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COMPLETADOS três anos desde que tomou posse como Presidente da República, num acto público que teve lugar a 15 de Janeiro de 2015, a acção governativa do Chefe de Estado, Filipe Nyusi, tem, nos últimos dias, sido sujeita a um escrutínio sem precedentes, mas, diga-se, necessário. Aliás, outra coisa não seria de esperar. Nas televisões, rádios, jornais, redes sociais, casas de pastos, mercados e noutros lugares afins “desfilam” as mais variadas opiniões sobre o assunto. Umas a favor, outras nem tanto.

Como observador atento ao que se passa no país, tendo principalmente a minha atenção virada para a forma como o chefe máximo do país lidera os destinos de todos nós, não posso ficar à margem deste importante assunto. Até pela fasquia por ele colocada no momento da tomada de posse, há pouco mais de três anos. Como é público, o PR destacou na ocasião vários assuntos mas com ênfase em três: a reconquista da paz, a prioridade na produção agrícola e o relançamento da economia. Entretanto, poucos meses após a tomada de posse, Nyusi adicionou mais um ponto: o da resolução do problema das dívidas ocultas.

A avaliação sobre a actuação de figuras políticas pode ser, muitas vezes, subjectiva. As conclusões a tirar dessas análises podem ser influenciadas, por um lado, pelas simpatias que o “analista” tem ou pode ter em relação à figura escrutinada. Por outro lado, as conclusões podem ser influenciadas por ausência ou por abundância de dados sobre os quais a análise assenta. Assim, a minha avaliação poderá pecar por defeito, ou seja, pelas simpatias que tenho (ou não) pelo Chefe de Estado. Mesmo consciente dos riscos acima referidos, vou partilhar com o caro leitor as ideias que tenho em relação àquilo que foi a governação do Presidente da República nos primeiros três anos do seu consulado.

Começo pelo dossier da paz. Sobre este importante tema, ressalta em primeiro lugar, contrariamente aos seus antecessores, o gesto de humildade demonstrado por Nyusi ao ter ido a Gorongosa encontrar-se com Dhlakama para com ele falar sobre o que é preciso fazer para se alcançar a paz em Moçambique. Vale também a pena “repescar” uma afirmação do Chefe de Estado a propósito da sua deslocação às matas para se encontrar com o líder da Renamo. Disse ele que preferiu não informar “a ninguém” sobre a viagem porque poderia ter sido impedido de a fazer.

Esta atitude diz muito do seu empenho em encontrar caminhos para se chegar à almejada paz. Diz muito também das diferenças que o separam dos anteriores presidentes sobre a forma como se deve caminhar para acabar com a guerra. Aliás, Nyusi disse reiteradamente que para se alcançar a paz iria para onde fosse necessário; pois Moçambique não é só Maputo, e que ele não deixaria de ser Presidente da República “só” por ir ao encontro do seu interlocutor em vez de ser aquele a ir ao Palácio da Presidência.

Por outro lado, há também que assinalar a forma regular como o Presidente da República vem informando os cidadãos sobre o progresso das negociações com Afonso Dhlakama sobre a matéria. Desta forma, Nyusi presta contas ao seu patrão sobre o que tem estado a fazer neste capítulo. O que é salutar, pois o tema paz é assunto de interesse de todos e, tendo ele prometido que lutaria pelo seu alcance, nada melhor, portanto, que ir nos dizendo como é que as coisas estão a andar.

Outra novidade que merece destaque na procura de paz é o formato por ele (em sintonia com Dhlakama) adoptado para as negociações em curso. Dos diversos formatos anteriores, todos eles mediatizados, o actual caracteriza-se por uma discrição assinalável, o que confere ao processo uma tranquilidade que permite que as equipas trabalhem sem “medo” do escrutínio permanente. É desta forma que de “pequenos em pequenos” acordos, vão sendo concluídos os diferentes e complexos dossiers…

Marcelino Silva

 

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