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“FORA MDM de Nampula; veio matar o nosso mopoli (salvador)! Estes eram os gritos que se ouviam sábado, saídos da imensa multidão no decurso das exéquias do presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, Mahamudo Amurane, morto a tiro no dia 4 de Outubro por desconhecidos.

Aliás, as cerimónias decorreram num clima de protestos e exigências de rápida identificação e justiça contra os autores do crime. Notou-se o sentimento de aversão, descrença e frustração em relação ao MDM. Transpareceu que o Movimento Democrático de Moçambique foi sentenciado politicamente à morte em Nampula. Até porque não é exagero dizer que nas conversas de rua depreende-se que é difícil as pessoas dissociarem o crime de motivações políticas, o que pode concorrer para a penalização daquele partido nos próximos pleitos.  

As pessoas “socorrem-se” do facto de o assassinato ter acontecido num período profundamente “azedo” entre Amurane e a liderança do seu partido (MDM). Alguns membros com cargos de chefia já o haviam considerado de traidor e que devia ser escorraçado do poder autárquico a qualquer custo. Por as clivagens políticas no seio do MDM, em Nampula, terem atingido um ponto crítico, nas sessões da Assembleia Municipal (AM) já não se discutia nada do interesse do município. Debatia-se pessoas, discutia-se partido. As sessões só serviam para fortificar a confrontação política entre o MDM e Mahamudo Amurane. Por exemplo, na última sessão realizada uma semana antes do baleamento do edil, só não se chegou a vias de facto graças à rápida intervenção da Polícia, num momento em que os membros da AM exigiam pagamento de salários de três meses.

 É verdade que as autoridades policiais estão, neste momento, a trabalhar no sentido de acabar com a suspeita generalizada de que a morte teve motivação política. Porém, tudo podia indicar que Amurane estava cada vez mais isolado e vulnerável à crescente e forte contestação no seio do MDM, incluindo a sua liderança, a morte era um absurdo previsível. É triste e lamentável que o Movimento Democrático de Moçambique, com o prestígio de ser a terceira maior força política do país, que sempre gritou contra a intolerância política, corrupção e outros males, defendeu a valorização das posições críticas dentro dos partidos políticos para a consolidação da democracia e não tenha sido capaz de encontrar soluções de modo a ultrapassar as suas contradições internas.

Interessa-nos ter neste país, onde combatemos o tribalismo, regionalismo e outras anomalias, uma oposição política capaz e credível que privilegie o diálogo e valorize a tolerância política no seu seio.

Neste momento, não existem palavras que retratem com fidelidade a grandeza e humildade de Mahamudo Amurane. Ele deixa o município de Nampula órfão de pais. Mas talvez valha a pena dizer que Amurane nunca será aquele herói oculto enquanto os seus feitos existirem na urbe que tanto serviu com amor e carinho. Não é por acaso que o seu funeral não tem igual a este nível, em Nampula.

Paz à sua alma!

Mouzinho de Albuquerque

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