Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

Dialogando: Reflectindo pelo nosso futuro  (Mouzinho de Albuquerque)

 

MOÇAMBIQUE é uma nação que está-se a construir desde aquele 25 de Junho de 1975, quando conquistámos a independência, cujos resultados hoje são visíveis em diversas áreas. A partir daquele dia temos crescido e nos convertido num povo de mulheres e homens gigantes de dignidade. Superámos a exploração colonial.

Antes da independência sentíamos, como moçambicanos dominados, a nossa tradição e cultura oprimidas pelo colonizador, que não nos valorizava e tentou dividir-nos.

No entanto, hoje precisamos ter em conta nessa construção, muitos factores novos, alguns adversos, que não existiam na época em que obtivemos a liberdade efectiva de decidirmos o nosso próprio destino, como um povo livre e independente.

O que transparece é que a partir de um período de consolidação das nossas conquistas começámos a ser aparentemente inferiores ou a claudicar em convicção e de espírito de luta contra as adversidades, como vínhamos demonstrando com o verdadeiro patriotismo. A nossa percepção ou experiência directa leva-nos a afirmar que os novos factores adversos podem estar na origem, em parte, do surgimento, nos últimos anos no nosso país, das “vítimas” do pensamento maligno em relação à sua mãe pátria.

Tal pensamento exige de todos os cidadãos deste país projecção ou avaliação a cada momento dos nossos sentimentos e atitudes, como moçambicanos, se de facto estamos a construir esta pátria com amor e honestidade, isto é, se os servidores públicos a vários níveis agem da forma como deveriam agir no desempenho das suas funções. É por isso que fazer leitura ou reflexão pelo futuro melhor do país é falar por um Moçambique que espera e desespera por soluções efectivas dos seus vários problemas com que actualmente se debate para que também as gerações vindouras não venham a encontrá-los.

Entendemos que reflectir sobre esse futuro é estarmos igualmente cientes de que já é tempo de se aprimorarem os procedimentos para tornar eficaz e eficiente o tratamento administrativo e judicial, por exemplo dos casos de corrupção no país, por ser um dos principais factores adversos ao desenvolvimento da nação. Para tal, tem de se reconhecer, primeiro, as “raízes do mal”, pois apenas lamentar, como se tem feito, quando o momento exige acção, é favorecer os corruptos.

Ainda bem que fazemos esta reflexão num Estado de liberdade de opinião, imprensa, expressão e de liberdade democrático, onde o pensar diferente não pode constituir obstáculo ao convívio são de todos os cidadãos. Mas, mais do que isso, o mais importante num estado de Direito é que ninguém deve sentir-se acima da lei, promovendo falcatruas que lesam o próprio Estado, prejudicando, consequentemente, a maioria.

O futuro de que estamos a reflectir aqui precisa também de uma justiça que não permita que servidores públicos desonestos institucionalizem a delapidação do erário público, tornando o Estado “pai” dela. Para isso exige-se dela coragem e determinação. Nunca teremos um futuro que queremos para o nosso país enquanto não tivermos dinheiro como consequência principalmente das práticas corruptivas protagonizadas por esses servidores.

A nova realidade que vivemos hoje no país relacionada com das chamadas dívidas ocultas, deve consciencializar-nos no sentido de que deve servir de um novo começo no combate sem tréguas à corrupção, rumo ao futuro melhor dos moçambicanos. Até porque o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, já disse que o Governo pauta e sempre pautou pela gestão transparente da coisa pública, e que por isso os moçambicanos devem aguardar com calma e serenidade o desfecho deste caso complexo e de dimensão internacional.

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Retalhos e Farrapos: Tio Jorge está vivo (concl)  (Hélio Nguane)

 

A MENINA vestiu-se; o pano da roupa misturou-se com o tecido da dúvida. Comeu silenciosa, conheceu a esteira mais cedo, pois o seu corpo sentia-se cansado e precisava repousar. Acordou atormentada, sentou-se na esteira, ficou-se em silêncio por mais de 20 minutos.

Levantou-se, conheceu os compartimentos da casa com os pés descalços. As dúvidas atormentavam a sua mente de criança. A imagem, aquele rosto estava presente, parava no seu pensamento, despertava sentimentos impróprios para a sua idade.

Abriu a porta, pisou a terra húmida do quintal. O frio lambeu os seus pezinhos, sentiu arrepios, seu corpo estremeceu por instantes. Passos lançados, pegadas serenas, abriu os dedos das duas mãos, juntou e mergulhou no balde de água. Levou o líquido à face, a água acariciou o rosto de menina, limpou a saliva matinal, as ramelas secas que já faziam parte dela.

Olhou para o céu. Enquanto reparava para o azul, a mãe gritou:

- Usa chinelos! Como acordas e sais sem usar chinelos? – disse dona Matilde, enquanto segurava firme num objecto.

