DIALOGANDO: O sair de cabeça erguida…  (MOUZINHO DE ALBUQUERQUE)

 

QUEM nunca pensou numa demissão na vida profissional ou no exercício de uma função de chefia no sector público ou privado quando chega a sua vez diz, de forma vigorosa e convicta, que sai de cabeça erguida e com a sensação de dever cumprido. Que deu tudo o que podia e sabia. Pelo menos é isso que se tem ouvido dizer no nosso país.

 É óbvio que as reacções das pessoas que são demitidas das suas funções podem ser várias mas, independentemente disso, os que têm deixado funções por vários motivos ou na condição de demitidos têm dificuldades em assumir também aquilo que constituiu o seu fracasso ou erro no desempenho da sua função porque, aparentemente, não querem dizer a verdade perante a sociedade a quem tudo prometeram fazer para melhor servi-la, e limitam-se a dizer que saem de cabeça erguida.

Essas atitudes tornam-se mais preocupantes quando essas pessoas, mesmo reconhecendo e admitindo as falhas que cometeram como dirigentes ou mesmo metas não alcançadas durante o desempenho da sua função, insistem nisso, isto é, em dizer que saem de cabeça erguida, achando que estão certas e as outras é que estão erradas. Que hipocrisia?

Deve-se acreditar que, por exemplo, no processo da governação municipal surgem, por vezes, “aventuras” destrutivas protagonizadas por alguns responsáveis que chegam a conduzir a becos sem saída, expondo-se a si próprios ao perigo de incorrerem nuns malefícios que podem prejudicar esse processo, tal como terá acontecido na autarquia da cidade de Nampula.

Obviamente que esses não saem de cabeça erguida, mas sim, cabisbaixo, ou melhor dizendo, saem pior do que o esperado deles. Por isso, terá sido com indignação que os munícipes da cidade de Nampula ouviram, por exemplo, da boca do presidente da Assembleia municipal cessante, do MDM, Américo Iemenle, a dizer na cerimónia de tomada de posse do seu sucessor da Renamo, Tertuliano Juma, que sai de cabeça erguida por ter dado a sua contribuição na resolução dos problemas da urbe.

Américo Iemenle já foi presidente interino do Conselho Municipal da Cidade de Nampula depois da morte do edil, Mahamudo Amurane.

E a percepção que se tem, em função dos vários e graves problemas que surgiram durante o tempo em que esteve no cargo, é de que ele não terá sido bom exemplo em matérias de gestão autárquica. E porque não terá servido, como titular do órgão autárquico, com transparência o interesse público, surgiram, como por exemplo, muitas construções, sobretudo de estabelecimentos comerciais em locais impróprios, violando postura camarária da cidade de Nampula.

É uma situação que vem sendo constatada pelos munícipes que esperam que os novos órgãos do Conselho Autárquico de Nampula, recentemente empossados, venham a inverter o cenário triste de gestão municipal que se vive nesta cidade. Se bem que o tempo é demasiado precioso para não aproveitarmos, então, espera-se que igualmente esses órgãos aproveitem o máximo dos próximos cinco anos do seu mandato, tomando iniciativas ousadas para o bem do município. 

Dissemos ousadas porque na situação em que se encontra a cidade de Nampula, em termos da proliferação de construções desordenadas exige “coragem” e determinação, porque transparece que os actuais gestores da edilidade não estão a conseguir corrigir esse problema que se acredita, como está dito, que o seu surgimento tenha a ver com aparente ganância pelo dinheiro dos antigos gestores da autarquia.

Contudo, é nossa esperança de que Paulo Vahanle, edil de Nampula, cumpra o seu mandato com eficiência e, sobretudo, responsabilidade, impondo ordem e disciplina na construção de infra-estruturas, no exercício de comércio informal, bem como melhorando o processo de remoção dos resíduos sólidos, as condições de circulação nas vias de acesso da periferia e noutras áreas, para que de facto, no fim saia de cabeça erguida.

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