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HÁ cerca de nove anos assistimos à destituição de Thabo Mbeki da presidência da África do Sul, sob a alegação de que a sua atitude em relação ao HIV/SIDA não era clara. Que além disso emitia opiniões não claras, do governo sul-africano, sobre a crise agrária no Zimbabwe e também porque a sua política racial causava desconforto à minoria branca. Em jeito de lembrete: Mbeki governou a África do Sul de 14 de Junho de 1999 a 20 de Setembro de 2008.

Em Moçambique, após a tomada de posse do actual Presidente da República e do seu elenco governamental, caiu como uma bomba a notícia sobre as chamadas dívidas ocultas. No seguimento, foram-nos cortadas as ajudas ao Orçamento do Estado. Mesmo assim o país está a aguentar-se.

Cumprindo uma das suas agendas de governação, o Chefe do Estado moçambicano iniciou um processo de negociação com o líder da Renamo para o restabelecimento da paz definitiva no país. Os resultados são aqueles que se conhecem: encorajadores.

Comecemos pela África do Sul. Perante as supostas hesitações e falta de clareza nas actuações e decisões do governo de Mbeki, alguma comunicação social internacional, com destaque para a americana e britânica, “pegaram” nos três temas supostamente causadores da insatisfação das esferas políticas, bem como do povo sul-africano, ampliaram-nos, acrescentando-lhes contornos apocalípticos. E o resultado não podia ser outro senão o natural crescimento da descrença em relação à liderança do país.

Nascia assim, de forma tímida mas segura, uma conspiração orientada, em primeiro lugar para o enfraquecimento da posição do presidente e, em última instância, para enfraquecer o poderoso ANC, numa perspectiva de apeá-lo do poder. Pois, a estabilidade política e social que vinha sendo alcançada no país após a abolição formal do sistema de segregação racial, não agradava, os mentores do projecto da partilha do continente pelas potências ocidentais. Pois, como se sabe, África era e é um continente virgem, com os seus riquíssimos recursos naturais. Ou seja, o futuro do mundo em termos económicos está em África. Assim sendo, para os ocidentais não é aceitável deixar nas mãos de pretos a missão de dirigir um mundo que foi sempre dos brancos.

Faço notar que as tentativas de descredibilização de Thabo Mbeki começaram precisamente no momento em que ele desenvolvia esforços para criar a sua própria marca no país. Ou seja, no momento em que a sociedade sul-africana começava a “absorver” a filosofia orientadora da gestão do novo presidente. Então, os detractores, socorrendo-se dos erros do presidente, apressaram-se a crucificá-lo e diabolizá-lo. Não interessava a esses críticos, dar tempo ao tempo, como sói dizer-se, para ver se o presidente corrigia os equívocos. Interessava isso sim, que ele fosse apeado do poder o mais rapidamente possível. E assim foi.

Entendendo as reclamações como justas, e pressionado, Thabo Mbeki largou o poder. Os detractores ganhavam assim a primeira batalha. Para o substituir veio Jacob Zuma, o presidente que hoje está também a ser contestado. Ganhava-se assim o segundo round. Olhando para a actuação desastrosa de Zuma, fica-se com a impressão de que os promotores destas “revoluções” sabiam quem vinha a seguir. Recordo entretanto que alguns dos motivos que levaram ao começo da contestação do novo chefe do Estado estavam e estão relacionados precisamente com a questão do HIV/SIDA. Lembra-se caro leitor, da afirmação de Zuma de que bastava um banho depois de uma relação sexual para alguém evitar “apanhar” a SIDA? Hilariante, não é? Para apimentar ainda mais a “coisa”, Zuma juntou à polémica afirmação um conjunto de actuações confusas e inaceitáveis, sendo de destacar o seu envolvimento no uso indevido de dinheiros públicos para fins pessoais.

Desde a saída de Thabo Mbeki da chefia do Estado, a África do Sul, país por ele classificado como um espaço privilegiado para "Renascença Africana”, nunca mais voltou a ser o que era. De embrulhada em embrulhada, o actual presidente conseguiu, primeiro, criar cisões no seio do ANC, e, segundo, a instalação de um sentimento de insatisfação generalizada no seio da população. Um sentimento de frustração que levou, por exemplo, o eleitorado a preferir outras cores políticas, tal como o demonstram os resultados das últimas eleições municipais. Por outras palavras, o “inimigo invisível” conseguiu um dos principais objectivos da sua cruzada: a descredibilização do partido e a volatilização da sociedade sul-africana o que pode levar a que a médio e longo termo se assista a desagregação do país.

Marcelino Silva-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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