A menina virou-se, olhou para a mãe fixamente. A senhora perdeu forças, desistiu da ideia de repreender a filha, deu dois passos, ajoelhou-se e colocou os chinelos nos pés da filha.

- Mãe, porquê tio Jorge está na rua?

- Filha, tio Jorge morreu.

- Chega mãe, pára de mentir para mim. Não sou criança, eu.

Matilde ficou por 90 segundos em silêncio. Pensou em mover os lábios para contar o que a filha tanto precisava. Respirou fundo, procurou fazer a selecção das palavras, mas percebeu sozinha que o silêncio era a melhor resposta.

- Mãe, mamã fala. Diz algo…

O íntimo de Matilde dizia vezes sem conta: “Diz algo, Matilde”. Farta de coabitar com o silêncio decidiu falar.

- Tio Jorge morreu, aquele senhor que viste na rua tem o corpo do Jorge, mas não é o Jorge. Teu tio morreu no dia em que viu seu filho a padecer nos seus braços. Perdeu a consciência.

- Mãe está a falar difícil. O que aconteceu?

Matilde segurou a filha nos braços, encheu um balde com água. Pegou no sabão e deu um banho na filha. Enquanto a água escorria no corpo da menina, procurava os melhores termos, as melhores palavras para justificar a falha da família, o abandono.

 

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Timbilando: A raposa que foi ao galinheiro  (Alfredo Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

 

NO início da década de 70, havia um texto, creio no livro de língua portuguesa da 2ª classe, que tinha como título “a raposa que foi ao galinheiro”.

E se davam as características da dita cuja. Ficávamos a saber do nosso professor Alfredo, que as raposas eram animais mamíferos e omnívoros pertencentes à família dos canidae e que eram vulpídeos, de porte médio, tendo um focinho comprido e uma cauda longa e peluda. Também, segundo nos dizia, apresentavam, como particularidades, as suas pupilas ovais, semelhantes às pupilas verticais dos carnívoros de molares.

Que possuem uma vida quase semelhante à dos caninos, pois podem viver entre 10 a 15 anos, mas a maioria sobrevive por apenas 2 ou 3 anos devido a vários factores.

Tal como os cães, elas também têm um faro para caçar, sendo por isso verdadeiras caçadoras, oportunistas, apanhando as suas presas vivas. A técnica de caça mais comum, aprimorada desde a juventude, é pular sobre a presa para matá-la rapidamente. Comem além de pequenos mamíferos, como roedores e coelhos, répteis, anfíbios, insectos, aves, peixes, ovos e frutas silvestres.

O excedente do alimento é armazenado pela raposa para consumo posterior, como o humano, geralmente enterrado no solo, sob folhas. Por caçarem apenas o suficiente para se alimentar, as raposas são predadoras solitárias e não se reúnem em grupos.

Estas suas características derivaram vários significados conotativos para si, por vezes atribuídos às acções do homem, quando dizemos você é uma “raposa”, quase todos nós sabemos. Por exemplo, a raposa é vista como esperta. Considera-se a esperteza como uma das características, aliando-se aqui também ao seu carácter de “rebeldia”. A raposadepende do seu intelecto para garantir a sua sobrevivência. Mas no sentido ainda conotativo, é muitas vezes vista como trapaceira, uma criatura que usa a inteligência para quebrar as regras ou ir contra o comportamento convencional. Muitas vezes, pode-se dizer que você é uma “raposa”, referindo-se a uma garota, por ela ser, safada, vagabunda, por ai em diante.

No fundo, em “a raposa que foi ao galinheiro” significa que foi para lá criar um grande alvoroço, balbúrdia, confusão e o “salve-se quem puder”, na capoeira.

Isso é o mesmo que estão a viver as doze instituições de ensino superior, que, esta semana, acabaram por ser encerradas no país devido à falta de alvará. Anda ali um grande alvoroço.

Avisadas há uns tempos sobre a sua situação de não possuírem condições para o exercício da actividade e sido até dadas moratórias para ultrapassar a situação, quiseram usar a táctica da raposa. Não valeu para nada. As regras e os prazos foram discutidos com todos e todos concordaram que o fariam.

Trata-se do ensino superior, meus senhores, não de qualquer outra coisa. Temos que deixar de ministrar aulas aos alunos sem as mínimas condições. Começamos a casa pelo tecto e não pela base. Será necessário começá-la do ponto certo.

Recordo-me, na década de 80, havia muita carência de bibliografia e nos safávamos com apontamentos do professor. Muitos deles eram docentes russos que falavam pouco o português. Agora sabemos que há muitas bibliotecas. E que se preparar para a fazer pode tê-la num ápice.

