Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

Entre Aspas: As eleições autárquicas e as “certezas” das de sempre… (2) - Marcelino Silva

 

É uma situação caricata de ver indivíduos que se vestem de títulos académicos ignorarem a linguagem dos números ao ponto de em manchetes de jornais, em espaços nobres nas televisões, afirmarem afanosamente que o que os números dizem não é a verdade. Se o que dizem estes ilustres fosse dito por um qualquer não surpreenderia, porque viria de um indivíduo incapaz de fazer a análise de um facto por todos assimilados.

O que é bom em países como o nosso, onde existe a liberdade de expressão - base para que os cidadãos tenham acesso a vários e diversificados menus de informação, é que é fácil saber, através deste ou daquele jornal, daquela ou doutra televisão ou estação de rádio, qual a realidade em termos de números do processo eleitoral.

É uma situação deveras esquisita que deve ser enquadrada num plano mais alargado, mas de realização no curto prazo. Sim, porque como se sabe, as próximas eleições, presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais, são “daqui a nada”. Outubro do próximo ano. Dito isto, gostaria de partilhar a minha percepção sobre as possíveis razões da batalha pela “vitória” da Renamo nas últimas eleições.

Creio que estamos a assistir a uma estratégia deliberada de desinformação visando confundir a opinião pública. Isto numa primeira fase. A segunda fase dessa mesma estratégia integrará dois componentes: 1) a continuação da tentativa de descredibilização dos órgãos eleitorais e do Conselho Constitucional; 2) aprofundar a campanha de descredibilização da Frelimo e seu Governo; e 3) aprofundar a glorificação e endeusamento à Renamo apresentando-a como salvadora que faltava em Moçambique.

A estratégia inclui ainda as seguintes acções, que poderão preencher os próximos episódios de uma novela que não é na verdade nova:

  • aculturação dos eleitores para a desacreditação das estruturas de administração eleitoral;
  • aumento das doses de propaganda visando vilipendiar e desacreditar o peso legal das decisões do Conselho Constitucional;
  • aumento das doses de propaganda visando a “perpetuação” da ideia de que a Frelimo não ganha justamente as eleições;
  • preparação dos eleitores para virarem “as costas” à Frelimo;
  • criar dúvidas no eleitor, levando-o, primeiro, à indecisão e depois a “inclinar-se” para o candidato preferido dos promotores da “vitória” da Renamo;
  • continuação da propagação da ideia de que no país não se pratica a democracia, levando a que potenciais investidores desistam de investir no país;
  • finalmente, instalar no país uma situação de caos que propicie actos que conduzam à ingovernabilidade, oportunidade que pode ser aproveitada para clamar por “socorro) - de quem? Dos mesmos financiadores e promotores das organizações protestantes…

 

Poderão, alguns leitores, perguntarem-se: com que bases o autor deste texto chega a essas conclusões. A tentativa de resposta segue no próximo capítulo.

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