Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

Entre Aspas: Comunicação social na construção da democracia (1)  (Marcelino Silva)

 

A CRIAÇÃO das democracias pelo mundo fora tem como um dos pilares-base uma comunicação social agressiva e actuante no sentido positivo. Positivo na perspectiva de que as suas (da comunicação social) observações, as suas críticas, são uma espécie de termómetro que indica o caminho que deve ser trilhado para se chegar ao destino. Outro dos pilares da democracia é uma legislação que promova a defesa dos direitos dos cidadãos e os direitos humanos, em geral. Uma legislação que deixe claro que todo o cidadão de um país democrático está abaixo da lei. Uma legislação que deixe claro que “não importa o quão alto o indivíduo esteja em termos de posição social, a lei estará sempre acima desse indivíduo.

Os processos democráticos são realizados por diferentes actores numa determinada sociedade, sempre na linha de que são os povos quem de facto governa, através dos seus representantes, os deputados. Representantes esses que devem sempre ser eleitos por voto popular secreto. Os actores concorrentes ao poder político podem ser originários dos partidos políticos que se apresentam individualmente ou em grupos de partidos políticos, das organizações sociais, tais como grupos de cidadãos organizados em associações reconhecidas por lei, grupos integrados nas chamadas organizações da sociedade civil, entre outros grupos.

Em geral, os concorrentes ao poder político numa determinada sociedade apresentam-se a essa concorrência movidos por interesses nem sempre convergentes. Tanto do ponto de vista ideológico assim como do ponto de vista de interesses, financeiro, económico, religioso, e até do ponto de vista étnico/tribal, como se assiste em alguns pontos pelo mundo fora, com consequências verdadeiramente nefastas.

Como é bom de ver a diversidade de posicionamento político dos concorrentes ao poder político! Arrasta consigo, como é natural, franjas de simpatizantes e apoiantes. E serão estes simpatizantes e apoiantes que terão ou não, na hora das campanhas de mobilização dos votantes, a força para influenciar o eleitorado. Do sucesso da ‘magistratura’ de influência realizada pelos grupos de apoiantes dependerá o resultado a alcançar nas mesas de voto.

Qualquer causa, todas as ‘empreitadas’ acabam sendo objecto de atenção dos media. Algumas vezes por mera curiosidade de pretender compreender o quanto o projecto, a iniciativa carregam consigo uma mensagem de seriedade. E a mensuração é feita através de escrutinação dos objectivos dos proponentes. Dependendo do resultado do ‘escrutínio’, a comunicação social – ou parte dela, pode desempenhar um papel crucial na ‘certificação do produto’ proposto, e, desta forma tornar-se aliado deste ou daquele outro grupo.Como se sabe, os meios de comunicação social são a principal fonte de informação dos cidadãos sobre o que se passa no seu seio e sobre o que o ocorre no país e no mundo social. Por outro lado, a comunicação social serve como principal canal de difusão dos discursos contendo as propostas dos concorrentes ao poder político.

A situação em Moçambique, neste campo, não difere muito daquela que ocorre em praticamente todo o mundo. Os concorrentes ao poder político, económico e de outra natureza têm na comunicação social um aliado de peso para a prossecução dos seus objectivos. A profusão de organizações com diferentes visões e diferentes objectivos serve também de catalisadores e promotores de opiniões diversas dos outros concorrentes. Especialmente das do partido da posição, a Frelimo.

Realizados os pleitos, conhecidos os resultados e, naturalmente os vencedores e os vencidos, os actores no processo aprestam-se a fazer as necessárias avaliações quanto a sua participação. Por um lado para aferir o nível da eficiência ou de deficiência que terá caracterizado a sua participação; por outro para avaliar o papel desempenhados por instituições que directa ou indirectamente estiveram envolvidos no processo. Tem sido assim também em Moçambique. Foi assim também após as últimas eleições autárquicas de Outubro passado.

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