A CONSTRUÇÃO da ponte Maputo-KaTembe decorre a um ritmo impressionante. Dia e noite, os operários estão no terreno a trabalhar. Há metas por cumprir e é preciso acertar nos prazos de entrega da obra. A robustez da construção, cada dia mais visível, denuncia a complexidade da engenharia ali aplicada.

O DESENVOLVIMENTO e a transformação do mundo só serão possíveis se prevalecer o diálogo entre as pessoas. E foi no espírito do diálogo para a construção social que os deputados de “palmo e meio” se reuniram esta semana na VI Sessão Ordinária do Parlamento Infantil, para reflectir sobre os desafios que a pequenada infanto-juvenil tem pela frente.

HÁ dias o país foi “alimentado” por surpreendentes imagens de um grupo de raparigas que, no lugar de desempenhar com zelo a sua nobre missão de agentes de recenseamento da população e habitação, optou por ir ficar nas barracas a consumir bebidas alcoólicas.

MBENGAé como se denomina o alguidar em algumas línguas bantus. Este é um instrumento de múltiplos significados para as culturas do Sul de Moçambique. Se num passado não muito distante era usada apenas nas cozinhas de chapas de zinco e macuti, nos bairros de lata da capital do país, nos últimos anos invadiu as avenidas da cidade para abastecer aos “famintos” transeuntes, estudantes e trabalhadores, que ocupam os grandes prédios e edifícios da cidade, de badjias (os tais pastéis de feijão, na língua mais afinada). É, sem dúvida, um dos registos do nosso quotidiano. Vira a esquina e lá está uma senhora, em alguns casos, ladeada por uma fogueira, a sua criança entretida com alguma brincadeira, sem contar com a que carrega ao colo, que é onde depois de moer frita as badjias. Este negócio, regra geral, está associado à venda de pão para juntar o pão à badjia. É o famoso “manhiça”. Nos últimos tempos aos cigarros também. À volta do alguidar, com certa atenção, pode-se observar as transformações que a sociedade vai sofrendo. Já há homens colocando a Mbenga entre as pernas para moer com a mesma agilidade “feminina”, a “hóstia” matinal da corrida vida da cidade. Embora a mulher ainda esteja lá, a mão que dá sabor à “badjia” é a dele. Uma mudança completa, se formos em linha de conta que no passado só elas moíam. Mas, naturalmente, cada um tem o seu alguidar, onde mistura e tritura os seus ingredientes. É neste sentido que há quem trabalha a textura e o gosto para servir em melodias e harmonias no ouvido de alguma alma, em qualquer canto do mundo. A música é mágica. Voltando às mudanças sociais. Não só os homens estão a “ocupar” espaços que outrora pertenciam às mulheres, como também está a acontecer também no sentido inverso. Deixando o almofariz de lado, as senhoras já se ocupam, por exemplo, da operacionalização das máquinas pesadas. Assim como amarram a capulana para, talvez, ir buscar pão – que vai “manhiçar” com badjia do alguidar -, de bicicleta.   

 

 

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