Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O TÍTULO é inspirado num episódio triste que aconteceu em Nampula.

Antes de contar o episódio, quero dizer que na catequese que frequentei na missão católica de Nataleia, aprendi que na vida real, a morte sempre foi um momento muito respeitado e de que todos vamos morrer, é um facto indesmentível.

Há dias, um meu vizinho faleceu num hospital da cidade de Maputo, tendo o seu corpo sido transladado para cidade de Nampula, onde vivia e deveria ser enterrado.

No dia marcado para o enterro, familiares, amigos e vizinhos concentraram-se logo às primeiras horas da manhã, na residência do malogrado, situada no bairro de Napipine.

O cadáver chegou à residência do malogrado saído da morgue do Hospital Central de Nampula.

Todos os preceitos tradicionais em memória e dignificação dos mortos que devem ser feitos em actos fúnebres foram respeitados com rigor. As orações foram também feitas para o merecimento da “salvação celestial” do finado.

Entretanto, quando se pensava que tudo estava preparado para a realização de um enterro condigno, como estava previsto, no cemitério da faina, eis que de repente os familiares do malogrado e da sua esposa, que falecera duas semanas antes dele, começaram a disputar o cadáver.

Tal situação foi motivada pelo facto de alguns quererem a realização do enterro na sua terra natal, algures na Zambézia, e outros, no cemitério da faina, onde jazem os restos mortais da sua esposa, que conforme está dito, faleceu duas semanas antes do seu marido.

Gerou-se um cenário de total confusão, mesmo com os insistentes pedidos de amigos e outros presentes no velório, para respeito ao morto. Os ânimos estavam exaltados.

No meio de discussões e choros, o filho mais velho do falecido pediu aos familiares do seu pai, para que respeitassem o corpo do seu pai deixassem que fosse sepultado no cemitério onde se encontra enterrada a mãe, no cemitério da faina, para facilitar as visitas aos túmulos dos seus ente queridos, como forma de demonstração de saudade, respeito e carinho, o que não foi aceite.

Aconselhados pelos amigos e vizinhos, em honra do finado, os familiares da esposa e os órfãos decidiram deixar que o corpo fosse levado para a província da Zambézia. Foi assim, que a triste e vergonhosa disputa terminou.

É evidente que muita gente ficou chocada com a atitude na hora de despedida do morto. Foi opinião generalizada que o mal é de a sociedade moçambicana ter perdido respeito pelos defuntos.

De facto, o que se tem vindo a assistir é também a perda de consciência de que mesmo os cemitérios são locais sagrados que devem merecer todo o nosso respeito. Hoje em dia muitas pessoas, por terem perdido esse respeito, quando vão a esses locais apresentam-se de forma indigna. Pelo menos na cidade de Nampula, alguns cemitérios viraram espaços para brincadeiras, mesmo de crianças. Respeitemos os mortos.

Normal 0 false false false EN-US X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Table Normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0in 5.4pt 0in 5.4pt; mso-para-margin:0in; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-fareast-font-family:Calibri;} Mouzinho de Albuquerque

Sábados

CLICKADAS

...

OS problemas, enquanto vivos, sempre estarão presentes. Obviamente ...

TEMA DE ...

SEMPRE que se pensa em ir à busca de um serviço ...

Conselho de administração

Presidente: Bento Baloi

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

Siga-nos

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction