Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

NAMPULA, cidade capital do norte, conhecida também por “feiticeira do norte”, desperta paixões e lembranças por diversas razões para quem nela vive ou visita-a. Fica gravada para sempre em quem a visita e é motivo de admiração para os nampuleneses e não só.

O nome da cidade tem como origem o nome de um líder tradicional, M´phula. Reza a história do povo macua que ele era cruel, principalmente quando alguém fosse considerado como tendo atitude hostil à colonização portuguesa, que ele sempre prestou vassalagem forçada (?).

 Amamos a nossa cidade apesar das imperfeições, algumas das quais são atribuídas à aparente incapacidade até mesmo irracionalidade do Homem. Nos últimos anos têm ocorrido muitas mudanças. Muitas e importantes infra-estruturas habitacionais, comerciais e outras com outros fins foram e estão sendo construídas, embora na maioria dos casos sem estética e de forma desordenada, isto é, sem a observância das normas plasmadas na postura camarária. Por conseguinte, sentimo-nos profundamente orgulhosos dela.

Só que, acredito eu, não sentimos e nunca nos sentiremos orgulhosos se quem de direito não responder quando é solicitado a prestar “socorro” em situações que perigam ou apoquentam os residentes. Até porque não sou indiferente aos que buscam o bem para os outros pelo espírito crítico insistente e não pela arrogância ou hipocrisia política, muito mais quando todos os dias muitos comentários chamam-me atenção, ao confirmarem ainda algo já muito debatido e que inquieta a tantos, numa cidade como Nampula. Senão vejamos:

 Em 2012 decidiu-se colocar cancelas humanas nos passeios fora do palácio do governador provincial. Soube-se que a medida teria sido tomada pelo então governador de Nampula, Felismino Tocoli, como forma de proibir que os peões passassem neles, constituindo assim um sério risco para a sua vida, já que a decisão faz com que eles disputem espaço na estrada. Os citadinos pediram “socorro” de quem de direito, exigindo a remoção das referidas cancelas dos passeios da residência oficial do governador provincial. Felismino Tocoli acabou deixando a função sem que tivesse respondido a tal pedido. Tocoli foi substituído por Cidália Chaúque de Oliveira, da qual Nampula esperava que o seu pedido de “socorro” fosse respondido mas até hoje não aconteceu, isto é, até agora as cancelas humanas ainda não foram retiradas daqueles passeios. O silêncio das autoridades governamentais da província continua.

 Há bastante tempo que a cidade pede “socorro” para que as suas infra-estruturas que apresentam neste momento visuais nojentos ou degradados, que em nada dignificam a sua imagem, sejam renovados. Já houve promessa que não passou de uma aparente falácia das novas autoridades camarárias que tinham prometido desencadear uma campanha de pintura de imóveis. É um outro pedido de “socorro” da urbe que ainda não chegou.

 A capital do norte já pediu também “socorro” que nunca foi ouvido sobre a necessidade de os responsáveis camarários terem a consciência de que os espaços verdes ou jardins públicos evidenciam a relevância social, estética, ambiental e ecológica do património paisagístico da cidade, para que a partir daí não entreguem a sua gestão a privados ou permitam a construção de infra-estruturas que não correspondem à função de um jardim público, como está a verificar-se actualmente naquela urbe. É que hoje os melhores jardins públicos que a cidade de Nampula tinha não existem.   

Os passeios de todas as principias ruas e avenidas da cidade de Nampula ganharam outro “rosto” preocupante em consequência do aumento desordenado do comércio informal. Os praticantes dessa actividade encontram-se espalhados pelas artérias da terceira maior cidade de Moçambique, criando grandes e sérios obstáculos à circulação de transeuntes. Aliás, já exigiram a quem de direito a tomada de medidas para se inverter o actual e caótico cenário.

Creio que nunca se pediu “socorro” como nos últimos tempos pela resolução deste problema na capital do norte. Ou por outra, este é um dos grande “socorros” que neste momento os residentes da cidade de Nampula pedem e sempre pediram que paradoxalmente nunca chegou. Porém, as autoridades camarárias dizem que não podem fazer nada, pois têm explicação: o negócio constitui um dos meios de sobrevivência de muitas famílias que vivem na urbe. Sendo assim, não há razão para duvidar que os transeuntes continuarão impedidos de circular livremente, mesmo que “estejam pelos cabelos”.

O fenómeno ganhou força sem precedentes com a nova governação autárquica, que, segundo os vendedores informais, foi-lhes prometido durante a campanha eleitoral que não iriam ser perseguidos ou intimidados no exercício da sua actividade. A anarquia comercial que se regista neste momento na cidade de Nampula faz com que mesmo a banana, tomate, cebola, ananás, feijões, mandioca, roupa, vulgo “calamidade” e outras coisas sejam vendidas em locais impróprios da cidade. Enquanto o “socorro” não chega, o problema continua a condicionar a existência, por exemplo, de montes e montes de lixo nas diversas ruas e avenidas da urbe bem como a dificultar circulação de peões.

  Mouzinho de Albuquerque

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