Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

Opinião

Politica

O COORDENADOR interino da Renamo, Ossufo Momade, solicitou ontem ao Presidente da República, Filipe Nyusi, a correcção das nomeações interinas dos oficiais do seu ...

quarta, 19 dezembro 2018
Leia +

Nacional

Autárquicas 2018

A VOTAÇÃO nas oito mesas cujos resultados foram anulados pelo Conselho Constitucional na autarquia de Marromeu, em Sofala, deverá ser repetida até ao dia 25 de Novembro ...

quinta, 15 novembro 2018
Leia +
Pub
SN

Desporto

O DESPORTIVO de Maputo regressa ao Moçambola no próximo ano, depois da deliberação a seu favor do “caso Siaw” pelo Conselho de Disciplina da ...

quarta, 19 dezembro 2018
Leia +

Economia

Já estão a caminho de Moçambique duas aeronaves (Boeing 738, com 154 lugares, e outro Q400) com que a Ethiopian Mozambique Airlines , decidiu responder a uma crise ...

quarta, 19 dezembro 2018
Read more

Tecnologias

A ocorrência da seca cíclica, que caracteriza a zona sul, particularmente, já requer tomada de medidas adequadas para a manutenção e protecção de ...

quarta, 19 dezembro 2018
Leia +

ALGUÉM  dizia, revoltado, que o ilustre governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, devia refinar mais o seu discurso quando se trata de comunicar para o povo, ou com o povo. E acho que todos aqueles que estão do lado das massas concordam com esse posicionamento.

Zandamela veio nos revelar que estávamos a sair da crise, quando a dura realidade indica que os dias que nos esperam serão ainda mais dolorosos. Então essa oratória, na óptica do povo e dos analistas abalizados, está desprovida de qualquer sentido. O bom do governador veio agravar mais os sentimentos ao dizer que não era nenhum tolo ou doído ao dizer o que disse. Seja como for, é preciso que os dirigentes  de topo tenham atenção na forma como dizem as coisas nos órgãos de comunição social.

Rafael Marques, um jornalista e activista angolano, exilado aparentemente em Portugal, numa entrevista à um jornal luso, afirmava, a dado passo, que o Presidente angolano João Lourenço, apesar de ser escrupuloso na gestão do Estado, é bruto na forma como ele anuncia as suas decisões.

Ora bem, esta semana o governo moçambicano materializou a subida da tarifa a cobrar nos transportes urbanos de passageiros, vulgo “chapa cem”. Não que a comunicação tenha sido feita de forma inadequada, mas acabou sendo violenta quando o dia da entrada em vigor da nova tarifa foi acompanhado de carros de guerra na  rua, apontados para a alma dos pacatos e honestos trabalhadores que já se tinham conformado com a medida. Gratuíta exibiçâo de armas para quem só pedia transporte !

Para quê tanta ameaça e exibição de força desproporcional contra trabalhadores que ruminam diariamente as dores de levarem para casa o pão amassado pelo diabo?  Pelo que se sabe, até prova em contrário, ninguém estava predisposto a enveredar pelos tumultos naquele dia. Todos pareciam, mais do que conformados, resignados com a medida. Até porque o que vai abafar qualquer levantamento popular, não serão, concerteza, as armas. Temos exemplos claros em muitos cantos do mundo.

Foi chocante ver pela manhâ carros de comabte e agentes da UIR, prontos para cair sobre  o povo. Que luta todos os dias para sobreviver. As armas nunca resolveram problemas, antes pelo contrário. Ademais, os utentes de transporte público de Maputo e Matola já estavam por demais preparados para aquele dia. Nas vésperas eles nunca mostraram sinais de revolta nem de promover desacatos. O que eles queriam é que houvesse mais transporte. Quase todos eles estavam conformados,  pois diziam: “está decidido, é para fazer mais o quê!?”.

Estas palavras deviam ter comovido aos nossos dirigentes, e não atiçar neles a necessidade do uso da força. No Brasil, em particular no Rio de Janeiro, a Polícia mata todos os dias em nome da lei, e mesmo assim não consegue parar o crime. Agora o governo mandou militares para as ruas, a fim de fazer o trabalho da Polícia, porque as armas policiais nunca conseguiram estancar as elevadas ondas de crimes, muitos deles de índole racial. E esta atitude de despachar miliatres para as ruas já foi condenada pelas Nações Unidas.

Seja como for, o que leva aos tumultos populares, são as injutiças. E se o nosso governo não quer amanhã um derramamento de sangue gratuito é urgente  resolver de  forma  sustentável o problema dos transportes nas cidades de Maputo e Matola.

Um forte abraço !

Alfredo Macaringue

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction