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Um grupo de rapazes com idades entregava-se, animadamente, a um jogo futebol, em plena via pública, abusando da “simpatia” com que o areal ia amortecendo as sistemáticas quedas nas viris disputas de bola. Era um jogo de “balizinhas” que me fez recordar os nostálgicos tempos do “dois muda-campo, quatro ganha”.

Encostei no máximo à esquerda e reduzi a marcha da viatura para ir apreciando o jogo, até ser literalmente despertado pelo ruído do rebentamento da bola que, inadvertidamente, foi parar por baixo de uma das rodas: Phuuuummm! Seguiu-se um silêncio de tensão e arrependimento.

- Yuwi! É melhor o tio comprar-nos uma bola nova! – sentenciou um dos rapazes.

Parei o carro, sem palavras. Podia ler o esmorecimento do grupo.

Depois de um tempo em silêncio, com aquelas dezenas de olhos postos sobre mim, à espera da resposta, lá me enchi de coragem e reagi:

- …Vocês teriam evitado este incidente se tivessem parado o jogo quando viram o carro aproximar-se… - disse com ar de muito sério.

- Ahhhhh, o tio também podia ter buzinado para pararmos com o jogo. Este é um campeonato e agora o senhor rebentou-nos a bola. Paga! – reagiram. 

O ambiente não estava bom. Era preciso negociar. Na verdade tinha um sentimento de culpa por ter interrompido o sonho de dezenas de pessoas. Mas também sentia-me na obrigação de deixar alguma lição sobre os riscos de brincar na estrada, embora soubesse que o momento não era adequado.

- Ok. Eu ajudo-vos a comprar uma bola, mas numa condição: Vou colocar cinco perguntas para cada equipa responder. Para cada pergunta certa, pagarei cem meticais. Como são dez, se acertarem a todas terão mil meticais. Topam? – Desafiei.

Depois de alguma hesitação, o grupo acabou aceitando o desafio. Desliguei o motor e sai da viatura. Imediatamente os membros das duas equipas juntaram-se num semi-círculo que tinha o carro como diâmetro. A regra era levarem as perguntas, juntarem-se num grupo e trazer as respostas em cinco minutos.

Para o capitão da equipa dos “sem-camisa” as perguntas foram: 1) Quantos países integram a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral; 2) Quando foi que se realizou o último recenseamento geral da população e habitação em Moçambique, 3) Quantos campeonatos já venceu o Benfica de Portugal; 4) Qual foi a equipa que venceu a primeira Taça de Moçambique em Futebol e, 5) Em que país joga o futebolista moçambicano Reginaldo?

Para o capitão da equipa dos “com camisa” as perguntas foram: 1) Em quantas cidades e vilas vão decorrer as eleições autárquicas de 2018; 2) Em que ano se deu o massacre de Mueda; 3) Quantos campeonatos já venceu o Futebol Clube do Porto, 4) Qual foi a equipa que venceu o primeiro campeonato nacional de futebol em Moçambique; 5) Em que país joga o futebolista brasileiro Marcelo.

Seguiram-se interessantes momentos de consultas entre as equipas e, ao fim dos cinco minutos combinados, vieram as respostas:

Os “sem camisa” responderam: 1) Dezoito; 2) 1990; 3) trinta e cinco; 4) Costa do Sol; 5) França.

Os “com camisa” responderam: 1) Onze; 2) 1964; 3) vinte e sete; 4) Desportivo de Maputo e 5) Espanha. 

Feitas as contas, pelas respostas dadas, acabei pagando apenas trezentos meticais. Nunca tinha visto um grupo conformar-se tão facilmente com uma derrota… Valeu um sujeito que estava testemunhando à cena, que funcionou como árbitro do meu jogo contra aqueles rapazes. No fim, ele ofereceu mais duzentos àqueles rapazes. Suponho que tenha sido suficiente para comprar uma bola, e perceber que precisam preocupar-se mais com o conhecimento.

Eventualmente ensinei algo àqueles rapazes, mas também percebi que há coisas sobre a educação/formação das nossas crianças, que precisamos levar mais a sério!

Júlio Manjate

 

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