Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

Opinião

Politica

O IMPORTANTE passo dado pela Assembleia da República com a aprovação, em definitivo, da revisão pontual da Constituição dominou ontem os discursos das ...

sexta, 25 maio 2018
Leia +

Economia

O Banco de Moçambique (BM) anunciou ontem a demissão da comissão liquidatária do “Nosso Banco”, por incumprimento das obrigações da Lei n.º ...

quinta, 24 maio 2018
Read more
Pub
SN

Desporto

A SELECÇÃO Nacional de Futebol defronta amanhã, a partir das 14:00 horas, no Old Peter Mokaba Stadium, a sua congénere do Madagáscar, em desafio inserido na ...

sexta, 25 maio 2018
Leia +

Nacional

CERCA de 13 mil milhões de meticais em pensõesjá foram pagos a 2800 antigos trabalhadores das minas da África do Sul, após acordos alcançados entre os ...

sexta, 25 maio 2018
Leia +

O MOTE mais adequado para hoje, neste espaço, é a celebração de mais um dia do professor. Pensei muito antes de decidir sobre o que escrever a cerca desta data. Até conversei com alguns colegas sobre o conteúdo a levar à tona e, embora tenha sido em ocasiões diferentes, a resposta foi idêntica: os mesmos problemas de sempre.

E, de facto, não há como falar do 12 de Outubro sem olhar para as condições em que os professores, sobretudo os das classes iniciais, transmitem conhecimentos às crianças no nosso país.

Mesmo reconhecendo o esforço que esteja a ser feito pelas autoridades do sector da Educação e não só, no sentido de melhorar as condições de trabalho destes profissionais, esta é a melhor ocasião para chamar à reflexão de todos sobre o fenómeno de um professor leccionar duas a três turmas de 60 alunos ou mais, sem condições adequadas quer para o processo de ensino, quer de aprendizagem, tal como é estar à sombra de uma árvore, e/ou próximo de barracas, etc.

Recorrendo à memória, sei que em alguns países da Escandinávia os professores são os mais bem pagos quando comparados com profissionais de outras áreas tais como médicos, engenheiros, contabilistas, gestores, etc., por uma simples razão: é na escola onde se adquire o conhecimento. É verdade que Moçambique não possui as condições que outros países têm. Porém, não é menos verdade, também, que o pouco que os professores ganham, se lhes chegasse a tempo faria diferença nas suas vidas e das respectivas famílias.

O baixo salário e a chegada tardia às suas mãos, entre vários outros factores acabam concorrendo para que eles busquem alternativas noutros estabelecimentos de ensino, ou sectores, para suprir o défice, o que acaba influenciando a questão da qualidade de ensino, assunto que vem sempre à ribalta quando se fala da educação.

Efectivamente, sempre se questiona se o nosso ensino terá ou não baixado de qualidade, tendo como ponte de comparação, na maioria dos casos, os anos anteriores e os imediatamente a seguir à Independência nacional, que antecederam a introdução do Sistema Nacional da Educação.

Coloca-se, sempre, a questão de que antes um aluno que estivesse, por exemplo, na quarta classe, já era capaz de ler e, sobretudo, entenderuma notícia publicada num jornal ou um conto numa obra literária. Este aluno era já capaz de escrever, ele próprio, uma estória da sua lavra ou que lhe tivesse sido contada. A quantidade de erros que este aluno cometia numa cópia ou num ditado era ao nível do tolerável.

Hoje a situação é outra. De uma forma geral, verifica-se que um aluno que tenha terminado a sétima classe apresenta uma qualidade de conhecimentos de longe inferior ao primeiro. A caligrafia não é cuidada e parece não haver, da parte do professor, a exigência de que o aluno escreva claro e directo, com uma caligrafia legível.

Por outro lado, a todos inquieta perceber que um aluno do ensino médio não saiba o significado das datas históricas do nosso país, tal como o 25 de Junho. Contudo, será justo imputar a culpa por tudo isto somente ao professor? Será que este aluno nunca ouviu na sala de aula ou num noticiário de rádio, televisão, jornal o significado desta data? Esta ignorância, por vezes, estende-se a indivíduos com formação superior o que é, no mínimo, inaceitável.

À primeira vista, a responsabilidade por esta situação pode parecer, do professor, somente, mas uma análise mais cuidada, conduz para a partilha da responsabilidade, pois vários factores estão associados ao fenómeno qualidade de ensino, desde o cenário em que as aulas decorrem, até ao material didáctico, o número de alunos numa turma, a exiguidade de bibliotecas nas escolas, falta de livros sobre a cultura geral, o preço do livro, a própria preparação dos professores, etc. até ao factor motivacional.  

Não há dúvidas que, em qualquer parte, quando se fala da questão da qualidade de ensino, a responsabilidade recai sobre a escola, ao contrário do que acontece quando se trata da “inoculação” de valores éticos e morais nas nossas crianças, em que a imputação primeira é aos pais e encarregados de educação. Porém, sou pela partilha das responsabilidades, pois os nossos professores são verdadeiros heróis, com todos os problemas. Os alunos têm que procurar ler mais…

Delfina Mugabe-(Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

Sábados

...

A BELEZA do mundo é uma bênção que se vive na ...

CLICKADAS

TEMA DE ...

NUMA entrevista que concedeu ao escritor Marcelo Panguana, publicada no ...

Conselho de administração

Presidente: Bento Baloi

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

Siga-nos

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction