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HOJE decidi recorrer a esta enunciação corriqueira: Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, para manifestar a minha inquietação sobre alguns fenómenos anómalos que ocorrem à nossa volta e que são tratados com certa indiferença.

Acredito que todos já ouviram, várias vezes, esta expressão. Não sei quem é o pensador, mas a concebeu com mestria, pois ainda que pareça trivial, ela revela um sábio conselho.

É com este exórdio que o “Poder da Palavra” quer abordar o problema de ruínas, terrenos baldios, obras inacabadas, etc., que constituem albergues de marginais e, por via disso, lugares adequados para actos de violação sexual de mulheres, agressão física ou assassinato de cidadãos que têm o azar de passar próximo destes locais. É, igualmente, lá onde os malfeitores consomem estupefacientes ou escondem bens roubados às suas vítimas, entre outras acções que atentam contra as regras de convivência numa sociedade.

Pelo que soube, são inúmeros os lugares ermos na cidade de Maputo, não só na zona urbana como também na periurbana. O que não foi possível saber é a quem pertencem. Na avenida Samora Machel, entre a av. 25 de Setembro e a Zedequias Manganhela, encontra-se a “imponente” ruína do antigo Prédio Pot, onde há mais de 10 anos deflagrou um incêndio que destruiu tudo, deixando apenas a Sapataria Hélio. De lá a esta parte, o espaço foi sendo tomado por gente de conduta duvidosa, que não escolhe a hora para assaltar as suas vítimas, quer seja à luz do dia, quer à noite. Fala-se de dezenas de indivíduos que se abrigam nesta ruína, onde também satisfazem as suas necessidades biológicas, o que exala cheiro nauseabundo para aquela zona toda do restaurante Scala.

A lista dos antros de marginais é enorme. Junto deste destroço enocontra-se também o da Marta da Cruz e Tavares, um antigo estabelecimento comercial que também sofreu um incêndio, já lá vão muitos anos, cujo edifício nunca mais foi reconstruído, servindo apenas para dar guarita “aos amigos do alheio”. Próximo do Paços do Conselho Municipal, do lado contrário ao “Franco-Moçambicano”existe um edifício inacabado e abandonado. O mesmo cenário está patente à frente do Ministério do Interior. Há ruínas na Av. Consiglieri Pedroso, próximo da 1ª Esquadra, outra na av. 24 de Julho, ao lado do Ministério da Cultura e Turismo, outra ainda na esquina entre as  avenidas Mártires da Machava  e  Ahmed Sékou Touré, a famosa Vila Algarve. Sobre esta última, a Ordem dos Advogados chegou a manifestar a intenção de a reaproveitar. Os “residentes” chegaram a ser retirados do local mas, como nunca se fez nenhuma obra, eles retornaram.

Aliás, até em lugares onde não se esperava ver ruínas elas existem. Entre o hotel Cardoso e o palácio da Ponta Vermelha, precisamente na avenida Mártires da Mueda, localiza-se um dos espaços mais perigosos. Os marginais que ali vivem consomem drogas à vista de quem quer que seja, que por lá passa. Esfaqueiam e assaltam os pedestres, roubam acessórios de viaturas, etc., e nada lhes acontece. Um morador de um prédio próximo do local disse-me que um deles foi ali morto, numa peleja sobre algo que não soube dizer.

A acção deles naquela zona é facilitada pelo facto de existir uma área, também abandonada, à frente da ruína que ocupam. Trata-se do espaço identificado como futuras instalações da Fundação Marcelino dos Santos que, para além da chapa de identificação, não tem mais nada pelo que os malfeitores encontram, também, neste local, facilidades para as suas investidas.

A questão que nos inquieta é: “Onde estão os donos destes espaços abandonados que propiciam as acções de delinquentes que põem em risco a vida dos transeuntes?”. Pelos vistos, a ruína da “Ponta Vermelha” não tem dono pois, desde que a pessoa que ali vivia faleceu, nunca mais apareceu ninguém a dar destino à casa de madeira e zinco que acabou por desabar, até que os marginais passaram a abrigar-se no recinto.

Todavia, se os donos não aparecem, o que impede o município de entregar estas ruínas, terrenos e ou obras inacabadas e abandonadas a quem tenha capacidade de erguer uma infra-estrutura útil à sociedade? Porquê deixar a decisão para amanhã? Como se explica que em plena capital do país, zona nobre, existam locais como estes? No último fim-de-semana alguns apartamentos das Torres Vermelhas foram assaltados, provavelmente por estes indivíduos que actuam, num à vontade, naquele espaço…

 Delfina Mugabe (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

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