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A TRAGÉDIA da lixeira de Hulene deixou as suas profundas marcas e admitamos que, para todos, serviu de lição em resultado do assistir passivo que ao longo de muitos anos se foi vivendo em termos de ocupações desordenadas, tanto em Maputo, como na Matola.

Porque o que resultou em profunda consternação teve como causa resíduos sólidos, entendemos que, mais do que andar a correr atrás do prejuízo, como se costuma dizer em termos populares, deveria ocorrer um trabalho aturado no sentido de sensibilizar as pessoas sobre a questão de gestão do lixo doméstico.

Ao nível dos bairros, temos vindo a assistir que poucas pessoas fazem uma gestão aceitável dos resíduos que produzem nas suas casas e a forma como a têm feito, na maior parte dos casos, deixa a desejar.

Grande parte das pessoas entende que folhas de árvores e pequenos arbustos constituem lixo e, por tal, encaminham-nas com a maior naturalidade para os contentores, contribuindo para que, aqueles grandes recipientes, em tão pouco tempo fiquem cheios e sem espaço para que os verdadeiros resíduos possam ser depositados. 

Nos assentamentos atravessados por valas de drenagem, a fotografia ainda tem sido mais penosa quando se pretende abordar a gestão do lixo. Alguns moradores chegam a varrer de fronte da sua casa e, como que às escondidas, “empurram” os bocados de resíduos para o interior das valas, com todas as consequências ambientais que daí resultam.

Trata-se de uma prática quase que diária, cuja consequência terá efeitos negativos a longo prazo, ou seja, a vala vai se enchendo de areia e lixo, sendo certo que somente quando chove intensamente tem sido possível notar a aflição, porque passam as pessoas. Há quem chega a dizer que se a vala de drenagem não escoa as águas pluviais é porque o conselho municipal não está a fazer o seu trabalho, quando a pessoa podia ter evitado, levando o lixo para o contentor mais próximo.

O que seria desejável era desenvolver uma campanha que levasse as pessoas a ganhar a consciência de que só com uma gestão adequada dos resíduos, que são recolhidos nas casas, se poderá contribuir para uma boa limpeza, mas também para evitar consequências ambientais devastadoras num futuro.

Há valas que chegam a ficar com água estagnada ao longo de dias, semanas e meses, tudo porque o lixo impede o seu escoamento eficaz, resultando, vezes sem conta, na eclosão de doenças que levam tanta gente às unidades sanitárias.

As pessoas têm que perceber que estão a habitar num meio urbano, que a gestão dos resíduos passa por determinados requisitos e que ninguém deve fazer o que lhe vai na alma.

Condicionar o lixo em sacos apropriados para depois ir depositar no contentor é um exercício que deve estar ao alcance de qualquer citadino, que todos devem se sentir parte da comunidade e elementos indispensáveis para a criação de um ambiente saudável no lugar onde vive.

Está a faltar um sentido de comunidade, onde as estruturas locais e os residentes dispensam uma parte do seu tempo para assegurar a limpeza e a organização dos locais onde habitam, como uma vez foi no passado. Não se pode viver sob o signo de “cada um por si”.

As campanhas de sensibilização das pessoas sobre o tratamento e gestão do lixo serão importantes, em nosso entender, como será, certamente, um amplo movimento de mobilização dos citadinos quanto à necessidade de zelarem, conjuntamente, pelos locais onde possuem a sua residência.

Mubedjo Wilson

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