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A SEMANA que termina registou a passagem de mais um 11 de Abril, o dia consagrado ao jornalista moçambicano, este ano celebrado sob o lema “SNJ, 40 Anos por um Jornalismo mais Responsável”.

 

 

Como sabemos, o 11 de Abril ficou assim consagrado quando, precisamente em 1978, na cidade de Chimoio, foi criado o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), em substituição da então Organização Nacional de Jornalistas (ONJ).

 

 

Daí em diante foi sofrendo as suas metamorfoses, principalmente com a nova Constituição da República, em 1990, que introduziu o multipartidarismo e, consequentemente, a Lei de Imprensa (Lei n.º 18/91). 

 

 

Quarenta anos depois eis nos, pois, presentes para um momento que, como da praxe nestas circunstâncias, se pretende de reflexão ou, se quisermos, de introspecção pelos próprios jornalistas sobre a sua tão sensível actividade, numa altura também muito sensível em que todos os cuidados ainda são realmente poucos.

 

 

Quarenta anos são uma vida. Se fosse uma pessoa, em condições normais, já seria um adulto, responsável, com família e funções sociais sujeitas a todas e mais algumas exigências sobre a sua forma de ser e estar na sociedade.

 

 

E se tratando, no entanto, de um grupo sócio profissional como este, se calhar as perguntas, tendo em conta o lema deste ano, seriam mesmo estas:

 

 

Como é que uma organização com 40 anos ainda exige, por assim dizer, mais responsabilidade aos seus membros? O que se passa afinal?

 

 

É que ao sugerimos “um jornalismo mais responsável” podemos estar a assumir que, em algum momento, assim não tem sido.

 

 

Mas concretamente, anda alguma irresponsabilidade no exercício da profissão jornalística em Moçambique.

 

 

Chegado aqui, ocorrem-me as palavras de um “tarimbado” jornalista moçambicano que, pensando em voz alta, deixou escapar certa vez que os jornalistas estavam divididos em função dos interesses de grupos políticos, económicos e outros.

 

 

Ou seja, uns são usados por estes, outros são usados por aqueles, em total conflito com a sua própria consciência.

 

 

Contudo, uns e outros conhecem os limites que norteiam o funcionamento da sua profissão, os códigos de ética e deontologia e tudo mais à volta desse exercício.

 

 

Ora, quando deixamos de ser “donos” das nossas próprias cabeças demitimo-nos, renunciamos à nossa própria existência.

 

 

Creio que pressões vindas dos mais diferentes grupos de interesses sempre existirão, cabe aos profissionais armarem-se o suficiente para fazer face e defender também os seus próprios interesses, o que certamente não se afigura, de modo algum, fácil.

 

 

Eis, pois, o desafio, quarenta anos depois.

 

 

Por onde anda o jornalismo responsável? 

Eliseu Bento

 

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