Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

PERCEPCOES: Cães vadios  (Salomão Muiambo-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

OS bairros periféricos das cidades de Maputo e Matola, não todos, claro, estão infestados de animais vadios, sobretudo cães, o que representa graves riscos para a população. Uma simples mordidela por estes animais pode ser fatal, conduzindo a vítima à morte.

Não irei a fundo desta questão para não me meter em encrencas com indivíduos e organizações defensoras de animais. Estes que, salvo melhor entendimento, deveriam estar na vanguarda de campanhas de sensibilização da população sobre o perigo da circulação destes animais sem nenhum controlo.

Cães e gatos comandam as ruas dos bairros, sobretudo no período nocturno, um perigo agravado pela falta de iluminação pública. Alguém circula às cegas e de repente confronta-se com estes bichos, que lhe causam susto se distraído.

Em tempos, não sou saudosista, não, promoviam-se campanhas para a recolha de cães e gatos vadios, que eram levados para canis municipais, até serem reclamados pelos donos, se estes existissem. Infelizmente esses tempos já passaram, devastados como se fossem uma praga.

Os tempos são outros, sim, mas é preciso que os municípios façam algo que impeça a proliferação destes animais disseminadores da raiva. A raiva, como sabemos, é uma doença provocada por um vírus que ataca os carnívoros, especialmente cães e gatos e que se transmite ao Homem por mordedura destes. E se os animais não forem vacinados tal mordedura pode provocar a morte.

Acredito, porém, na existência de uma postura camarária que regula a circulação de cães e gatos pelas ruas e até de outros animais, diria, errantes, mas deve faltar, não digo meios, mas vontade de fazer cumprir tal regulamento.

Muito recentemente testemunhei um episódio triste num desses bairros. Um cão que deambulava pelas ruas, depois de muito correr, fugindo à perseguição e pedradas da criançada, encolheu-se num beco sem saída. A rapaziada continuou a descarregar paus e pedras sobre o pobre animal, com tanta raiva quanto ela possuía. Saturado da opressão e com a mesma raiva da rapaziada o cão partiu em perseguição a um dos opressores - passe a palavra - tendo o atingido com certa gravidade numa das nádegas. Não soube depois qual terá sido a sorte do referido moço, se não que foi levado de emergência para os serviços de urgência.

Como disse antes, não gostaria de ir a fundo desta questão para não provocar indignação no seio dos defensores de animais. Mas uma coisa é certa: é preciso que estes bichos sejam tratados como vadios e, como tal, recolhidos, tal como acontecia no passado. Eles são um perigo à saúde pública pelas mordeduras, pelos resíduos e excrementos que espalham pelas ruas. Aliás, as pessoas necessitam também de circular sem o terror destes animais errantes.

Acredito que se cada um de nós controlar o seu gato e o cão - aliás, dois grandes amigos do Homem - mantendo-os vedados, alimentando-os como deve ser e acondicionando correctamente os resíduos então mais cedo do que nunca eliminaríamos a existência destes animais vadios e contribuiríamos para acabar com a raiva nos nossos bairros.

É que tal como o menino que caiu na raiva daquele cão vadio, quantos outros, até inocentes, são alvos destes bichos? E atenção que as vítimas não são só crianças, até adultos são encontrados de surpresa por estes bichanos.

Até para a semana.

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