“Nãodeixa o samba morrer; não deixa o samba acabar; o morro foi feito de samba; desamba para gente sambar. É com a música desta letra que os brasileiros, na talentosa voz da célebre cantora Alcione, exaltam o que mais gostam e que é sua marca: que é o samba e também o futebol. Aliás, não é por acaso que o seu país é também chamado terra do samba e do futebol.

É parafraseando esta celebridade que viajo para a nossa realidade, a moçambicana, para pedir que ninguém deixe oMoçambola parar, porque o futebol é o ópio do povo e nele está a diversão das massas, em qualquer que seja o canto deste vasto Moçambique, independentemente das condições lá existentes, das cores partidárias e da religião.

É que, mesmo em zonas onde não existe nenhum clube expressivo, que não sejam palco de futebol oficial, encontrar-se-á sempre um grupo de jovens ou de crianças que correm atrás de uma bola ou de um “chingufo” (bola feita de trapos), enquanto outros fazem claque. Isto justifica a ideia de que o futebol é ópio do povo.

Quando vi, durante o noticiário televisivo na sexta-feira, num dos canais nacionais uma titulagem seguinte: “Moçambola vai parar”, por uns instantes pensei que estivesse a sonhar ou  que de mal entendido se tratava. Mas eu estava acordado, embora se tratasse de um noticiário passado à noite. Nesse instante, que foi em fracção de segundos, cheguei a equacionar tratar-se de mais uma típica do dia internacionalmente considerado de mentira: O 1 de Abril. Só que, muito rapidamente, lembrei-me de que já passavam uns 13 dias e não podia, por isso, tratar-se de uma mentira e a titulagem lá continuava: Moçambolavai parar.

Naquela noite havia uma miscelânea de factos que me fizeram não acreditar na seriedade do assunto, pois estávamos em plena noite das bruxas, sexta-feira 13, também chamado Dia de Azar. O que de tão mal teria acontecido naquele dia para se chegar a tal bizarra nova?

Foi difícil entender, pois estamos num país com dificuldades de ascender aos mais altos patamares desportivos, na modalidade de futebol e não só, mesmo realizando campeonatos internos, em que desfilam estrelas da Selecção Nacional. O que será de nós se até o Moçambola, o termómetro e fonte de onde brotam os novos talentos, parar de alegrar os amantes do desporto rei?

Não se pode permitir que isso aconteça, nem que seja para ser viabilizado a nível das regiões, para depois o título nacional sair da disputa entre os campeões regionais. E isto não seria novidade, pois já aconteceu no passado.

Ainda bem que o Governo, através do Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, e a vice-ministra da Juventude e Desportos, Flávia Azinheira, apareceram sábado à noite e em repetição ontem, domingo, a reanimar as esperanças dos amantes do desporto-rei, dizendo que terá de haver alguma solução para se evitar a paragem do Moçambola.

Vai ser uma oportunidade para se repensar na forma de patrocínio desta modalidade que só na nossa realidade não movimenta biliões de dólares.

Seja do Governo, do empresariado local e de outras pessoas de boa vontade, algo deve ser feito para que não se deixe oMoçambola parar!

Lázaro Manhiça-Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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