Recordo-me de um professor no BUSCEP, semestre básico, que escondia dos alunos o livro que usava. Mandava consultar outros livros ou manuais. Afinal ele extraía os exercícios e as perguntas para as provas num livro “oculto” para os alunos. Quando se faziam as provas, as notas variavam de 0 a cinco. Só dois ou três “iluminados” aprovavam.

Até que “uma aluno” (na linguagem da professora Genicheva), cansado de chumbar e prescrever de nível, (significava ficar dois anos lá fora sem estudar) e depois requerer voltar, um aluno dizia, foi vasculhar o que andavam a vender os alfarrabistas da altura. Descobriu lá um livro que o achou interessante e comprou-o. Custava “uma bagatela”. Ao vir para casa estudar, quase a prescrever de novo, descobriu também que afinal o seu professor usava aquele livro para ensinar e para avaliar. Viu que tinha feito uma grande compra.

Então passou a estudar só com base nele e fazer os exercícios só nessa base. Teve 20 valores no primeiro teste e 20 no segundo, e queria sempre saber do docente se havia ali na prova algum erro. O seu professor estava aflito, por não saber como havia de chumbar o aluno. Quando dispensou, entregou o livro aos colegas para passar a estudar com base nele. Assim tinha acabado com a tirania do livro escondido. O professor só usava um livro e não queria partilhá-lo com os alunos. Agora não é assim. Há muita literatura para consultar. Há muitos bons livros para todas as áreas e os discentes querem várias fontes de saber. O que é excelente.

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NUM'VAL PENA: São coisas de tradição! (Leonel Abranches)

 

Diz-se que a senhora despenhou quando voava a bordo de uma peneira. Segundo se conta, a senhora, que afinal é dotada de efeitos do submundo e da bruxaria, voava com a missão última de sabotar uma casa habitada por um casal jovem. Felizmente o jovem casal tinha a sua casa fortificada contra espíritos do mal, vai daí que a peneira voadora não conseguiu fazer-se dentro da residência. A história era contada numa longa fila para a ATM de um banco comercial. Quem a contava fazia-o com um requinte extraordinário, como se fosse ele um dos personagens principais. Ilustrava cada etapa com detalhes sórdidos e nalgumas vezes com piadas que nos faziam arrepiar o cabelo:

- Aquela senhora derrapou no ar, os olhos dela, vermelhos como o fogo, estavam enterrados dentro da cara, o cabelo, verde, mais parecia a pele de uma hiena velha sem vida….

E a plateia, eu incluso, estava ali escutando com atenção e espanto. Estávamos todos siderados, fulminados pelo relato. O tipo não se cansava:

- De repente o céu ficou cinzento, mas era um cinzento localizado. A peneira continuava a descer perigosamente a pique e se ouvia um grito lancinante, era como se alguém estivesse a riscar o céu com uma lâmina. Eis então que a esteira caiu com estrondo, a única ocupante do “aparelho”, seminua, numa pequena poça de água enlameada, inicia um discurso estranho entremeado com risos metálicos, rasgando o chão com unhas negras e exageradamente grandes. Falava um idioma que ninguém percebia….idioma do além mundo…..

O arrepio começou a dar cabo de cada um de nós. Um homem de meia-idade, com ares de alguém que frequentou muito recentemente as carteiras de uma universidade, ajeitou a “James Bond” entre os cotovelos, tossicou duas vezes e atirou:

- Vocês acreditam numa bazófia dessas? Palavra de honra pá……quanta ignorância. Isso é uma treta de história, vê mazé se a fila está a andar….

Sob olhares reprovadores, o recém-graduado não se deixou intimidar e iniciou um desfile de argumentos para contrariar a tese de existência de vida espírita do além.

- É por causa disso que assistimos todos os dias a nascerem igrejas suspeitas, de pastores e gajos que se intitulam profetas e se dedicam a fazer-nos acreditar que curam pessoas e resolvem problemas complicados. Ficamos ainda mais pobres por acreditarmos macumbeiros, profetas, bandos de charlatões e ….

- O senhor dr. não acredita? – interrompeu o palestrante de circunstância, preocupado por ter a sua plateia dividida.

- A ciência, meu caro amigo, a ciência é que nos traz respostas – e, de repente, um coro de gargalhadas irrompeu pela pequena multidão que se foi juntando, seguramente convocado pelos argumentos filosóficos sobre os valores da racionalidade e dos rituais da feitiçaria e do culto da magia africana. Confesso que fiquei com a cara à banda pelo pouco ou quase nulo conhecimento que detinha…

- Caro amigo, eu também não acreditava na magia ou bruxedo até viver isso na pele pessoalmente pelo menos em duas situações que me fizeram repensar sobre os valores da cultura espírita africana….mas só te conto uma – intrometeu-se uma senhora idosa, dirigindo-se directamente ao só dr.

