Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

QUE o custo de vida vai apertando cada vez mais não é novidade, até porque todos vamos sentindo isso no dia-a-dia.

Agora, que daí alguém tenha que procurar refeições na tristeza dos outros, isso já não lembra ao diabo!

Há já alguns anos escrevi nestas páginas uma crónica, cujo título era precisamente “Altos Funerais”, inspirado numa história verídica contada por um amigo que, numa das suas andanças, se cruzara com um fulano a tresandar de tanto álcool consumido e a arrotar por todos os poros.

 Perguntado sobre a razão de tanta “fartura” àquela hora, o fulano, nem mais, respondeu nos seguintes termos:

- Estava num alto funeral.

Claro que a pergunta seguinte foi mesmo para saber quem afinal perdeu a vida e a resposta, pasme-se, não podia ser mais sugestiva:

- Não sei.

Eu já tinha ouvido falar de pessoas que se infiltravam nos casamentos e outros eventos festivos para comerem e beberem à farta, o que nunca me tinha passado pela cabeça é que também pudesse haver “penetras” em cerimónias de pesar, como são os falecimentos.

Pois, a história que pretendo partilhar hoje é apenas mais uma dessas, tal como a dos “altos funerais”.

Eis que, um outro fulano se fez presente em casa de uma família enlutada.

Comeu e bebeu, à grande e à francesa, como sói dizer-se, e já no respaldo, enquanto palitava, soltou as seguintes palavras:

- Isto sim, é um falecimento, não é como aquele da família...

Escusado dizer que ao fazer tal comparação estava a dizer que era sua forma de estar, andar nas cerimónias fúnebres, tão somente para satisfazer os seus apetites, longe de qualquer intenção de prestar e/ou emprestar a sua solidariedade pelos infortúnios das pessoas.

Ocorrem-me, chegado aqui, as palavras de D. Dinis Sengulane que, certa vez, a propósito destas coisas, veio a terreiro defender que era chegada a hora de pararmos de transformar funerais em festas nas quais as pessoas estão realmente mais para conviver, beber e comer do que para chorar pela memória de um ente querido.

Pior, digo eu, quando se trata de pessoas alheias à família.

Hoje, quando alguém tem um falecimento, uma das maiores dores de cabeça, à parte a perda do seu ente querido, é realmente saber como reunir mantimentos suficientes para satisfazer os apetites de todas as pessoas, entre as quais burlões desavergonhados que vão acampar em sua casa, geralmente por muitos dias.

Eliseu Bento

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