Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

TERMINOU por enquanto o calvário a que os veículos, qualquer que fosse o porte, eram sujeitos na Avenida de Angola, ali no entroncamento com a Avenida Joaquim Chissano.

No local, passa uma vala de drenagem que vai despejar águas na vala principal da Joaquim Chissano, que a leva até à zona da 2M no Jardim.

Então é necessário que o local por onde passa a valeta se faça uma espécie de piso para carros, feito de protectores metálicos, de modo a permitir a passagem normal de veículos pela via.

Durante muito tempo se estabeleceu ali uma luta titânica entre o Município de Maputo e vândalos que vandalizam aquela estrutura que faz o piso na Avenida de Angola. O que acontecia era que a estrutura metálica era montada pelo município e no dia seguinte a mesma era desmontada pelos vândalos e voltava-se à estaca zero.

No outro dia viam-se serralheiros a montarem a estrutura e poucos dias depois tudo voltava à mesma. Carros deslizando a zero quilómetros para passar por aquela zona, onde a estrutura era sempre desmontada, deixando então uma vala sem protectores no seu piso. Assim era complicado andar por ali. Criava um grande desconforto.

A situação ganhava contornos mais preocupantes nas horas de ponta com aquele não-andar deslizante junto a verdadeiras covas na valeta, que amontoavam carros, que chegavam a fazer mais de um quilómetro pela via fora, chegando até ao mercado de “Mazambane”.

Era um arranca-pára e veja onde põe os pneus do carro e mesmo assim, depois este caía na valeta com estrondo ensurdecedor e incómodo até atravessar a zona e tomar outra que desse para andar.

Nas horas mortas, reportavam-se assaltos na zona. Onde jovens se concentravam no local “onde quase não se andava” e assaltavam numa boa os automobilistas incautos, com portas destrancadas ou com janelas semi-abertas e punham-se a fugir dali pela estrada fora.

Este fim-de-semana, segundo soubemos, um grupo de empresários da zona, caridosos e beneficentes, porque também sofriam com aquela situação, pôs mãos à obra e refez as estruturas metálicas em falta na zona, sem esperar pelo município, que já não queria saber daquilo!

Foi um regalo passar por ali esta semana sem os habituais engarrafamentos e sem os “gulho-gulho” habituais ao bater na valeta para passar. Foi uma surpresa chegar ali, esperar apenas pela abertura do semáforo e andar, sem ter que escolher o lado da estrada por onde bater.

Os automobilistas têm muito a agradecer aos empresários pela ideia que tiveram e pelo trabalho feito para minorar a situação ali criada. Têm muito a agradecer e também chamar atenção dos vândalos de que está-se atento às suas manobras de esburacar a estrada por onde todos circulam.

Vandalizam a via só para venderem num sucateiro de ferro as estruturas metálicas ali colocadas, por poucas moedas, deixando as pessoas sofrendo dias após dias. Que grau de cidadania é esse em que não se respeita a coisa pública e o que serve a quase todos os cidadãos e pelo contrário, impõe-se ao colectivo o individualismo do ganha pouco.

Alfredo Dacala-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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