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HÁ dias fui dar ao Posto Policial do bairro de Nkobe, no Município da Matola, no interesse de acompanhar o desfecho de um caso de furto, em plena luz do dia, na residência de um dos meus vizinhos. O protagonista da acção fora neutralizado pela vizinhança que, depois daqueles “açoites de praxe”, administrados com o necessário cuidado para não atingirem o extremo de “justiça pelas próprias mãos”, foi entregue à Polícia, acompanhado do seu principal instrumento de trabalho, no caso uma barra de ferro nervurado de 20 milímetros de diâmetro, com o qual rebentara cadeados e portas até conseguir se introduzir em casa alheia.

À hora em que o assalto se deu, cerca das 17:00, eu não me encontrava em casa, pelo que fiquei a saber de toda a história a partir dos relatos que me foram sendo destilados pelos vizinhos, a maioria dos quais queria saber o que eu penso de o Estado “liberalizar a justiça”, e legitimar a “justiça pelas próprias mãos”. Fui explicando aos meus interlocutores que essa não era, certamente, a melhor solução para o problema; que era preciso ter fé no trabalho da Polícia; que era preciso acreditar na seriedade da corporação enquanto garante da ordem e tranquilidade pública.

Naquele cair da noite, éramos muitos vizinhos na esquadra de Nkobe, todos interessados em ver a cara do bandido, não fosse esta uma das tantas com que a gente se cruza pelas ruas no frenesim do dia-a-dia. Na qualidade de vizinho directo da vítima do roubo, tive o privilégio de acompanhar todos aqueles procedimentos policiais de interrogatório do suspeito e do guarda da residência assaltada. Também acompanhei os depoimentos do casal cuja casa fora assaltada, e todo aquele longo e penoso processo de lavra manual do auto, com o agente a alternar as esferográficas entre o azul, vermelho e preto, para ir fazendo os necessários destaques nos depoimentos que colhia…

Ficamos cerca de duas horas e meia neste exercício, sentados num banco áspero, assistindo o agente a fazer o registo da ocorrência. Por momentos, pensei no quanto jeito daria àquela esquadra e a todas outras que operam naquelas condições, um computador básico, ligado a uma impressora …

Na verdade, foi bom ter estado ali sentado aquele tempo todo, porque permitiu-me perceber um pouco das dificuldades que a nossa Polícia enfrenta para realizar o seu trabalho com a qualidade que todos exigimos. Mas foi marcante para mim ver aquele agente manuscrever pacientemente o auto, em triplicado, usando folhas de papel químico, contando uma história longa de um gatuno que, naquelas circunstâncias, nunca diz coisa com coisa…

Mais do que este sacrifício, também vi o tipo de casos com que os agentes têm que lidar nos nossos bairros, desde os simples episódios de casais no auge da violência doméstica, passando pelos bêbados que chegam à esquadra literalmente “descascados” em actos de pancadaria estimulados pelo álcool, até desaguar nos mais tristes e ridículos casos de furto envolvendo até crianças na flor da idade…

Imaginei, por exemplo, a trabalheira que dá lidar com casos como o daquele jovem pedreiro, embriagado, que chegou à esquadra levado por uma equipa de patrulha que, suspeitando do volume que transportava àquela hora da noite, decidiu submetê-lo a uma revista. Camuflado nas roupas de trabalho do pedreiro, estava metade de um saco de cimento de construção e várias peças de canalização, que a Polícia precisou certificar-se que não tinham sido furtadas. Porém, o suspeito não só não queria colaborar como também embarcou em discursos ofensivos contra os agentes em serviço, atrevimento que estes responderam conduzindo o pedreiro a uma cela para “repousar” por algumas horas, até estar em condições de explicar-se sem perturbar nem pôr em causa o papel da Polícia.

Uma coisa é certa: é preciso “ter fígado” para ser-se agente da Polícia afecto a uma dessas esquadras nos bairros residenciais… A minha vénia!

Júlio Manjate - Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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