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UNGULANI Baka Kossa, disse um dia, numa das suas aparições nas comunidades académicas que “em Moçambique não temos escolas, mas salas de aulas”. Eu concordo com ele, porque para aquilo que o conceito “escola” encerra e pude testemunhar ao longo do meu convívio com diferentes estabelecimentos de ensino, estando de um lado, como aluno e do outro, como professor, muitos componentes andam ausentes na realidade actual.

Lembro-me com saudades dos parques infantis, nos recintos das escolas primárias, para além dos pavilhões e campos de jogos para diversas modalidades. Com toda a nostalgia, me lembro também dos balneários bem equipados na “minha” Escola Secundária Estrela Vermelha, para além daquela piscina hoje cedida a um clube, para a sua rentabilização.

Para além de salas próprias para as aulas de desenho, com estiradores, tínhamos também salas de trabalhos manuais, com pequenas oficinas, próprias para a iniciação para cursos técnicos, no prosseguimento dos estudos. Manuseávamos o microscópio, conhecido pelas gerações actuais apenas através de manuais. Havia um pavilhão também para salas de Biologia, com água canalizada, pois depois de algumas experiências era preciso lavar-se as mãos.

A ausência destes elementos todos e mais outros de que não fiz referência, porque o espaço é limitado, fazem com que o escritor repudie com veemência que se considerem escolas às coberturas onde os alunos se concentram em busca do saber. São, apenas, salas de aulas. Mas, o mais caricato ainda é que muitos destes estabelecimentos de ensino alguma vez foram escolas, com bibliotecas (não salas de leituras), com ginásios (a UP-Sede transformou-o em anfiteatro) e outros requisitos afins.

Num país com carência de quadros como o nosso, já não se investe nas escolas técnicas. Nas escolas industriais, as máquinas já não roncam, porque deixaram de existir. “Todo o mundo” é empurrado para o ensino geral e só começa a conviver com a relativa prática a partir das universidades, o que propicia que haja muitos diplomados e pouco competentes, perpetuando a nossa dependência na mão-de-obra estrangeira. Apesar de se ter declarado a erradicação do analfabetismo, a verdade leva-me a ter de aceitar que, de facto, em Moçambique existem o tal analfabetismo funcional, pois apesar do saber documentado, não existe o saber fazer.

Nas visitas que a Governadora de Gaza, Stella Pinto Novo Zeca, tem feito aos distritos, as lamentações e queixas são sempre as mesmas: estradas, hospitais, mas, principalmente salas de aulas, porque as crianças são obrigadas a percorrer dezenas de quilómetros, em busca de estabelecimentos de ensino para o primeiro ciclo do ensino secundário.

Mas também vivemos outros paradoxos. Algumas escolas que, depois de nacionalizadas foram devolvidas aos respectivos donos, como a Igreja Católica, estão abandonadas. Se a terra é propriedade do Estado moçambicano, por que não requalificar estes espaços com ruínas e torná-los rentáveis. Calisto Cossa já deu exemplo, prometendo agir em relação às quintas abandonadas. Afinal, o Edil da Matola está a jogar limpo(po)... 

César LangaEste endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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