Limpopo: Ndindiza, cresça e apareça!  ( César Langa-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

 

NDINDIZAficou capital distrital do Chibubo, a Norte da província de Gaza, depois que foram transferidos os seus principais serviços administrativos de Saúte para este ponto. Até finais do ano passado, o seu Administrador era Benedito Buzi, carinhosamente tratado por Vovô Buzi. Pela sua metodologia de gestão, a par de um Secretário Permanente, Jaime Mugabe, bastante activo, o Administrador Benedito Buzi foi eleito várias vezes melhor administrador da província de Gaza.

Esta dupla, que geria um distrito com mais cabeças de gado bovino do que pessoas, quando se deparou com problemas dafalta de chuva e mais de 23 mil cabeças em risco de vida, introduziu a cultura de cacto, uma planta resiliente e com muita água, para alimentar os animais. Pude testemunhar esta e outras acções levadas a cabo, neste distrito, até à altura em que “Vovô Buzi” cedeu o seu cargo, interinamente para o Dr. Eceu Muianga e depois este trocou-se com Artur Macamo, que passou para Chigubo e Muianga para Chókwè.

Mas o assunto que trago hoje é anterior aos dois administradores que passaram depois de Benedito Buzi e por isso penso que poderá ser um dos desafios, e neste caso para o actual. Trata-se da área de transporte, na qual Ndindiza faz ligação principal com a sede distrital do Chókwè, principal provedora de diversos serviços ao distrito de Chigubo.

O que acontece é que os transportadores semi-colectivos que operam nesta rota são geridos e fiscalizados pela Associação dos Transportadores Rodoviários de Gaza (ASTROGAZA) e pagam as suas quotas à comissão de Chókwè. E é aqui onde tudo começa, porque os moradores de Ndindiza exigem que parte do valor das taxas cobradas aos operadores também caia nos cofres do distrito, alegadamente porque Chókwè opera-se no seu território e não se deixa benefícios.

Por duas ou mais vezes ouvi esta reclamação nas visitas feitas pela governadora de Gaza ao distrito de Chigubo, nas suas conversas com as populações, mas a forma como a colocação era feita deixava-me sem perceber a origem desta aparente injustiça. Entretanto, depois obtive explicação que deixou por terra todo o meu sentimento de pena e compaixão pela população de Ndindiza.

O que acontece é que a ASTROGAZA estabeleceu, como princípio, que cada distrito tenha algumas unidades circulantes a operarem, para se tornarem membros da associação e, por via disso, passarem a beneficiar das vantagens que isso oferece. Entretanto, acontece que, do Chigubo, nenhum carro parte para Chókwè e regressa para este ponto. Ou seja, todos os carros que garantem a mobilidade dos cidadãosndindizianos são de Chókwè, não se abrindo espaço para que parte das suas quotas seja alocada a Chigubo.

Ouvi a explicação e percebi, esperando que Ndindiza, também, tenha percebido, porque é preciso, primeiro, investir para, depois, colher loiros, o que pode justificar o meu título, desta semana. Ndindiza que cresça e apareça, introduzindo suas próprias unidades circulantes, para poder exigir quotas e jogar limpo(po).

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