Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A CONVERSA girava em torno da poupança. Um grupo de amigos, bebericando à porta de um “botle-store”, partilhava experiências de como contornar a situação da crise, nos dias que correm.

Um dizia que morava numa zona onde o preço da água era muito mais alto do que o da energia eléctrica. Como solução teve que efectuar cortes drásticos no seu orçamento familiar.

Um outro afirmava que mais de uma dezena de produtos deixaram de constar da sua lista mensal, há quase um ano. “Lá em casa aprendemos a ter um pequeno almoço sem chouriço, salsichas, palone ou vorse”. Afirmava sem acanhamento.

O terceiro falava que as hortaliças caseiras passaram a ocupar maior espaço na nossa cadeia alimentar. Algumas frutas e legumes são produzidos dentro do quintal. E mesmo assim, os furos do cinto que lhe apertavam a já fina cintura, não o deixavam respirar tranquilo. Estava a preparar-se para, impor em casa, um hábito que alguns já praticavam  por tradição ou orientação religiosa.

Foi quando, o quarto elemento do grupo, recordou, aquela palestra, sobejamente conhecida, dum pastor brasileiro que, no meio do culto aproveitou dar uma breve aula de educação sanitária. E pegou no exemplo do papel higiênico que a civilização urbana nos ensinou a idolatrar, como instrumento de limpeza corporal.

Vamos supor que você acordou cedo e decidiu dar umas voltas, descalço, pelo seu quintal. Sem querer pisa numa coisa mole parecida com estrume. E descobre que é mesmo excremento humano. Uns meninos mal-educados entenderam sujar o seu terreno. O que você faz?

Obviamente que vai logo à torneira mais próxima para lavar cuidadosamente com água e sabão, não só o pé sujo, mas os dois pés.

Numa outra ocasião, no mesmo jardim da sua casa, ao cuidar plantas rasteiras, pega com as mãos, num entulho macio. E o cheiro denuncia que são fezes humanas. E o procedimento será o mesmo. Você deixa tudo e vai lavar as mãos com água e sabão até deixar de sentir o odor dos excrementos.

A experiência diz que em nenhuma destas ocasiões a gente recorre ao papel higiênico. Pontualmente tratamos de lavar com água e detergente. Mas, infelizmente, depois das necessidades maiores, nunca nos lembramos de lavar com água e desinfectante. Preferimos limpar, despreocupadamente, com duas tiras de papel higiênico e prontos, vamos à vida! Até parece que aquilo que nos pertence é mais repugnante que o excremento alheio.

E em jeito de remate o quarto elemento do grupo concluía: Doravante, o papel higiénico em minha casa, passa a ser produto supérfluo. Não é importante. Será eliminado!

Forte abraço de Sauzande Jeque

 

Sauzande Jeque

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