- Manda daí mãe – desafiou!

-Passam muitos anos, quando uma noite dessas, durante a noite sofremos um roubo em casa. De manhã as pegadas do larápio eram visíveis, falamos com um curandeiro que veio fazer uma sessão a partir dos sinais visíveis no chão. Dia seguinte o ladrão veio sozinho e com tudo o que roubou.

- Ahh! Mero golpe de sorte minha senhora – desdramatizou o académico, ante o olhar triunfante de quase todos….

- Não meu senhor…não é sorte. São coisas de tradição – ironizou a idosa.

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Limpopo: Benfica, George Dimitrov e KaMubukwana  (César Langa-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 

QUISo destino que a minha chegada a este mundo tivesse acontecido no período em que os ostentadores do gentílico deste pedaço do Índico que dá pelo nome de Moçambique não tinham o controlo do seu próprio destino, mas nas garras do colono português, facto que forçou a busca da paz, para a qual a guerra foi preparada e organizada pelo arquitecto da Unidade Nacional, Eduardo Chivambo Mondlane, cujo corpo completará, dentro de pouco mais de uma semana, 50 anos jazendo no local mais sagrado para os heróis desta pátria.

Chegados à independência, já sob a direcção do saudoso presidente Samora Moisés Machel, os moçambicanos recuperaram a legitimidade de eles serem verdadeiros moçambicanos e não “portugueses”, através da política de assimilação, que tornou grande parte dos nossos compatriotas uns simples desenraizados, pois “não mais sendo moçambicanos”, também nunca foram “totalmente portugueses”, permanecendo na humilhante condição de portugueses de segundo ou de outros níveis.

Já com o país na gestão dos seus verdadeiros filhos, muitas mudanças tinham de ser operadas, com o objectivo único de formarmos a nossa identidade própria, bem longe de nomes e símbolos que nos mantivessem ligados ao carrasco da história da nossa existência por cerca de cinco séculos. Novos nomes foram introduzidos para as províncias, bairros, avenidas, estabelecimentos de ensino e outras instituições.

Nesta empreitada, o recurso foi a nomes que nos identificassem com a nossa própria história ou com os nossos parceiros, que nos ajudaram a fazer frente à diversas necessidades durante o período da luta armada de libertação nacional. Por esta via, a cidade de Lourenço Marques passou a chamar-se Maputo e, na mesma urbe, o bairro Choupal passou para 25 de Junho, enquanto Benfica se tornava bairro George Dimitrov.

Foi assim que estes dois bairros passaram a ser conhecidos durante muitos anos, à semelhança de outros que não foram, aqui, mencionados. Entretanto, por razões por mim desconhecidas, mas que prefiro considera-las saudosistas, por parte de alguns moçambicanos contrários ao processo de construção de um Moçambique verdadeiramente de moçambicanos, alguns nomes do passado colonial foram resgatados, a partir de uma determinada altura do processo da construção da nossa história como país soberano. “25 de Junho”, de novo, é Choupal, George Dimitrov retornou a Benfica.

Neste saudosismo, a minha vénia para a empresa Transportes Públicos de Maputo (TPM) que sempre manteve o nome de bairro George Dimitrov, na indicação das suas rotas, o mesmo em relação a “25 de Junho”. E assim percebo que o Estado moçambicano mantém a coerência, através das suas instituições

Entretanto, com o surgimento dos serviços de transporte semicolectivo de passageiro, o nome de Benfica voltou com toda a força como se movido por alguma praga! Curioso é que as instituições reguladoras destes serviços, como são os casos das direcções dos municípios, com a introdução da obrigatoriedade da colocação de faixas indicativas dos destinos de cada unidade circulante, também autorizam a inscrição “Benfica/Museu”. Mas entendo ainda que os conselhos municipais são o “Estado moçambicano em miniatura”, no âmbito de descentralização na gestão da “coisa pública”.

Tendo este poder legítimo, qual é a razão dos municípios ou as entidades que lidam directamednte com os operadores semicolectivos, em representação do Estado moçambicano admitirem que use nomes como Benfica e outros que foram trocados, com a implantação da nossa própria moçambicanidade? Escrevo estas linhas, porque ainda não li, em nenhum lugar, com respectivos argumentos, algo que revogue os bairros George Dimitrov, 25 de Junho e passar-se para os anteriores Benfica e Choupal, respectivamente.

Senhores representantes do Estado na gestão dos serviços semicolectivos de passageiros, por favor, defendam os interesses supremos da nossa soberania, ensinando e mostrando aos motoristas e cobradores que os bairros se chamam George Dimitrov, 25 de Junho, Luís Cabral e não Benfica, Choupal ou Chinhambanine, como forma de jogar limpo(po).

 

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