Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

É isso mesmo. Não pode e nem deve haver dúvidas. É absolutamente inquestionável dizer que os 200 anos de elevação da Ilha de Moiçambique à categoria de cidade, comemorados na passada segunda-feira, 17 de Setembro, encerram uma diversidade de histórias que marcaram a existência do nosso país.

Só pode discordar da nossa opinião, quem, por ventura, não dá a importância e sobretudo o valor da nossa história e cultura seculares, construídas com sacrifício, ao longo dos 500 anos da dominação estrangeira, tal como aqueles que em 2004 roubaram alguns objectos valiosos constituídos de ferro expostos em vários monumentos e lugares históricos da Ilha de Moçambique, para venderem a compradores de sucata.

Enveredar por essas atitudes repreensíveis, é sem margem de dúvida, tentar destruir o valor da história secular de um povo com uma identidade histórico-cultural própria e indestrutível, como moçambicano.

Queremos acreditar que nas festividades dos 200 anos ninguém terá participado tendo essas intenções malévolas, mas sim, imbuídos no único objectivo de exaltar o papel da primeira capital de Moçambique na continuação da identificação e preservação do nosso património histórico e cultural, como um povo que foi subjugado por um regime opressor e que deixou marcas indeléveis da sua actuação.

Aliás, foi muito interessante e prestigiante, ver e assistir, sobretudo na vertente cultural, a exibição de cantos e danças de todo país, reforçando-se assim, o espírito de prática e valorização de todo o mosaico cultural da nação una e indivisível.

A Ilha de Moçambique deve continuar a desempenhar um papel fundamental para esse reforço. Não é por acaso que foi proclamada pela UNESCO, na reunião da Tunísia, em 1991, património mundial da humanidade, reconhecimento que há muito que era esperado.

Não é o caso também que tal proclamação há muito era esperada. É que, na realidade, depois da declaração da UNESCO, notou-se a evolução de intervenções, particularmente no que diz respeito à restauração dos edifícios em estado avançado de degradação, tais são os casos da ponte que dá acesso à parte insular, Fortaleza de São Sebastião, Museu de História e outros edifícios que se encontravam em estado avançado de deterioração.   

O que é preciso sublinhar aqui, é o facto de o mais importante e essencial na celebração da efeméride ter sido reforçada, mais do que nunca, a nossa consciência como moçambicanos, sobre a necessidade imperiosa de preservar e valorizar aquele património cultural, tal como sublinhou o Presidente da República, Filipe Nyusi.

Até porque foi salutar ouvir da boca dos próprios ilhéus, durante a celebração do bicentenário, afirmarem que fizeram dos festejos um momento de reflexão profunda sobre a necessidade de se continuar a preservar aquele património mundial da humanidade.

Parabéns Ilha de Moçambique, que continue a ser o património que nos une e orgulha para sempre!

 

Mouzinho de Albuquerque

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