aos outros sobre a regulação do comportamento 'online', visando "limpar o ambiente do ciberespaço".

O artigo refere várias ideias de Xi Jinping, incluindo a "criação de uma Internet limpa e justa" e a noção de "soberania do ciberespaço", que define a Internet como essencial para a estabilidade política e segurança nacional.

Num discurso proferido em 2013, Xi acusou "as forças ocidentais anti-China" de usar a Internet para atacar o país.

"Ganhar a luta no campo de batalha da Internet é crucial para a segurança da ideologia e do regime do nosso país", afirmou.

Facebook, Twitter ou WhatsApp estão bloqueados na China, mas o país tem as suas próprias redes sociais - o Wechat ou o Weibo -, que contam com centenas de milhões de utilizadores.

As autoridades aumentaram também a censura sobre conteúdos que consideram "vulgar", ou que contrariem os valores socialistas. Desde o ano passado os reguladores têm vindo a punir internautas por comentários 'online', distribuidores e plataformas.

Só no segundo trimestre deste ano a Administração do Ciberespaço da China encerrou 1888 portais electrónicos e 720.000 contas nas redes sociais chinesas por conteúdo "ilegal".

No início deste mês, um projecto de regulamento emitido pelo regulador propôs banir da Internet chinesa todos os estrangeiros que promovam a religião no país e proibir a transmissão 'online' de actividades religiosas.

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Um grupo de assaltantes introduziu-se num instituto de formação profissional na capital cubana, Havana,  e atacou com facas, indiscriminadamente, vários alunos, provocando nove feridos, noticiou a imprensa estatal na quarta-feira (19).

O incidente ocorreu no Politécnico Olo Pantoja, no município de La Lisa, a oeste de Havana, onde “quatro pessoas alheias ao sistema nacional de educação irromperam no centro e causaram ferimentos ligeiros a nove estudantes”, segundo a Internet Cubadebate, o sítio estatal noticioso.

A informação foi divulgada por este meio oficial depois de outros não oficiais terem divulgado o ataque com armas brancas ocorrido naquele estabelecimento, o que provocou algum alvoroço em Cuba, país pouco habituado a este tipo de acontecimentos passar para o âmbito público.

Segundo a versão dos meios digitais independentes em Cuba e Miami, nos Estados Unidos da América, que citaram como fontes docentes do Politécnico, os assaltantes entraram nas aulas e começaram a apunhalar alunos.

Sem confirmar os ataques, o Cubadebate destacou a gravidade dos factos, ao indicar que “se deslocaram ao local autoridades do partido, do governo e da educação do território, bem como membros da Polícia Nacional Revolucionária”.

Ainda segundo este meio oficial, “as acções de investigação permitiram capturar, em curto tempo, os quatro autores, que estão detidos e sob investigação”.

Não foram avançadas as possíveis causas do ataque, mas meios independentes mencionaram um eventual ajuste de contas.

Os estudantes feridos tiveram alta e o centro “mantém as suas actividades formativas normais”, segundo o Cubadebate.

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O Presidente da Coreia do Sul discursou ontem para uma multidão norte-coreana, propondo à Coreia do Norte que ambos os países acabem com sete décadas de hostilidades e construam um futuro de paz e prosperidade.

Moon Jae-in e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e as respectivas esposas marcaram presença num espectáculo coreográfico que este ano recebeu o título de “O País Glorioso”, num estádio em Pyongyang, na noite de quarta-feira, onde milhares de artistas actuaram perante cerca de 150 mil espectadores. “Nós vivemos juntos por cinco mil anos e vivemos em separação por 70 anos. Proponho agora que eliminemos completamente a hostilidade dos últimos 70 anos e demos um grande passo em direcção à paz”.

Os historiadores dizem que o cronograma de cinco mil anos da história coreana é uma reivindicação infundada que se tornou parte da narrativa oficial da Coreia do Sul, depois de ser inserida nos livros escolares durante o Governo do antigo ditador Chun Doo-hwan.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, assinaram na quarta-feira uma declaração conjunta que poderá ser importante para o futuro diálogo sobre a desnuclearização da península entre Pyongyang e Washington.

Durante a cimeira, que cumpre hoje o seu terceiro e último dia, os ministros da Defesa das duas Coreias, que tecnicamente continuam em guerra, assinaram ainda um histórico acordo militar, que reduz a possibilidade de se produzirem choques fronteiriços entre os respectivos exércitos.

De acordo com o documento, os dois países vão suspender - a partir do dia 01 de Novembro - as respectivas manobras junto à fronteira terrestre e eliminar 11 postos militares de fronteira até ao final do ano.

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