PERCEPÇÕES: Deus não cria partidos  (Salomão MuiamboEste endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

 

ANDA aí um sujeito, de igreja em igreja, vestido a político, apregoando aos crentes como pessoa de quem se espera, ansiosamente, para salvar a humanidade de todos os males que a enfermam. Messias - o Salvador.

Sem rodeios, afirma-se militante de um certo partido político e diz que esse partido foi criado por Deus para o bem-estar dos moçambicanos. Esse partido pertence a Deus e Deus é esse mesmo partido.

Atónitos, os crentes de uma das igrejas visitadas acompanhavam, atentamente, os pecados desse sujeito ao evocar em vão o nome de Deus. Acredito até que se interrogavam por que razão precisaria o Deus de criar um partido político, sendo ele omnipotente e omnipresente? Coitados dos crentes vítimas da trapaça daquele sujeito.

É verdade que o país acaba de acolher as quintas eleições locais e, em breve, acolherá as sextas eleições gerais e os políticos precisam de se preparar, devidamente, para vence-las. Todavia, não acho correcto que a vitória seja à custa da trapaça e da mentira e, mais grave ainda, da evocação barata do nome de Deus. Deus não cria partidos políticos. Deus criou o Homem e a Terra.

Os políticos precisam de mostrar serviço para vencer as eleições. Precisam de estar em permanente contacto com os eleitores, identificar e viver, na plenitude, os seus problemas, desenhar possíveis soluções para que, chegada a hora da votação, não haja dúvidas nas suas escolhas.

Acompanhei, num passado não muito distante, campanhas de propaganda eleitoral em que um dos candidatos a certo cargo político prometia, sem arrependimentos, o paraíso a todos quantos o elegessem titular do órgão. Acredito que tal sujeito não sabe sequer o caminho a seguir para se alcançar tal paraíso e o que é isso de paraíso. No seu semblante notava-se, facilmente, tratar-se de um político vigarista, mentiroso, burlão e que mais nada merecia se não a medida de coação máxima (que me perdoem os juristas pela usurpação desta figura) que seria, no caso, o “não” ao seu pedido de voto de todos a quem ele procurava aldrabar.

É que se ele mente, descaradamente, antes de chegar ao posto que pretende, o que será deste sujeito assim que alcançar o poleiro?

Voltando ao político que anda de igreja em igreja apregoando que o seu partido é de Deus e que Deus é o seu partido, seria bom que ele abandonasse essa pregação, porque esse mesmo Deus, a quem ele evoca em vão, está atento às suas falsidades e em tempo oportuno o castigará pelos pecados que comete.

Até porque ao invés de pregar falsidades aos crentes, porque não pregá-las em outras freguesias, como seja em reuniões lá do seu partido, muito longe da igreja?

Que ele deixe a igreja para os crentes, porque a persistir na sua caminhada falaciosa de aldrabar os fiéis evocando, em vão, o Divino Protector, a sua sentença será máxima: Queima no Reino dos Céus.

Até para semana!

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