Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O ALERTA não é novo. Mas é sempre bom fazê-lo, para despertar atenção a quem de direito, quanto ao papel fundamental do professor numa sociedade.

Pessoalmente, defino o professor como um didacta, um mestre, um instrutor, aquele que ensina, instrui a sociedade. Aquele que forma o Homem para o domínio da ciência e da tecnologia.

Mas porquê todo este palavreado? É simples: estamos em Outubro – o mês do professor. No passado dia cinco, assinalou-se o Dia Mundial do Professor, data instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em 1994, como forma de homenagear a todos os que contribuem para o ensino e educação da sociedade.

Hoje, 12 de Outubro, assinala-se em todo o território nacional o Dia Nacional do Professor. Trata-se de uma data criada em 1981, em resposta a uma recomendação da Organização Internacional dos Trabalhadores (OIT), como forma de valorizar o trabalho realizado por estes profissionais, mormente no que diz respeito à educação e formação da sociedade.

Em Moçambique, não sei muito bem o que acontece noutros países, é preciso ser muito bravo para abraçar esta profissão. Primeiro, porque não é daqueles ofícios que garante, no final das contas, alguma riqueza, para além do simples orgulho de ser educador. Mas também, um orgulho sem proveito, diga-se em abono da verdade, sobretudo se se tiver em conta que o Professor moçambicano é, regra geral, conotado com ideais mirabolantes e, de certo modo, ofensivos à sociedade que ele próprio educa. Em Moçambique, o professor é visto como comerciante de notas para a transição de classe; cobra alvíssaras aos pais e encarregados de educação para ingressos nos diferentes níveis de ensino, está ligado ao assédio sexual às alunas, o que termina, não raras vezes, em gravidezes e até na contracção de doenças como o HIV/SIDA, entre outras práticas que minam a qualidade de ensino e comprometem todo o processo de desenvolvimento sócio – económico do país.

O professor encontra justificação para estas práticas, não sei se na miséria do seu salário ou no seu salário de miséria, na falta de progressão na carreira, na falta de contratos, para muitos deles, no exercício da actividade em condições extremamente precárias. Há professores que continuam a leccionar debaixo das árvores, outros em salas sem carteiras, sem o quadro e o giz, enfim, desafios cuja solução não se vislumbra para breve.

Não obstante os desafios aqui mencionados e outros omissos, admira-me a solidariedade da classe. Os professores vão festejar hoje e/ou amanhã, pela medida grande, a passagem dos 37 anos da criação da sua organização (ONP). Passei por isto também quando era professor.

Nas escolas irão decorrer vários actos alusivos à efeméride, incluindo convívios com “comes e bebes” e danças à mistura. Eis a consolação do professor.

Era desejável e salutar, quanto a mim, que o 12 de Outubro fosse aquela data que promovesse, efectivamente, a todos aqueles que escolheram o ensino como forma de vida e que dedicam o seu dia-a-dia a instruir crianças, jovens e adultos.

Esta profissão merece a dignidade e tem a sua importância na sociedade, pois, integra os verdadeiros construtores de pessoas. Sou solidário para com a causa desta classe profissional e sempre considerei o professor como pilar da sociedade.

Salomão Muiambo-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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