TIMBILANDO: Violações repugnantes (Alfredo Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

POR mera coincidência, no passado domingo, dois órgãos de comunicação social trouxeram em destaque e à baila um tema que tem estado a incomodar meio mundo e de modo particular, a sociedade moçambicana. Trata-se do tema das violações sexuais, tanto à crianças, raparigas, como a mulheres adultas.

Estes casos têm de facto estado a alarmar a sociedade nos últimos dias, mas eles vêm de longe. Há poucos dias, soubemos de violações sexuais que culminaram com mortes em bairros como Zona Verde, T-3 e Ndlavela, e que os habitantes desses locais afirmam que são recorrentes. Como poucos ou nenhuns têm a devida punição então a situação anima os prevaricadores.

Um semanário e uma estação televisiva, no seu tema da semana, cada um à sua maneira, trouxeram este tópico com episódios e dados estatísticos sobre a sua prevalência e tratamento.

O semanário refere que no ano passado, o Departamento de Atendimento à Família e Menores Vítima de Violência registou 1186 casos deste género e que continuam a ocorrer. Este número é de registo, sabendo-se que há vários casos que não são registados por não chegarem às autoridades, por várias razões. Ou por vergonha das vítimas, ou por silêncio delas e das famílias, ou porque foram ameaçadas ou ainda a vítima não sabe a quem recorrer em casos destes, pois a família parece alhear-se à essas situações e culpabiliza a vítima.

Dos casos revelados, uma parte terminou com contaminação de HIV pelas vítimas que hoje carregam a doença, que como se sabe não tem cura, e tem também as sequelas da violação que deixou marcas físicas como psicológicas. Tudo isto é chocante.

A estação televisiva relatou vários casos ocorridos no distrito de Marracuene, província de Maputo, onde diz que ocorrem 40 casos destes por mês e contou o caso duma violação de menor com consentimento e envolvimento da mãe da vítima. O agressor é o padrasto desta. Tanto ele como a mãe estão nos calabouços e aguardam julgamento. A menor tem 12 anos de idade e foi recolhida para um infantário com traumas de âmbito psicológico.

Também foi relatado o caso de um outro “predador” no Intaka, detido por violar uma criança de colo, sua neta.

Podíamos nos alongar com esses episódios, que muitos culminam com a morte, como referimos, pois os violadores matam as vítimas com medo de serem descobertos. Depois ou a vítima se suicida por pensar que não vale a pena viver, ou ainda, esta conserva traumas psicológicos ou mesmos físicos.

O que aconteceu a esta sociedade que já não sabe separar o que é mau do que é bom? O que aconteceu a ela para tanto comportamento indecente e desviante, para este modo de ser, para este mau carácter, para estes maus comportamentos?

Pensamos que o que mudou está mesmo na própria sociedade. Já não se valoriza os bons comportamentos, os bons costumes, as boas regras. Já não há nada que seja tabu. Os adultos já não chamam atenção às crianças pelos maus comportamentos, pelo contrário, eles próprios agem duma maneira censurável, que é apreendida pelos menores. Já não se age moralmente, pelo contrário, age-se imoralmente. Os adultos já não sentam com as suas crianças dando um pouco de educação moral. Já não se ensina pelo exemplo. Deixam tudo para as igrejas, muitas delas também preocupadas com as peneiras de dízimos.

Não conseguimos construir, como os nossos pais e avós fizeram, as bases que vão guiar as crianças no futuro, que vão guiar a sua conduta como homens, determinando-lhes o carácter, o altruísmo e as virtudes, ensinando-lhes a melhor forma de agir e de se comportar em sociedade. Não possuindo esses valores desde cedo, agem e se comportam em sociedade de maneira mais ignóbil possível.

Por isso tudo, temos aqui gente a comportar-se abaixo de cão, sem dignidade nenhuma, pelo contrário, agindo contra a própria sociedade, com comportamentos fora de comum. Estamos a criar nas nossas casas, verdadeiros psicopatas. Tudo isso é chocante.

 

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